SENAI Rio de Janeiro

SENAI Rio de Janeiro
SENAI
Informação
LocalizaçãoRio de Janeiro Federação, Rio de Janeiro,
Tipo de instituiçãoEntidade privada
Fundação1943
CoresAzul e preto
AfiliaçõesFIRJAN | Federação Industrial do Estado do Rio de Janeiro
PresidenteEduardo Eugenio Gouvêa Vieira
Página oficial
www.firjan.com.br/senai

Firjan SENAI é a entidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) que serve à região fluminense. A organização atua com educação profissional (qualificação e especialização dos trabalhadores da indústria) e inovação tecnológica na indústria (via assessoria técnica), no estado do Rio de Janeiro. Promove a formação tecnológica dos profissionais da indústria com foco na prática profissional, buscando suprir a demanda por colaboradores com maior nível de capacitação e com habilidades para inovar em processos e produtos.

Estrutura atual

Com uma estrutura composta por 42 unidades operacionais trabalhando em forma de rede em 22 municípios, a Firjan SENAI visa atender às necessidades das empresas e da população dos municípios do estado, capacitando profissionais que buscam transformar informações em novas ideias e novos projetos. Dessa forma, torna-se viável fomentar uma maior competitividade industrial fluminense com base na redução de custos de produção e otimização de resultados das empresas.

Áreas de ensino profissional

A entidade atua em diversas frentes educacionais, dentre elas: cursos, centros de tecnologia, faculdade e unidades móveis.

Os cursos trabalham princípios, conteúdos e metodologias com a finalidade de valorizar aprendizado técnico, iniciativa, tomada de decisões, espírito cooperativo e senso de autonomia, tornando o aluno apto a usar a criatividade em suas atividades na indústria: um novo produto, um sistema mais prático ou um processo de trabalho mais simples e eficiente. Uma forma de colocar essa criatividade em prática é por meio de cursos de profissionalizantes, estudo aprofundado da própria profissão e até mesmo do simples relacionamento com colegas.

As áreas que dizem respeito à chamada “indústria criativa” são abordadas nos cursos de duas unidades do Rio de Janeiro: Firjan SENAI Maracanã (audiovisual, animação digital, gráfica, design, web e tecnologia da informação) e Firjan SENAI Laranjeiras (audiovisual, animação digital e tecnologia da informação). Dentre os exemplos de produtos da indústria criativa estão: Informática / criação do iPad; Literatura / livros de Paulo Coelho; Arquitetura / obras de Oscar Niemeyer.

Institutos SENAI de Tecnologia (IST)

Prestam serviços de consultoria, pesquisa e desenvolvimento, infraestrutura laboratorial, capacitação técnica e equipamentos. Tecnologia é a base para a educação profissional direcionada (cursos de formação e atualização) e para as consultorias que visam ao aumento da produtividade e ao desenvolvimento da indústria do Estado do Rio de Janeiro. Especificamente, os IST's estão voltados para as seguintes áreas: Automação/Simulação, Solda, Alimentos/Bebidas e Meio ambiente.

Faculdade Firjan SENAI

Instituição de ensino superior que alia conteúdo teórico a projetos práticos nos cursos de graduação tecnológica, pós-graduação e extensão (todos credenciados pelo Ministério da Educação). Esses cursos, em especial os de graduação tecnológica, dão ao aluno uma visão sobre o mercado de trabalho, o que inclui uma compreensão econômica sobre a indústria e o segmento no qual ele pretende atuar com a formação de Tecnólogo. Seus laboratórios e oficinas buscam reproduzir o ambiente industrial.

Unidades móveis

Levam cursos e soluções tecnológicas aos locais do Estado do Rio que não contam com infraestrutura da Firjan SENAI, além de realizar cursos in company sob demanda. O objetivo é prestar educação profissional nessas regiões e atender a indústria de forma especializada ao levar a infraestrutura da entidade para dentro das empresas para capacitar funcionários.

