Saba Mahmood

Saba Mahmood
Nascimento3 de fevereiro de 1961
Quetta
Morte10 de março de 2018 (56–57 anos)
Berkeley
CidadaniaEstados Unidos
Ocupaçãoantropóloga, professora universitária, escritora, feminista
Distinções
  • Berlin Prize (2013)
  • Victoria Schuck Award (2005)
Empregador(a)Universidade da Califórnia em Berkeley
Cargo(s)
Causa da mortecancro do pâncreas

Saba Mahmood (1962 – 10 de Março de 2018) foi uma antropóloga Americana e professora de antropologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Em Berkeley, ela também foi afiliada ao Centro de Estudos do Oriente Médio, o Instituto Sul-Asiático de Estudos, e ao programa em Teoria Crítica. Seu trabalho acadêmico assentava debates em antropologia e teoria política, com foco em sociedades de maioria Muçulmana, do Médio Oriente e Sul da Ásia. Mahmood fez contribuições teóricas para repensar a relação entre a ética e a política, a religião e secularismo, a liberdade e a submissão, a razão e a personificação. Influenciada pela obra de Talal Asad, ela escreveu sobre as questões de gênero, religiosa, política, secularismo e sobre a relação entre Muçulmanos e não-Muçulmanos no Oriente Médio.

Vida

Mahmood nasceu em Quetta, no Paquistão , em 1962. Ela recebeu o seu PhD em Antropologia na Universidade de Stanford em 1998. Também realizou o mestrado em Ciência Política, Arquitetura e Planejamento Urbano, e, antes de entrar para a Berkeley, em 2004, lecionou na Universidade de Chicago.

Mahmood era professora vistante na American Academy, em Berlim, o Centro de Estudos Avançados em Ciências do comportamento, e na Universidade de Leiden. Ela lecionou na School of Criticism and Theory na Universidade Cornell, na Venice School of Human Rights e no Institute of Global Law and Policy. Ela foi co-organizadora do Seminário de Verão em Teoria Crítica Experimental na no instituto de pesquisas Humanas na Universidade da Califórnia . Mahmood trabalhou também em conselhos editoriais de Representações,Anthropology Today, L'Homme, Comparative Studies of South Asia, Africa, and the Middle East, e o Jornal da Academia Americana de Religião.

Realizações

O trabalho de Mahmood teve profundas implicações para o estudo filosófico e empírico da soberania, a subjetividade e agência feminina, o que levou muitos estudiosos a reconsiderar as abordagens dominantes para a lei e o estado moderno, particularmente com respeito a como objetos religiosos e grupos são regidos e definidos. Cruzando fronteiras disciplinares em ciências humanas e sociais, a sua obra tem formado inquéritos teóricos e etnográficos sobre religião e liberdade na modernidade, bem como os legados do colonialismo, o capitalismo, e o secularismo nos conflitos contemporâneos no Oriente Médio.

A morte

Mahmood morreu de câncer de pâncreas em 10 de Março de 2018. Em seu nome, o Departamento de Antropologia da Universidade da Califórnia, disse:

"Saba Mahmood foi uma brilhante estudiosa, querida colega e professora dedicada. Ela orientou seus alunos com extraordinário cuidado e intensidade, exigindo de seus melhores trabalhos, ouvir, responder, com uma acentuada generosidade, chegando vivo no pensamento, e sucitando o mesmo em outros. Em seus últimos meses, ela reafiemou os valores de pensamento e de amor, deixando agora um vibrante legado que irá manter-se e florescer entre todos cujas vidas foram tocadas por sua vida e obra. Ela deixa o marido, Charles Hirschkind, seu filho, Nameer Hirschkind.

Escritos

Livros

Edição de livros e revistas

Capítulos em livros

Referências

  1. ↑ «Saba Mahmood». University of California, Berkeley. Consultado em 8 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 24 de agosto de 2014
  2. ↑ «Obituary: Dr. Saba Mahmood, 1962-2018». Anthropology Department, UC Berkeley (em inglês). 12 de março de 2018. Consultado em 14 de março de 2018
  3. ↑ «Editorial Board | Representations». www.representations.org (em inglês). Consultado em 16 de março de 2017
  4. ↑ «Editorial_Board | Journal of the American Academy of Religion | Oxford Academic». academic.oup.com (em inglês). Consultado em 16 de março de 2017
  5. ↑ «REVIEW: Saba Mahmood, Politics of Piety: The Islamic Revival and the Feminist Subject (Princeton, 2011)». Foucault Studies
  6. ↑ «Minority matters – The Immanent Frame». tif.ssrc.org (em inglês)
  7. ↑ «Cópia arquivada». Consultado em 26 de março de 2018. Arquivado do original em 15 de março de 2018
  8. ↑ Anonymous (12 de março de 2018). «Obituary: Dr. Saba Mahmood, 1962-2018». Anthropology Department, UC Berkeley (em inglês). Consultado em 26 de março de 2018