| Sabinaria magnifica | |||||||||||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||||||
Sabinaria magnifica Galeano & R. Bernal | |||||||||||||||||||||||
Sabinaria magnifica é uma espécie de palmeira e o único membro do gênero Sabinaria. Nativa da região de Darién, na fronteira entre Colômbia e Panamá, ela cresce de 1 a 6 metros de altura, com folhas profundamente divididas. Foi descrita como "impressionante", "espetacular" e "bela" por taxonomistas.
A espécie foi coletada pela primeira vez em abril de 2013 por Saúl Hoyos e descrita cientificamente pelos especialistas colombianos em palmeiras Gloria Galeano Garcés [en] e Rodrigo Bernal [en], que nomearam o gênero Sabinaria em homenagem à sua filha. Apesar de ser localmente abundante, a distribuição limitada da espécie a torna vulnerável à destruição de habitat.

Sabinaria magnifica é uma palmeira de caule único com folhas palmadas. O tronco tem de 1 a 6 metros de altura e de 9 a 12 cm de diâmetro. As folhas são sustentadas por um longo pecíolo; o comprimento combinado da bainha foliar e do pecíolo tem, em média, 319 cm. As árvores possuem de 20 a 35 folhas, com diâmetro entre 1,4 e 1,6 metro.
As folhas de S. magnifica são profundamente divididas em duas partes, quase até a base da lâmina foliar, conferindo uma aparência semelhante a uma borboleta. Elas foram descritas pelos britânicos William J. Baker e John Dransfield [en] como "espetaculares" e a característica mais distintiva do gênero.
Diferentemente de outros membros da tribo Cryosophileae [en] (que geralmente possuem flores bissexuais), S. magnifica é monoica, produzindo flores masculinas e femininas. As flores masculinas localizam-se nas extremidades da inflorescência, enquanto as femininas estão mais próximas da base, rodeadas por grandes brácteas. As inflorescências são sustentadas entre as folhas por um pedúnculo com pelo menos 30 cm de comprimento. As flores são esbranquiçadas; as masculinas têm de 4 a 5 mm de comprimento e de 3 a 3,5 mm de largura, enquanto as femininas medem de 7 a 11 mm de comprimento e cerca de 2,5 mm de largura. Os frutos imaturos são verdes e tornam-se amarelo-esverdeados à medida que amadurecem, ficando pretos quando maduros. Eles medem de 3,6 a 4,4 cm de comprimento e de 3 a 3,6 cm de largura. As sementes têm de 2,4 a 2,7 cm de comprimento e de 2,2 a 2,3 cm de largura.
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| Filogenia simplificada de Cryosophileae com base em quatro genes nucleares e no gene plastidial matK. |
A espécie foi coletada pela primeira vez pelo botânico colombiano Saúl Hoyos, em abril de 2013. Hoyos enviou fotos da palmeira a Rodrigo Bernal. Com base nas imagens, Bernal concluiu que a palmeira provavelmente pertencia a uma nova espécie da tribo Cryosophileae, possivelmente um gênero inteiramente novo. Essa opinião foi compartilhada por sua parceira e colaboradora Gloria Galeano, que a descreveu como "a mais bela de todas as palmeiras colombianas".
Alguns meses depois, Bernal, Galeano, Hoyos e Norman Echavarría retornaram ao local onde Hoyos havia encontrado a espécie, onde conseguiram coletar amostras adicionais, incluindo flores e frutos. Isso permitiu que concluíssem tratar-se de um novo gênero. Dez dias após o retorno da expedição, o manuscrito descrevendo formalmente o novo gênero, Sabinaria, e a espécie S. magnifica foi submetido à revista Phytotaxa [en] e publicado formalmente em novembro de 2013.
Bernal e Galeano nomearam o gênero em homenagem à sua filha, Sabina. O epíteto específico faz referência ao "aspecto impressionantemente belo da palmeira"; inicialmente, pretendiam nomear a espécie em homenagem a Saúl Hoyos, mas, após considerarem que "o nome dado a essa palmeira única poderia ser vital para sua futura conservação", optaram por magnifica.
Com base em características morfológicas, eles classificaram o gênero na tribo Cryosophileae e destacaram sua semelhança com o gênero Itaya. Um estudo filogenético conduzido por Ángela Cano e colaboradores confirmou a colocação de Sabinaria na tribo Cryosophileae, com base em quatro genes nucleares e o gene plastidial matK. Essa análise também identificou Itaya como um gênero-irmão de Sabinaria.
Ángela Cano e colaboradores concluíram que os ancestrais da tribo Cryosophileae e de sua tribo-irmã, Sabaleae, provavelmente evoluíram na América do Norte durante o final do Cretáceo e se dispersaram para a América do Sul no Eoceno, onde Sabinaria evoluiu.
Sabinaria magnifica é uma das duas espécies de palmeiras conhecidas por serem endêmicas da região de Darién, na fronteira entre Colômbia e Panamá. Foi descoberta inicialmente próximo à base da Serranía del Darién [en], na Colômbia, em uma floresta úmida de transição quente (segundo o sistema de zonas de vida de Holdridge), e posteriormente registrada no lado panamenho da fronteira. Embora seja localmente comum, sua distribuição limitada a torna vulnerável à destruição de habitat; entre 2014 e 2015, uma parte da floresta onde a espécie foi descoberta foi desmatada para agricultura.