| Rush | |
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Rush em imagem promocional de 1981. Da esquerda para a direita: Geddy Lee, Neil Peart e Alex Lifeson. | |
| Informações gerais | |
| Também conhecido(a) como | Hadrian (1969) |
| Origem | Toronto, Ontário |
| País | Canadá |
| Gêneros | |
| Período em atividade |
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| Gravadoras |
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| Integrantes | Geddy Lee Alex Lifeson |
| Ex-integrantes | John Rutsey Neil Peart |
| Página oficial | rush |
Rush é uma banda canadense de rock formada em agosto de 1968 na cidade de Toronto, Ontário. A formação original da banda incluía o guitarrista Alex Lifeson, o baterista John Rutsey e o baixista e vocalista Jeff Jones, que foi substituído por Geddy Lee pouco depois de sua formação. O Rush passou por algumas mudanças de formação nos seis anos seguintes, antes de chegar à sua formação clássica de power trio com a adição de Neil Peart em julho de 1974, substituindo Rutsey quatro meses após o lançamento de seu álbum de estreia homônimo. A formação de Lifeson, Lee e Peart permaneceu estável durante o restante da trajetória inicial da banda até 2015, após o qual Peart se aposentou da música. Lifeson confirmou posteriormente, em 2018, que a banda havia se dissolvido, citando a saúde de Peart como um fator contribuinte. Lifeson e Lee continuaram a trabalhar juntos ocasionalmente nos anos seguintes à morte de Peart em 2020.
O Rush é conhecido por seu virtuosismo musical, composições complexas e temas líricos ecléticos, que se inspiravam principalmente em ficção científica, fantasia e filosofia. O estilo da banda mudou ao longo dos anos, de um início no hard rock com influências de blues, passando pelo rock progressivo, depois por um período na década de 1980 marcado pelo uso intenso de sintetizadores, antes de retornar ao rock com foco na guitarra no restante de sua carreira. Os membros do Rush são reconhecidos como alguns dos músicos mais habilidosos em seus respectivos instrumentos, tendo cada um conquistado inúmeros prêmios em votações de leitores de revistas especializadas em diversos anos.
Em 2024, o Rush ocupava a 90ª posição nos EUA com vendas de 26 milhões de álbuns, e fontes da indústria estimam suas vendas totais de álbuns em todo o mundo em mais de 42 milhões. Eles receberam 14 discos de platina e 3 discos de multiplatina nos EUA e 17 discos de platina no Canadá. O Rush foi indicado a sete Grammy Awards, ganhou dez Juno Awards, e recebeu um Prêmio de Realização Internacional no SOCAN Awards de 2009. A banda foi incluída no Hall da Fama da Música Canadense em 1994 e no Hall da Fama do Rock and Roll em 2013. Críticos musicais consideram o Rush uma das maiores bandas de rock de todos os tempos.
Em outubro de 2025, Lifeson e Lee anunciaram uma turnê de reunião de 2026–2027 como Rush, com Anika Nilles substituindo Peart e Loren Gold como tecladista da banda.
A formação original da banda, em Setembro de 1968, contava com o baixista e vocalista principal Jeff Jones, o baterista John Rutsey e Alex Zivojinovich (guitarra e vocais de apoio), mais conhecido pelo nome artístico de Alex Lifeson. O irmão de Rutsey sugeriu o nome Rush, assim batizando e decretando o início da história de um nome de sucesso. Ainda no mesmo ano, Jones foi substituído por um amigo de Lifeson, Gary Lee Weinrib - conhecido pelo nome artístico de Geddy Lee. Depois de várias reformulações na formação, a oficial foi feita em maio de 1971, constituída de Alex Lifeson, Geddy Lee e John Rutsey. Sem apoio de gravadoras, lançaram seu primeiro disco independente, Rush (1974). A popularidade da banda ficou circunscrita à região de Ontário até que o álbum, distribuído pela Moon Records, foi adotado pela rádio Ohio. Esse álbum, mais tarde foi redistribuído pela Mercury Records.
Imediatamente depois do lançamento do álbum em 1974, John foi obrigado a sair da banda devido a complicações na sua saúde (problemas de diabetes) e seu desgosto por fazer turnês. Sua última performance foi em 25 de junho de 1974, em Ontário. A banda então fez uma audição para recrutar novos bateristas e finalmente Neil Peart foi selecionado para substituir John, segundo Geddy e Alex, o estilo de Neil lembrava muito o baterista do The Who Keith Moon, um dos bateristas mais amados por eles na época. Neil oficialmente juntou-se à banda em 29 de julho de 1974, duas semanas antes da primeira turnê do grupo nos Estados Unidos. Com a nova formação, fizeram seu primeiro show abrindo para Uriah Heep e Manfred Mann, na presença de onze mil pessoas no Civic Arena, Pensilvânia. Além de baterista da banda, Neil tornou-se também o letrista principal, no lugar de Geddy, que possuía muito pouco interesse em escrever. Assim, Geddy e Alex resolveram focar nos aspectos instrumentais da banda. Fly By Night (1975), o primeiro álbum da banda após recrutar Neil, teve a inclusão da primeira épica mini história na música By-Tor and the Snow Dog, repleta de arranjos complexos e formatos com várias seções musicais. Os temas de letras também mudaram drasticamente, tendo em vista o amor de Neil por fantasia e ficção científica. Porém, além das várias diferenças, alguns dos sons e das músicas ainda se aproximaram bastante dos blues do primeiro álbum.