Programas e serviços

A Firjan SENAI dispõe de programas e serviços para o aprimoramento profissional, dentre eles o de certificação profissional: o trabalhador que conquista a certificação segundo a norma ISO 17024 (critérios de credenciamento de organismos de certificação de pessoas) tem o potencial de ampliar suas chances de acesso ao mercado de trabalho - a certificação comprova que ele possui as competências necessárias e domina as tecnologias exigidas. Já para as empresas, contar com trabalhadores certificados pode reduzir falhas e melhorar os negócios.

O profissional de hoje

Muito já se falou sobre como seria o profissional do futuro: sempre atualizado, capaz de interagir com diversas plataformas simultaneamente e de buscar informação em tempo real, adaptável a ambientes diversos e a mercados globalizados, ágil, dinâmico, ético, versátil, resiliente, empreendedor, apto a acompanhar as constantes mudanças do ambiente, comprometido, etc. Pois bem, esse já é o profissional de hoje, principalmente aquele que atua nas áreas de inovação e tecnologia.

Não raro surgem notícias afirmando que as empresas têm oportunidades de trabalho, mas não encontram profissionais qualificados no mercado – especialmente nas áreas de infraestrutura e petróleo e gás. Por conta dessa falta de mão de obra capacitada, cerca de 60% das empresas estão diminuindo as exigências na hora de contratar. O diferencial está em cursos técnicos e na formação profissional, em especial as de curta duração e que unem teoria e prática.

Olimpíada do Conhecimento

Estudantes de cursos técnicos e de formação profissional do Senai e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) podem testar suas habilidades na Olimpíada do Conhecimento. Essa competição bienal, que consiste em quatro dias de provas, desafia os participantes a realizar tarefas que são cotidianas em empresas, com prazos e padrões de qualidade determinados. Os que se saem melhor participam também de uma competição internacional.

História do Senai

Pode-se dizer que a ideia de se criar uma escola voltada para a indústria no Brasil surgiu em 1865, quando “a Sain preconizou o surgimento da primeira Escola Industrial do Brasil, que funcionaria às expensas da Sociedade, e que, implantada na década de 1870, foi precursora do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que se instalaria quase um século mais tarde.”

Em 1939 foi montada uma comissão para estudar a viabilidade de um sistema de ensino profissional. O estudo gerou um relatório, motivo de debate entre governo e empresários da época. Em 1941, Euvaldo Lodi e Roberto Simonsen conseguiram que o então presidente Getúlio Vargas concedesse às empresas a responsabilidade de criar uma entidade de ensino industrial: “Logo depois, em janeiro de 1942, Getulio Vargas baixava o decreto criando o Senai”.

Foi estabelecido que o Senai, nascido sob o nome de Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários, seria mantido via contribuição dos empregadores da indústria. Sua abrangência se ampliou para os “setores de transportes, das comunicações e da pesca, com o que, conservando a sigla, passou a se chamar de Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, pelo Decreto-lei no 4.936, de 7 de novembro de 1942.”

Nas décadas que se seguiram, essa entidade de direito privado instalou mais de cem unidades de formação profissional em todo o país, a fim de incutir nos operários três conceitos que, para os industriais, são fundamentais para a ética de trabalho: ordem, dedicação e empenho.

História da Firjan SENAI

Assim como o Senai Nacional tem uma Diretoria Nacional, em cada estado existe uma Diretoria Regional, a quem cabe “planejar, estabelecer metas, desenvolver técnicas e métodos, fazer cumprir e avaliar.” A Firjan SENAI nasceu em 1943, mas foi só em março de 1975 que o presidente do Conselho Nacional criou o Departamento Regional do Estado do Rio de Janeiro com seu respectivo Conselho. Foi uma fusão dos departamentos regionais do Senai do Estado do Rio de Janeiro e da Guanabara.

A Firjan SENAI possui, portanto, autonomia administrativa, o que significa que ele não é obrigado a seguir todas as diretrizes do Sistema Senai, podendo escolher as que têm mais a ver com a realidade da economia fluminense.

Isso tem se refletido na oferta de cursos e treinamentos em áreas específicas, sem falar na ênfase que a Firjan SENAI tem dedicado à criatividade e à aquisição de tecnologias de ponta. Historicamente, foi em 1978 que a Firjan SENAI decidiu focar ainda mais numa formação técnica mais sofisticada. Daí a introdução de cursos de tecnologia de ponta, que incluem Comando numérico, Robótica, Instrumentação elétrica, hidráulica e eletrônica, Informática e Solda especializada.

