Annona sylvatica

Como ler uma infocaixa de taxonomiaAnnona sylvatica

Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Magnoliales
Família: Annonaceae
Género: Rollinia
Espécie: R. sylvatica
Nome binomial
Rollinia silvatica
(A. St.-Hil.) Mart.
Sinónimos
  • Annona exalbida Vell.
  • Annona fagifolia A. St.-Hil. & Tul.
  • Annona silvestris Vell.
  • Annona sylvatica A. St.-Hil.
  • Rollinia exalbida (Vell.) Mart.
  • Rollinia fagifolia A. St.-Hil.

Annona sylvatica, conhecida popularmente como araticum do mato, é uma árvore que, quando adulta, atinge o porte de 6–8 m de altura. Tem seu desenvolvimento bem rápido, chegando ao tamanho adulto entre quatro a cinco anos após a germinação.

Conhecida popularmente por Pinha, Ariticum (SC, PR e RS), Araticum, Embira, araticum-cagão-macho (MG), cortiça-amarela, araticum-do-morro, araticum-grande, pasmada-do-mato (ES).

Nativa do Brasil (e endêmica), ocorre desde o Estado de Pernambuco até o Rio Grande do Sul, na faixa litorânea, e também nos Estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Seus frutos são muito apreciados pelas aves, por roedores e também pelos humanos, embora contenha pouca polpa. A presença é bastante comum em floresta semidecídua de altitude de até 800 metros, a exemplo do que ocorre em algumas regiões de mata atlântica. Para produção de mudas, suas sementes devem ser colhidas de frutos completamente maduros, quando estiverem amarelos e macios. Devem ser despolpados em água corrente e posteriormente esfregados com areia visando facilitar a germinação.

As sementes, no solo, tem sua germinação em torno de 50 dias após a semeadura. A raiz é do tipo pivotante possuindo muitas radicelas e os cotilédones, são completamente expandidos, foliáceos, delgados e fotossintetizantes.

Etimologia

O nome popular araticum provém do tupi antigo aratiku, designação de diversas espécies do gênero Annona e de seus frutos.

Utilidade

O uso comercial da espécie é desconhecido, mas é bastante útil como espécie pioneira na recomposição de áreas degradadas, É bastante atrativa para a fauna, apesar de conter pouca quantidade de polpa quando comparada a outras espécies da família Annonaceae

Fontes

Referências

  1. ↑ Fernandez, E.; Moraes, M.; Negrão, R.; León, M.L.V.; Martinelli, G.; Lopes, J. (2021). «Annona sylvatica». Lista vermelha de Espécies Ameaçadas. 2021. doi:10.2305/IUCN.UK.2021-1.RLTS.T143324063A191133397.ptAcessível livremente. Consultado em 30 Março 2026
  2. ↑ Aquino, Wiliam (15 de julho de 2010). «Araticum do Mato». IBF. Consultado em 3 de maio de 2023. Cópia arquivada em 16 de junho de 2026
  3. 1 2 Lorenzi, Harri: Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 2002, 4a. edição. ISBN 85-86174-16-X Erro de parâmetro em {{ISBN}}: soma de verificação
  4. 1 2 «Árvores do Brasil». Consultado em 31 de janeiro de 2014. Cópia arquivada em 11 de abril de 2026
  5. ↑ «Flora e Funga do Brasil». floradobrasil.jbrj.gov.br. Consultado em 8 de maio de 2023. Cópia arquivada em 15 de dezembro de 2024
  6. ↑ Glossário de Termos Técnicos de Botânica. «Família Annonaceae». Consultado em 31 de janeiro de 2014. Cópia arquivada em 13 de junho de 2026
  7. ↑ SAMPAIO, J. L.; ALVES, A.C.A., SOUZA, L.A. de, BONA, C. Morfoanatomia da plântula e tirodendro de Rollinia sylvatica (A. St.-Hil.) Mart. (Annonaceae). Rev. bras. Bot. vol.31 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2008
  8. ↑ Navarro, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo: Global. ISBN 978-85-260-1933-1 Informe a(s) página(s) que sustenta(m) a informação (ajuda)