Seguindo os passos de Fly By Night, a banda lançou Caress of Steel (1975), um álbum de cinco músicas focando mais em aspectos do hard rock e do heavy metal. O álbum teve como uma de suas características principais duas músicas longas, The Necromancer e The Fountain of Lamneth. Alguns críticos falam que o álbum não possuiu muito foco e que alguns elementos do álbum não tiveram uma conexão muito forte do que a do álbum anterior. Com a intenção de ser um álbum mais avançado e que realmente desse certo, Caress of Steel teve suas vendas abaixo das expectativas e a tour promocional aconteceu em lugares menores. Tendo em vista esse panorama, a banda sentiu-se pressionada por sua gravadora para construírem um álbum mais comercial e com uma moda mais acessível. Não obstante essa pressão, a banda ignorou os pedidos e lançou 2112 (1976), com uma música de vinte minutos dividida em sete seções. Apesar disso, o álbum foi o primeiro que foi bem sucedido comercialmente e foi o primeiro disco de platina no Canadá. A turnê desse álbum culminou em uma estadia de três noites em Toronto, que fez com que a banda lançasse seu primeiro álbum ao vivo, chamado de All the World's a Stage (1976). Críticos falam que o álbum marca a notória divisão entre os primeiros anos da banda e a próxima era de sua música.
Depois de 2112, a banda foi para o Reino Unido para gravar A Farewell to Kings (1977) e Hemispheres (1978) no País de Gales. Esses dois álbuns marcaram uma expansão do uso de elementos progressivos na música deles. “À medida que nossos gostos ficaram mais obscuros”, disse Geddy Lee em uma entrevista, “nós descobríamos mais bandas de rock progressivo como Yes, Van der Graaf Generator e King Crimson, e nós fomos muito inspirados por essas bandas. Elas nos fizeram fazer nossas músicas ficar mais interessantes e mais complexas, e nós tentamos misturar isso com nossas personalidades para ver que o que estava por vir era um tanto quanto uma disputa para nós”. O aumento do uso de sintetizadores, músicas longas reminiscentes de álbuns conceptuais e aumento da dinâmica de compassos foram marcas registradas das composições da banda. Para alcançar um mais amplo patamar, Alex começou a experimentar violões e guitarras diferentes, e Geddy adicionou a seu rig um Minimoog e o recém lançado pedal Taurus, que se tornaria marca registrada dos instrumentos da banda até a atualidade. De maneira similar, Neil adicionou vários elementos de percussão, como triângulos, glockenspiel, blocos de madeira, chocalhos, timbales, gongos e carrilhões. Além de todos os adicionais nos instrumentos, a banda manteve a influência do rock progressivo, continuando com músicas longas e conceptuais, com muita influência de ficção científica e fantasia. As letras nesse ponto foram influenciadas pesadamente em poesia clássica, literatura fantástica, ficção científica e escrituras da novelista Ayn Rand, como exibidas mais proeminentemente na música Anthem de Fly By Night e em algumas seções da música 2112. Até o disco Hemispheres, a banda se desafiou ao máximo com composições de difícil execução. A aclamada faixa La Villa Strangiato teve que ser gravada em três partes separadas após fracassadas tentativas de gravar em take contínuo. A complexidade das músicas e letras exigia muitas horas de ensaio e dedicação à banda o que afetou a vida familiar dos três músicos ao final da década de 1970.
Apesar disso, com a década de 1980 chegando, a banda começou a substituir seus antigos estilos de músicas em favor de arranjos mais leves e curtos. O álbum Permanent Waves (1980) mudou dramaticamente o estilo de música do Rush com a introdução de estilos como reggae e new wave e mais sintetizadores foram incluídos. Ao contrário da baixa exposição na mídia que tiveram seus álbuns antigos, Permament Waves incluiu músicas mais bem recebidas pelas rádios, como The Spirit of Radio e Freewill, músicas que ajudaram o álbum a ficar na parada dos top cinco álbuns dos Estados Unidos e ainda continuam a fazer aparições em rádios de rock clássico no Canadá e nos Estados Unidos. Enquanto isso, as letras de Neil foram deslocadas rumo a um tom mais expositivo com um assunto mais focado em temas humanistas e sociais. Rush juntou-se com uma banda companheira de Toronto chamada Max Webster em 28 de julho de 1980 para gravar uma música chamada Battle Scar para o novo álbum deles. Enquanto as duas bandas estavam em tour depois do lançamento do álbum, o letrista de Max Webster ofereceu ao Rush as letras de uma música que tinha escrito. A banda aceitou, e a música tornou-se, depois dos diversos trabalhos do grupo, "Tom Sawyer".