O objetivo era contribuir para o desenvolvimento tecnológico do Brasil, promover a modernização industrial que o processo de substituição de produtos importados exigia e fornecer mão de obra capaz de atuar no programa de criação de fontes alternativas de energia.

Os conceitos mais importantes para a indústria também são contemplados em seus cursos de aprendizagem e qualificação, respectivamente para menores e maiores de idade. Os jovens que se enquadram na categoria de Menor Aprendiz passam por uma trajetória de aprendizado que envolve nove etapas:

TRAJETÓRIA DO MENOR APRENDIZ
Fase Conteúdo
Informação e inscrição
Seleção e matrículaTestes de português, matemática, psicotécnico e entrevista
Disciplinas instrumentaisEstudo de matemática, ciências, desenho e português
Estudo da tarefaMateriais impressos e audiovisuais (o que é a tarefa a ser realizada, como fazê-lo e que tecnologia usar)
DemonstraçãoProfessor mostra como realizar a operação, ressaltando os procedimentos
Execução da tarefaAluno aprende fazendo ele próprio a atividade
Avaliação da aprendizagemProfessor avalia todas as fases pelas quais o aluno passou durante o curso
AprimoramentoFoco em qualidade e produtividade, além de informações sobre direitos e deveres trabalhistas
Estágio industrialNa própria indústria, com assistência de supervisor da empresa e acompanhamento do Senai, dura 1.600 horas

A indústria fluminense

O setor industrial do estado do Rio de Janeiro tem crescido ao longo dos anos. De 2006 a 2009, o número de empregados na indústria fluminense passou de 560.116 para 664.252, desempenho esse mais expressivo na construção civil e nas indústrias automotiva e mecânica, ou seja, nas profissões fundamentais para a cadeia produtiva de petróleo e gás. Mas outros setores também prosperaram, com percentual de crescimento de até 144% no número de trabalhadores empregados. Exemplos:

Região 2006 2009 Crescimento Setor
Baixada Fluminense1845276049,59%Perfumaria e cosméticos
Norte13153218144,71%Manutenção de máquinas
Sul Fluminense618111380,10%Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos

Já no que diz respeito ao triênio 2014-2016, período em que o Rio de Janeiro recebe a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, os investimentos previstos contemplam projetos em diversas regiões do estado. O documento Decisão Rio revela que os investimentos na economia fluminense chegarão a R$ 235,6 bilhões, nesse triênio. A quantia vai ser empregada no setor de petróleo e gás (60,7%) e na indústria de transformação (17,2%), mas também nos preparativos para as Olimpíadas, que abocanham R$ 32,5 bilhões (cerca de 13,8% do investimento total).

Ver também

Notas

  1. ↑ Mais informações sobre os cursos desse nível podem ser obtidas na página de cursos de pós-graduação do Senai Rio [ligação inativa]
  2. ↑ Uma pesquisa realizada em 2013 constatou que 91% das indústrias preferem profissionais formados pelo Senai, conforme noticiou o jornal O Dia, na reportagem Formação para a indústria abre150 mil vagas Arquivado em 2 de maio de 2014, no Wayback Machine.
  3. ↑ Trata-se do Decreto-lei número 4.048 de 22 de janeiro de 1942 Arquivado em 2 de maio de 2014, no Wayback Machine.
  4. ↑ No início, o Senai era sustentado com a “arrecadação de 2 mil réis mensais por empregado das empresas filiadas à Confederação Nacional da Indústria. Esse sistema foi alterado em 5 de fevereiro de 1944, quando a arrecadação passou a corresponder a 1% do valor total da folha de pagamento das indústrias” (in “Histórias e percursos - O departamento nacional do Senai (1942-2002)”, Brasília, 2002). Para mais informações a respeito, ler o Decreto-lei no 6.246/1944
  5. ↑ No período compreendido entre 1980 e 1994, esse crescimento foi de 22 para 42 unidades operacionais só no Estado do Rio de Janeiro
  6. ↑ O Senai Rio atua na aquisição e transferência de técnicas de processos industriais avançados graças aos convênios de cooperação técnica firmados com países desenvolvidos;
  7. ↑ Para a Lei da Aprendizagem ou do Aprendiz (número 10.097/2000), menor aprendiz é o adolescente entre 14 e 18 anos cujo empregador contribui para sua formação técnico-profissional de acordo com seu desenvolvimento físico, moral e psicológico - como explica o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) em sua página O Programa (aprendiz legal). Acontece que, cinco anos mais tarde, ela foi ampliada com o Decreto número 5.598/2005. Com ele, a idade máxima aumentou para 24 anos. Assim, por determinação legal, empresas de médio e grande porte têm o dever de contratar jovens de 14 a 24 anos a fim de cumprirem quotas que variam de 5% a 15% do número de funcionários efetivos qualificados. As microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP) têm a opção de escolher contratar aprendizes ou não - conforme descrito no site Aprendiz Legal [ligação inativa].
  8. ↑ Esses preparativos incluem instalações, aeroportos, mobilidade urbana e hotéis.

