Os inibidores de recaptação de serotonina-noradrenalina-dopamina (SNDRIs), também conhecidos como inibidores triplos de recaptação (TRI), são uma classe farmacológica composta por drogas que inibem a recaptação dos neurotransmissores monoamínicos: serotonina, noradrenalina e dopamina.
Seu mecanismo de ação inibe, ao mesmo tempo, a recaptação neuronal do transportador de serotonina (SERT), noradrenalina (NET) e o dopamina (DAT). A inibição da recaptação desses neurotransmissores aumenta suas concentrações extracelulares e, portanto, estimulam a neurotransmissão serotoninérgica, noradrenérgica e dopaminérgica.
O transtorno depressivo maior (TDM) é uma das principais patologias que sustentam a necessidade de desenvolvimento dos SNDRIs. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2006 a depressão foi a principal causa de deficiências e a quarta maior responsável pela Carga Global de Morbidade (CGM). Estima-se que a depressão atinga a segunda posição no ranking de esperança de vida corrigida pela incapacidade por volta de 2020.
Os SNDRIs são utilizados quando outros fármacos não produzem os efeitos terapêuticos esperados, como em casos de depressão resistente a tratamento. Embora dois terços das pessoas respondam adequadamento ao tratamento com outros antidepressivos, um terço das pessoas responde ao placebo, e a taxa de recidiva (remissão incompleta_ devido aos sintomas de rebote são altas. Além da altaxa taxa de remissão pós-tratamento, os sintomas depressivos podem reaparecer mesmo ao decorrer das terapias de longo prazo (taquifilaxia). Além disso, os antidepressivos disponíveis atualmente provocam efeitos colaterais indesejáveis, de modo que a pesquisa médica busca compostos com menor potencial de efeitos adversos a fim de diminuir as recidivas ou desistências de tratamento.