A popularidade de Rush alcançou seu ápice com o lançamento de Moving Pictures (1981). Esse álbum essencialmente continuou com o que Permanent Waves tinha deixado, oferecendo a moda de acessibilidade entre as músicas e um comercial rock progressivo, que fez com que a banda chegasse a uma fama enorme. O disco consegue destaque no cenário devido ao single principal, "Tom Sawyer", que é provavelmente a música mais conhecida da banda, com Limelight recebendo também muitas críticas satisfatórias dentre ouvintes de rádio e fãs. Moving Pictures foi o último álbum do Rush a marcar uma música relativamente longa, a chamada The Camera Eye, que possuía onze minutos. Essa música também continha um alto uso de sintetizadores, deixando vestígios de que a música de Rush estava mudando novamente. Moving Pictures atingiu o número 3 do Billboard 200 e foi classificada um disco quatro vezes platina pela RIAA.
Seguindo o sucesso de Moving Pictures e a realização de quatro álbuns, Rush lançou o seu segundo álbum ao vivo, chamado de Exit...Stage Left (1981). O álbum delineou o ápice do período progressivo da banda ao expor material ao vivo das turnês de Pernament Waves e Moving Pictures. Assim como o seu primeiro disco ao vivo, Exit... Stage Left identificou a margem de um novo período da história da música de Rush.
A banda sofreu outra radical transformação de estilo com o lançamento do álbum Signals (1982).
Os sintetizadores de Geddy que antes faziam apenas arranjos incidentais desde o fim da década de 1970, foram, de repente, para a linha de frente das músicas do Rush, em músicas como Countdown e Subdivisions. Ambas músicas marcam uma proeminente marcação do teclado, com minimalistas acordes de guitarra e solos. Outros instrumentos inéditos foram adicionados em músicas como Losing It, com o colaborador Bem Mink no violino elétrico.
Signals também representou uma drástica transformação no estilo para além das mudanças instrumentais. O álbum contém o único top-40 hit de pop, New World Man, enquanto outras mais experimentais músicas como Digital Man, The Weapon e Chemistry expandiram o uso da banda de ska, reggae e até mesmo funk. Apesar dos membros da banda conscientemente decidirem para mover nessa decisão, diferenças significativas entre a banda e o produtor Terry Brown começaram a emergir. A banda sentiu-se dessatisfeita com o tratamento do produtor em Signals, enquanto o mesmo estava cada vez mais desconfortável com o crescente uso de sintetizadores nas músicas. Ultimamente, Rush e Terry se separaram em 1983, e a experimentação com novos eletrônicos instrumentos e a variedade de estilos musicais iria entrar em jogo com maior intensidade no próximo álbum.
O estilo e a produção de Signals foram aumentados e levados a novas alturas em Grace Under Pressure (1984). O nome do álbum se deve a Neil, que “pegou emprestado” as palavras de Ernest Hemingway para descrever o que a banda teve que passar na decisão de abandonar Terry Brown. O produtor Steve Lillywhite, que adquiriu fama com bem-sucedidas produções em Simple Minds e U2, foi alisado para produzir Grace Under Pressure. Porém, ele mudou de ideia no último momento, levando à ira de Alex, Geddy e Neil. Geddy disse que “Steve Lillywhite realmente não é um homem de palavra... Depois de concordar em fazer nosso álbum, ele teve uma oferta do Simple Minds, mudou de ideia, nos deixou decepcionado... E então nos colocou em uma posição horrível.” Rush eventualmente contratou Peter Henderson para coproduzir e edificar o álbum em seu lugar.
Musicalmente, apesar do uso dos sequenciadores e sintetizadores de Geddy que levou a banda a certa antiguidade, o foco na nova tecnologia foi complementado pela adaptação da bateria eletrônica e da percussão de Neil. As contribuições de Alex em Grace Under Pressure foram decididamente aumentadas, tendo em vista o papel pequeno que ele teve em Signals. Ainda assim, muitas de suas marcas registradas na guitarra ficaram intactas na forma de abrir os acordes de reggae, assim como os ritmos de funk e new-wave.
Com o novo produtor Peter Collins, a banda lançou Power Windows (1985) e Hold Your Fire (1987). A música nesses dois álbuns deram muito mais ênfase e proeminência no trabalho de sintetizadores de Geddy. Enquanto os fãs e críticos perceberam o diminuído trabalho da guitarra de Alex, sua presença ainda estava evidente. Alex, como muitos guitarristas no fim da década de 1980, experimentou processadores que diminuíram as rajadas de eco nos acordes, tocando com um som mais limpo. Hold Your Fire representa tanto uma modesta extensão dos estilos de guitarra encontrados em Power Windows quanto, de acordo com o crítico da Allmusic, Eduardo Rivadavia, a culminação dessa era do Rush. Enquanto que os cinco anteriores álbuns do Rush venderam pelo menos discos de platina, Hold Your Fire foi somente ouro em novembro de 1987, apesar de ter alcançado a décima terceira posição na Billboard 200.