Referências

  1. ↑ Senai Rio. «Informação gerando inovação: a chave do sucesso profissional». Consultado em 10 de dezembro de 2013 [ligação inativa]
  2. ↑ Senai Rio. «Maracanã: conheça melhor esta unidade do Senai Rio». Consultado em 21 de janeiro de 2014 [ligação inativa]
  3. ↑ Senai Rio. «Laranjeiras: conheça melhor esta unidade do Senai Rio». Consultado em 21 de janeiro de 2014 [ligação inativa]
  4. ↑ Sistema Firjan. «Soluções tecnológicas». Consultado em 4 de abril de 2014. Arquivado do original em 2 de maio de 2014
  5. ↑ Sistema Firjan. «Chegou a Faculdade Senai Rio». Consultado em 21 de janeiro de 2014 [ligação inativa]
  6. ↑ Sistema Firjan. «Unidades Móveis Senai». Consultado em 21 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 2 de maio de 2014
  7. ↑ Portal da Indústria. «Confira todos os programas e serviços do Senai». Consultado em 21 de janeiro de 2014
  8. ↑ Instituto Brasileiro de Coaching (José Roberto Marques). «Qual o perfil do profissional do futuro». Consultado em 27 de fevereiro de 2014
  9. ↑ Jornal do Comércio (20 de janeiro de 2014). «Falta de mão de obra especializada se agrava». Consultado em 24 de abril de 2014
  10. ↑ Revista Exame, por Beatriz Souza (20 de outubro de 2013). «Por que é difícil encontrar mão de obra qualificada no país». Consultado em 24 de abril de 2014
  11. ↑ Jornal O Estado de S. Paulo (Renée Pereira) (12 de janeiro de 2014). «Falta de mão de obra especializada se agrava e atinge 91% das empresas». Consultado em 24 de abril de 2014
  12. ↑ Portal de notícias G1 Goiás (27 de janeiro de 2014). «Empresários reclamam da falta de mão de obra qualificada em indústrias». Consultado em 24 de abril de 2014
  13. ↑ Portal da Indústria. «Olimpíada do conhecimento - O que é». Consultado em 24 de abril de 2014
  14. ↑ Coordenação de Beloch I. e Fagundes L. R. (1997), “Sistema Firjan: a história dos 170 anos da representação industrial no Rio de Janeiro, 1827-1997”: Memória Brasil Projetos Culturais Ltda.
  15. ↑ “Histórias e percursos - O departamento nacional do Senai (1942-2002)”. Brasília, 2002
  16. 1 2 Cardoso, Neusa. “Senai Rio - Quem somos e o que fazemos”: Departamento Regional do Senai do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1990
  17. ↑ Senai Rio. «A economia do Rio e a indústria fluminense». Consultado em 10 de dezembro de 2013
  18. ↑ Sistema Firjan. «Decisão Rio - Investimentos 2014-2016 - Sumário Executivo (PDF – 21MB)». Consultado em 17 de abril de 2014 [ligação inativa]

Ligações externas