Um terceiro álbum ao vivo, A Show of Hands (1989), também foi lançado depois das turnês de Power Windows e Hold Your Fire, demonstrando aspectos do Rush na década de 1980. A Show of Hands teve uma forte aprovação dos fãs, mas o crítico da revista Rolling Stone, Michael Azerrad, falou que foi um “músculo musical”, falando que os fãs de Rush viam seu favorito grupo musical como “a santa trindade”. Não obstante, A Show of Hands conseguiu ultrapassar a marca de ouro, tornando-se um disco platina e chegando à vigésima primeira posição na Billboard 200. Nesse ponto, o grupo decidiu mudar a sua gravadora internacional, da Mercury para a Atlantic. Depois da partida de Rush, a Mercury lançou uma compilação chamada Chronicles (1990), contendo algumas das melhores músicas da banda até então. Esse álbum foi duplo platina.
A banda começou a desviar do seu estilo musical, originalmente de 1980, com os álbuns Presto (1989) e Roll the Bones (1991). Produzido pelo engenheiro musical e músico Rupert Hine, esses dois álbuns testemunharam a banda abandonar muito dos seus sons de teclado. Começando com Presto, a banda optou por arranjos que foram notavelmente mais centrados na guitarra do que nos dois álbuns anteriores. Apesar dos sintetizadores ainda serem usados em muitas músicas, o instrumento não era mais o foco das composições da banda. Continuando com essa linha, Roll the Bones estendeu o uso dos três instrumentos principais da banda com ainda menos foco nos sintetizadores do que nos álbuns precedentes. Enquanto, musicalmente, os álbuns não desviaram significativamente de um som de pop-rock, a banda incorporou traços de outros estilos musicais. A música Roll the Bones, por exemplo, exibe elementos de funk e de hip-hop, e a faixa instrumental Where’s My Thing? traz diversos elementos de jazz. Esse retorno do foco dos três principais instrumentos ajudou a banda trilhar seu caminho nos álbuns do meio da década de 1990, que adotou uma fórmula muito mais direta do rock.
A transição dos sintetizadores para o ênfase da guitarra e a instrumentação orgânica continuou com os álbuns Counterparts (1993) e Test for Echo (1996), novamente os dois sendo produzidos com a colaboração de Peter Collins. Musicalmente, Counterparts e Test for Echo são dois dos álbuns mais direcionados à guitarra da história da banda. Apesar da música em geral não ter encontrado um critério baseado no rock progressivo, algumas músicas adotaram um formato mais dinâmico. Por exemplo, a música Time and Motion traz muitas mudanças de compasso e o uso de órgãos, enquanto a música instrumental Limbo consiste de múltiplas passagens musicais, assim como Driven. Musicalmente, Test for Echo ainda resguardou muito dos estilos do hard rock e do rock alternativo que a banda já havia produzido em discos anteriores, além do fato de o jeito de tocar de Geddy e de Alex permanecer um tanto quanto intacto. Porém, uma modificação notável foi apresentada na técnica de Neil, o qual mudava de um jeito mais "swingado", apresentando diversas influências do jazz, graças ao seu treinamento com o professor de jazz Freddie Gruber durante o intervalo entre Counterparts e Test for Echo. Em outubro de 1996, com o apoio de Test for Echo, a banda embarcou numa turnê norte-americana, a primeira turnê da banda sem um ato de estreia e apelidada “An Evening with Rush”.
Depois da conclusão da tour do álbum Test for Echo em 1997, a banda entrou em uma paralisação de cinco anos devido a tragédias na vida pessoal de Neil. A filha dele, Selena, morreu em um acidente de carro em agosto de 1997. Apenas dez meses depois, sua esposa Jacqueline morreu de câncer. Neil deu um tempo de suas atividades na banda para refletir e acalmar, em um período que viajou extensivamente por toda a América do Norte na sua motocicleta, atingindo uma marca de 88.000 quilômetros. Durante um ponto nessa viagem, Neil decidiu retornar à banda. O baterista escreveu, após a viagem, o livro Ghost Rideer: Travels on the Healing Road como uma crônica e um diário de viagem, descrevendo seus aspectos emocionais e trazendo aspectos geográficos da paisagem e da viagem em si. Nesse livro, escreve como descreveu seus parceiros de banda, durante o funeral de Selena, essas exatas palavras: “considerem-me aposentado”. Em novembro de 1998, um CD de músicas ao vivo chamado Different Stages foi lançado, dedicado à memória de Selena e Jacqueline. Mixado pelo produtor Paul Northfield e engendrado por Terry Brown, o CD contém três discos com performances ao vivo das turnês dos álbuns Counterparts, Test for Echo e A Farewell to Kings, sendo o quarto álbum oficial de músicas ao vivo da banda até então.
Depois de um tempo para afligir e rejuntar os aspectos da sua vida, e enquanto visitando o fotógrafo e amigo dos integrantes da banda, Andrew MacNaughtan, Neil foi introduzido à sua futura esposa, Carrie Nuttall. Neil casou-se em setembro de 2000. No começo de 2001, anunciou aos seus companheiros de banda que estava novamente pronto para entrar ao estúdio e voltar aos negócios da música. Com a ajuda do produtor Paul Northfield, a banda retornou em maio com Vapor Trails (2002), escrito e produzido em Toronto. Para proclamar a volta da banda, a música principal do álbum, One Little Victory, foi produzida para atrair a atenção dos ouvintes com os rápidos tempos de bateria e de guitarra. Vapor Trails marcou o primeiro álbum de estúdio a não incluir um único som utilizando sintetizadores, órgãos ou teclados desde o começo da década de 1970. Enquanto o álbum é quase completamente guiado pela guitarra, é também quase desprovido de quaisquer solos de guitarra convencionais, uma decisão consciente de Alex durante o processo de composição. De acordo com a banda, o inteiro processo de desenvolvimento de Vapor Trails foi extremamente longo e minucioso, levando aproximadamente quatorze meses para ser completo, sendo, por longe, o mais longo tempo que a banda gastou para escrever e produzir um álbum de estúdio. O álbum foi introduzido por uma turnê, a primeira da banda em seis anos, incluindo shows na América do Sul, lugar que a banda nunca tinha aventurado. No Brasil, a banda tocou em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, sendo o país que tiveram mais pessoas por shows em sua carreira. Em São Paulo, aproximadamente 60.000 pessoas assistiram ao show, formando o maior público em toda a carreira do Rush, segundo palavras dos próprios integrantes.
Um CD triplo e um DVD duplo foi lançado em outubro, chamado Rush in Rio (2003), mostrando uma performance inteira na última noite da turnê, no Maracanã. Para celebrar seu trigésimo aniversário, a banda lançou em junho o seu álbum Feedback (2004), um EP de estúdio gravado nos subúrbios de Toronto fazendo covers de artistas como Cream, The Who e The Yardbirds, bandas que os membros de Rush citam como inspiração. Para ajudar a apoiar o Feedback, a banda voltou às turnês para comemorar também seu trigésimo aniversário, numa tour denominada de R30, que foi para a América do Norte e para a Europa. A banda também lançou um DVD que, mais tarde, seria convertido em blu-ray, de um concerto em Frankfurt.
Durante as entrevistas promocionais do R30, a banda revelou a sua intenção de escrever com novo material no início de 2006. Em Toronto, Alex e Geddy começaram a escrever as composições em janeiro do mesmo ano, e, durante esse período, Neil simultaneamente assumiu sua posição de letrista enquanto residindo no sudeste da Califórnia. Em setembro, a banda escolheu o produtor americano Nick Raskulinecz para coproduzir o álbum. A banda demorou cinco semanas para desenvolver o material, terminando em dezembro. Em fevereiro de 2007, foi feito um anúncio no site oficial da banda falando que o nome do álbum seria Snakes & Arrows. A primeira música, Far Cry, foi lançada nas estações de rádio da América do Norte em março de 2007.
O site do Rush, redesenhado em março para apoiar o novo álbum, também anunciou que a banda iria embarcar em uma turnê para começar no verão. Snakes & Arrows (2007) foi lançado no início de maio na América do Norte, onde estreou na terceira posição na Billboard 200, com cerca de 90 mil unidades vendidas em sua primeira semana, passando a vender mais de 600 mil cópias no mundo todo. The Larger Bowl e Spindrift foram os principais singles do álbum. A turnê intercontinental planejada em apoio ao Snakes & Arrows começou em junho de 2007, chegando ao fim em outubro do mesmo ano.
Enquanto a banda se aproximava da conclusão da sua turnê, os membros anunciaram a sua primeira aparição na televisão americana em mais de 30 anos. A banda foi entrevistada por Stephen Colbert e fizeram uma performance ao vivo de "Tom Sawyer", na The Colbert Report em 16 de julho de 2008. Continuando a montar o que um crítico de cinema chamou de uma "onda pop cultural", a banda também apareceu em um show ao vivo em abril de 2009 para o filme de comédia americana I Love You, Man.
Em 16 de fevereiro de 2009, Alex comentou que a banda começaria a trabalhar em um novo álbum no outono daquele ano, com a produção de Nick Raskulinecz novamente. Em 19 de março de 2010, a CBC postou uma entrevista com Alex e Geddy onde discutiam a indução do Rush no Canadian Songwriters Hall of Fame, que é um hall da fama feito especiamente para compositores canadenses, que, por sinal, ocorreu em 28 de março de 2010. Foram reconhecidos por músicas como "Limelight", "Closer to the Heart", "Tom Sawyer", "The Spirit of Radio", "Subdivisions" e "Time Stand Still". Além da indução, falaram sobre o material futuro e durante a entrevista, Geddy disse: "... há um mês e meio, não tínhamos nenhuma música. Já agora, temos 6 músicas que simplesmente amamos...". Em 26 de março de 2010, em entrevista ao The Globe and Mail, Alex reconfirmou que a banda já tinha escrito meia dúzia de músicas e que havia possibilidade de duas turnês, uma no verão de 2010 no hemisfério norte e uma mais extensa no verão de 2011. Apesar de ainda incerto de exatamente como e quando o novo material seria lançado, ele projetou uma tentativa data de lançamento na primavera de 2011. Depois, Neil confirmou que a banda possuía 5 músicas concluídas com Nick Raskulinecz como co-produtor.
Em abril de 2010, o site oficial do Rush anunciou a turnê Time Machine Tour. Essa iniciaria no fim de junho e terminaria no começo de outubro. Além disso, ela apresentou, pela primeira vez na história das turnês da banda, o álbum Moving Pictures tocado em sua totalidade, assim como material inédito no novo trabalho de estúdio da banda. No fim de maio, a banda anunciou o lançamento do seu novo single, Caravan, que faria parte do novo álbum de estúdio da banda intitulado Clockwork Angels. O lado B do single teria uma faixa adicional chamada BU2B.
Clockwork Angels (2012) foi lançado nos Estados Unidos e no Canadá no meio de junho, e a turnê do álbum começou no início de setembro. O álbum foi bem recebido pelos críticos, que elogiaram a musicalidade dos três participantes da banda e destacaram que, apesar da idade avançada, a banda ainda faz muito sucesso e possui muitos fãs merecidamente. Há rumores de que a banda voltaria à América do Sul em 2013, provavelmente entre setembro e dezembro.
Em 19 de Novembro de 2013 no dia do lançamento do DVD Clockwork Angels Tour o guitarrista Alex Lifeson anunciou que a banda fará uma pausa de 1 ano para "descansar" após essas duas longas turnês seguidas.
Em janeiro de 2018 o guitarrista Alex Lifeson confirmou que não há mais planos do Rush para gravar novas músicas ou sair em turnês e que portanto a banda havia encerrado suas atividades. Problemas pessoais e de saúde de Neil Peart (um câncer em evolução, desconhecido pelo público até a sua morte) também contribuíram de forma decisiva para o fim da banda. Para Lifeson e Lee, não faria sentido continuar com o Rush sem Peart.
Em 10 de janeiro de 2020, a família de Peart confirmou para a Rolling Stone sua morte, que ocorreu três dias antes (7 de janeiro) por um câncer no cérebro.
Geddy Lee, em sua autobiografia, revelou que precisou esconder a doença de Peart dos fãs e amigos.
A morte de Neil Peart foi anunciada publicamente em 10 de janeiro de 2020 através de um comunicado divulgado nos perfis oficiais dos Rush e de Geddy Lee nas redes sociais. Nesse comunicado, a banda informou que o baterista falecera três dias antes, na sequência de um glioblastoma, e pediu respeito pela privacidade da família.
Com a morte de Neil Peart a banda oficialmente chegou ao fim, descartando qualquer hipótese de uma futura reunião.
Em 6 de outubro de 2025, Lee e Lifeson anunciaram que estavam reunindo o Rush para uma turnê de reunião chamada "Fifty Something", programada para ocorrer de junho a setembro de 2026, com Anika Nilles na bateria. Lee sugeriu que a turnê incluirá pelo menos mais dois músicos. Anika Nilles foi confirmada como baterista da turnê. Em fevereiro de 2026, Loren Gold foi confirmado como tecladista, e a turnê foi ampliada para incluir apresentações em 2027 na América do Sul, no Reino Unido e na Europa. Lee e Lifeson também afirmaram que 35 músicas serão tocadas na turnê, com a intenção de variar o repertório a cada show
O estilo musical do Rush mudou substancialmente ao longo dos anos. Seu álbum de estreia foi fortemente influenciado pelo hard rock britânico baseado no blues: uma mistura de sons e estilos de bandas como The Beatles, Black Sabbath, The Who, Cream e Led Zeppelin. O Rush foi se influenciando cada vez mais por bandas do movimento de rock progressivo britânico de meados dos anos 1970, especialmente Pink Floyd, Genesis, Yes e Jethro Tull. Na tradição do rock progressivo, o Rush compunha músicas longas com mudanças irregulares de humor, timbre e métrica, combinadas com letras influenciadas por Ayn Rand. Nos anos 1980, o Rush mesclou seu som com as tendências da época, experimentando com new wave, reggae e pop rock. Esse período incluiu o uso mais extenso de instrumentos como sintetizadores, sequenciadores e percussão eletrônica pela banda. No início dos anos 1990, a banda transformou seu estilo novamente para retornar a um hard rock mais direto e, ao mesmo tempo, se harmonizar com o movimento do rock alternativo.
Ver também: Lista de prêmios e indicações recebidos pelo Rush (em inglês).

Mais de 40 anos de atividade permitiram que o Rush explorasse uma ampla diversidade musical em sua discografia. Como ocorre com muitas bandas conhecidas pela experimentação, as mudanças de estilo provocaram divergências entre críticos e fãs. Grande parte da música da banda empregava instrumentos eletrônicos, o que gerou controvérsia entre fãs e críticos, especialmente pelo uso intenso de sintetizadores e teclados durante a década de 1980, sobretudo nos álbuns Grace Under Pressure, Power Windows e Hold Your Fire.
Os integrantes do Rush observaram que as pessoas “ou amam o Rush ou o odeiam”, o que resultou tanto em fortes detratores quanto em uma base de fãs extremamente leal. Em 1979, o The Rolling Stone Record Guide descreveu o grupo como “a banda de power boogie para a geração formada pela revista 16”. Um artigo da Rolling Stone, publicado em julho de 2008, afirmou que “os fãs do Rush são os trekkies/trekkers do rock”.
O Rush foi citado como influência ou inspiração por artistas e bandas como Alice in Chains, Anthrax, Celtic Frost, Cro-Mags, Dream Theater, Exodus, Exciter, Fates Warning, Fishbone, Foo Fighters, Iron Maiden, Jane's Addiction, King's X, Living Colour, Manic Street Preachers, Mastodon, Megadeth, Meshuggah, Metallica, No Doubt, Pearl Jam, Pixies, Primus, Queensrÿche, Rage Against the Machine, Red Hot Chili Peppers, Sepultura, Slayer, The Smashing Pumpkins, Elliott Smith, Soundgarden, Stone Temple Pilots, System of a Down, Testament, Tool, Venom, Voivod, e Steven Wilson. Trent Reznor, do Nine Inch Nails, afirmou no documentário de 2010 Rush: Beyond the Lighted Stage que o Rush era uma de suas bandas favoritas. Ele também apontou a fase da banda no início da década de 1980 como uma influência importante para incorporar teclados e sintetizadores ao hard rock.
O Rush podia ser indicado ao Rock and Roll Hall of Fame desde 1998. A banda foi indicada em 2012, e sua inclusão foi anunciada em 11 de dezembro daquele ano. Uma possível razão para a exclusão anterior seria o gênero musical do grupo. A jornalista Edna Gundersen, do USA Today, criticou o Hall da Fama por excluir alguns gêneros, entre eles o rock progressivo. Defensores da inclusão do Rush apontaram as conquistas da banda, incluindo longevidade, habilidade musical e influência, além dos números de vendas e das certificações da RIAA. Nos anos anteriores à inclusão, Lifeson demonstrou indiferença ao que era visto como uma desfeita e declarou: “Não me importo nem um pouco. Veja quem está sendo indicado; é uma piada”. Em seu discurso de aceitação, na cerimônia de inclusão do Rush no Rock and Roll Hall of Fame, em 18 de abril de 2013, Lifeson recitou espontaneamente o texto que havia preparado como um discurso de “blá, blá, blá”, irritando os companheiros de banda e confundindo o público.
Em 24 de abril de 2010, o documentário Rush: Beyond the Lighted Stage, dirigido por Scot McFadyen e Sam Dunn, estreou no Festival de Cinema de Tribeca. O filme recebeu o prêmio do público do festival. Foi indicado a Melhor Videoclipe Musical de Longa Duração no 53.º Grammy Awards, mas perdeu para When You're Strange, documentário sobre o The Doors. Uma exibição limitada nos cinemas começou em 10 de junho de 2010, e o filme foi lançado em DVD e Blu-ray nos Estados Unidos e no Canadá em 29 de junho daquele ano. A obra aborda a influência do Rush na música popular e as razões pelas quais essa influência teria sido pouco reconhecida ao longo dos anos, recorrendo a entrevistas com músicos, profissionais da indústria musical e integrantes da banda.
Em 25 de junho de 2010, o Rush recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, no número 6752 do Hollywood Boulevard. O reconhecimento da crítica à banda continuou a crescer naquele ano: em 28 de setembro, a revista Classic Rock anunciou que o Rush receberia o prêmio Living Legends de 2010, durante o Marshall Classic Rock Roll of Honour Awards, no Reino Unido. A entrega ocorreu em 10 de novembro. Em 29 de setembro, o site Billboard.com anunciou que o Rush também receberia o prêmio Legends of Live de 2010, por suas contribuições significativas e duradouras à música ao vivo, à arte da apresentação e à conexão com o público por meio de shows. O prêmio foi entregue no Billboard Live Music Awards, em 4 de novembro de 2010. Em 2013, o governo canadense homenageou o Rush com um selo postal permanente de primeira classe, equivalente ao selo “Forever” dos Estados Unidos, com o icônico logotipo “Starman” da banda.
Os integrantes do Rush foram nomeados Oficiais da Ordem do Canadá em 1996. Em maio de 2012, a banda recebeu o Prêmio de Artes Cênicas do Governador-Geral por Realização Artística ao Longo da Vida, em uma cerimônia no Rideau Hall; no dia seguinte, uma gala no National Arts Centre celebrou os premiados. Em 2017, três novas espécies de microrganismos receberam nomes em homenagem aos integrantes da banda.

O estilo vocal de Geddy Lee, marcado pelas notas agudas, sempre foi uma característica da banda e, por vezes, alvo de críticas, especialmente nos primeiros anos da carreira do Rush, quando sua voz apresentava forte semelhança com a de outros cantores, como Robert Plant, do Led Zeppelin. Uma resenha do The New York Times afirmou que a voz de Lee “lembra um munchkin pregando um sermão”. Embora sua voz tenha se tornado mais suave, ela é frequentemente descrita como um “uivo”. Suas habilidades instrumentais, por outro lado, raramente são criticadas. Lee citou Jeff Berlin, Jack Casady, John Entwistle, Jack Bruce e Chris Squire como os baixistas que mais influenciaram seu modo de tocar. Seu estilo, sua técnica e sua habilidade no baixo influenciaram músicos de rock e heavy metal, inspirando baixistas como Steve Harris, John Myung, Les Claypool e Cliff Burton. Lee consegue executar diversas funções instrumentais simultaneamente durante os concertos, sobretudo quando toca baixo e teclados, canta e aciona pedais, como na canção “Tom Sawyer”.

Como guitarrista, Lifeson é conhecido principalmente por seus riffs característicos, pelo uso de efeitos e processamento eletrônico, por estruturas de acordes pouco convencionais e pelo amplo conjunto de equipamentos que utilizou ao longo dos anos.
Durante a adolescência, foi influenciado por Jimi Hendrix, Pete Townshend, Jeff Beck, Eric Clapton e Jimmy Page. Na década de 1970, Lifeson incorporou elementos da música espanhola e da música clássica ao som do Rush, refletindo seu interesse por guitarristas de rock progressivo como Steve Hackett e Steve Howe. Ao se adaptar ao uso crescente de sintetizadores por Lee na década de 1980, Lifeson buscou inspiração em guitarristas como Allan Holdsworth, Andy Summers, do The Police, e The Edge, do U2, que lhe ofereceram referências para repensar o papel da guitarra na música do Rush. A guitarra de Lifeson voltou a ocupar posição de destaque na década de 1990, especialmente em Vapor Trails (2002). Nas apresentações ao vivo, ele era responsável por acionar diversos efeitos de guitarra, utilizar sintetizadores controlados por pedais e executar os vocais de apoio. Ocasionalmente, também tocava sintetizadores de teclado ao vivo.

Segundo o Drummerworld, Peart foi eleito o maior baterista de rock por fãs de música, críticos e outros músicos. Ele também era considerado um dos melhores solistas de bateria em concertos. Inicialmente inspirado por Keith Moon, Peart incorporou influências de outros bateristas de rock das décadas de 1960 e 1970, como Ginger Baker, Carmine Appice e John Bonham. A incorporação de instrumentos incomuns para bateristas de rock da época, como o glockenspiel e os sinos tubulares, junto aos componentes tradicionais da bateria, ajudou a criar um conjunto bastante diversificado. Constantemente modificada, a bateria de Peart oferecia uma ampla variedade de instrumentos de percussão para ampliar a diversidade sonora. Durante duas décadas, Peart aperfeiçoou sua técnica, e cada novo álbum do Rush apresentava um vocabulário percussivo mais amplo. Na década de 1990, ele reinventou seu estilo com a ajuda do professor de bateria Freddie Gruber.
Peart foi o principal letrista do Rush, chamando a atenção ao longo dos anos por seu estilo eclético. Nos primeiros anos da banda, suas letras se concentravam principalmente em fantasia e ficção científica, mas, após 1980, passaram a abordar mais questões sociais, emocionais e humanitárias. Em 2007, Peart ocupou o segundo lugar na lista dos “40 piores letristas do rock” da revista Blender. Por outro lado, o AllMusic descreveu Peart como “um dos letristas mais talentosos do rock”, o site Gibson.com classificou as letras do Rush como “excelentes”, e outras publicações as descreveram como “brilhantes”.
O Rush lançou 24 discos de ouro e 14 discos de platina (incluindo três de multi-platina), ficando em quinto lugar atrás dos Beatles, Rolling Stones, Kiss e Aerosmith em número de álbuns consecutivos de estúdio de ouro ou platina por uma banda de rock nos Estados Unidos. Em 2005, o Rush já havia vendido cerca de 25 milhões de cópias de seus álbuns nos EUA (classificado em 88º entre os artistas de gravação) e 40 milhões em todo o mundo. Em abril de 2021, Moving Pictures era o álbum mais vendido da banda, com mais de 5 milhões de unidades vendidas, tendo recebido a certificação de 5x platina pela RIAA.
Apesar de sair do foco público por cinco anos após o álbum Test for Echo (que foi disco de ouro e alcançou o 5º lugar na parada Billboard 200) e de a banda ser tocada quase exclusivamente em estações de rock clássico nos EUA, Vapor Trails atingiu o 6º lugar na Billboard 200 na primeira semana de lançamento em 2002, com 108.000 cópias vendidas. O álbum vendeu cerca de 343.000 unidades até hoje. A turnê de Vapor Trails arrecadou mais de 24 milhões de dólares e teve o maior público de um show principal do Rush: 60.000 fãs em São Paulo, Brasil.
O álbum triplo ao vivo da banda, Rush in Rio (2003), foi certificado ouro, marcando a quarta década em que um álbum do Rush foi lançado e certificado ao menos como ouro. Em 2004, Feedback entrou no Top 20 da Billboard 200 e recebeu transmissão em rádios. O álbum da banda de 2007, Snakes & Arrows, estreou em 3º lugar (apenas uma posição abaixo dos álbuns de maior posição do Rush, Counterparts (1993) e Clockwork Angels (2012), ambos estreando em 2º) na Billboard 200, vendendo cerca de 93.000 cópias na primeira semana de lançamento. Este foi o 13º álbum de estúdio do Rush a aparecer no Top 20 e o 27º a figurar no ranking. O álbum também estreou em 1º lugar na parada Top Rock Albums da Billboard e, quando foi lançado no formato MVI um mês depois, atingiu o 1º lugar na parada Top Internet Albums.
As turnês de Snakes & Arrows em 2007 e 2008 arrecadaram 21 milhões e 18,3 milhões de dólares, respectivamente, garantindo ao Rush o 6º e 8º lugares entre os concertos de rock daqueles verões.

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