Saeta

Saeta é um tipo de música religiosa espanhola, datado de há muitos séculos. A saeta antigua (saeta antiga) provavelmente surgiu da recitação de salmos sob a influência da música litúrgica. As "saetas variam enormemente em forma e estilo, alcançando de simples melodias silábicas a melodias altamente elaboradas". Desde o século XIX, no entanto, as saetas mais preferidas têm incorporado elementos distintos associados com a música flamenca particularmente as siguiriyas.

A saeta é mais conhecida por seu poder triste durante a Semana Santa, quando pela tradição católica a música é executada durante as procissões pelas irmandades religiosas que passam pelas ruas das cidades e vilas da Andaluzia. Possuindo uma intensidade emocional lastimosa e uma carga dramática, a saeta é cantada pelo saetero, frequentemente de uma sacada, e deve ser dirigida à estátua de Jesus abaixo, em sua agonia na Via Dolorosa, ou à estátua de sua mãe em sofrimento Maria. Estas e outras estátuas fabricadas são montadas sobre plataformas e carregadas ao longo das ruas sobre os ombros de penitentes passando entre o ajuntamento público. A resposta emocional imediata à saeta, muitas vezes de tristeza intensa, deve ser a razão para seu nome.

As saetas são cantadas nas adorações ao ar livre durante toda Quaresma, e também devem ser cantandas durante a época de Natal. Uma forma especial de saeta (a saeta carcelera) também é cantada nas prisões durante visitas de irmandades. Várias cidades da Andaluzia têm seus próprios estilos peculiares da saeta.

É frequentemente cantada a cappella. Tomadas da música flamenca são os melismas, as tercinas e outros floreios. Sendo um dos cantos a palo seco (categoria de flamenco, tradicionamente cantado a cappella ou, em alguns casos, com algum tipo de percussão). o cantor pode também ser acompanhado por tambores ou cornetas. Qualquer acompanhamento é mais frequente no compasso 2/4 ou 6/8. NOrmalmente o saetero canta num tom menor finalizando no dominante; a métrica de versos diferentes serão frequentemente variáveis dependendo da interpretação. Origens árabes e hebraicas tem sido propostas.

Palos de flamenco adotados pela saeta incluem especialmente as siguiriyas e as martinetes e outros incluem as saetas por soleares, por polos, por cañas e por fandangos. O cantor Manuel Torre (1878-1933) foi muito respeitado por sua saeta.

De herança heterogênea, a saeta se tornou o fruto artístico emocional de várias culturas. Os ciganos "se sienten identificados con los episodios de la Pasión y consideran a Jesús como un hermano en desgracia que sufre persecusión y muerte". Nada certamente substitui ouvir e testemunhar a saeta.

"La saeta, pues, costituye la síntesis antropológica del andaluz (hondura, plástica, señorío, dolor metafísico) coronada en santidad. La saeta exige un máximo de veracidad pasional, por lo mismo que a nadie le es dado encaramarse en la audacia de sus ayes sin la potencia y la certeza que brinda la posesión heroica del dolor".

Dizem que os andaluzes devem falar com Deus durante a Semana Santa, sendo cantar a saeta durante a procissão das irmandades o modo escolhido.

Gravações

Referências

  1. ↑ Ángel Álvarez Caballero at 126-127.
  2. 1 2 Willi Apel, Harvard Dictionary of Music (Cambridge: The Belknap Press 1944, 1969) at 748.
  3. ↑ Ángel Álvarez Caballero at 125-129.
  4. 1 2 Ángel Álvarez Caballero at 127.
  5. ↑ Domingo Manfredi Cano at 183-184.
  6. ↑ José Carlos de Luna at 51-52.
  7. ↑ Timothy Mitchell at 137-154, 170-180.
  8. 1 2 3 Andrés Batista at 16, 72.
  9. ↑ Timothy Mitchell at 76-79.
  10. ↑ Julian Pemartin at 138.
  11. ↑ Ángel Álvarez Caballero at 126, quoting Durán Muñoz, Andalucía y su cante (1968).
  12. ↑ Félix Grande at I: 161-162, referring to the Kol Nidrei.
  13. ↑ Ángel Álvarez Caballero at 129; ele cita Hipólito Rossy: "El martinetes ya no sueno a martinetes, sino a saeta." ["As martinetes já não soam como martinetes, mas como saeta."]
  14. ↑ Ángel Álvarez Caballero at 199-200.
  15. ↑ Ángel Álvarez Caballero at 129. The Gitanos "sentem-se identificados com os episódios da Paixão e consideram Jesus como um irmão em desgraça que sofre perseguição e morte."
  16. ↑ Anselmo González Climent at 317. "A saeta, então, constitui a síntese antropológica do andaluz (profundidade, capacidade de adaptação, aristocracia, tristeza metafísica) coroada em santidade. A saeta exige o máximo de veracidade passional, de forma que a ninguém é conferido subir na audácia de seus votos afirmativos sem a potência e a clareza que oferece a possessão heróica da dor"
  17. ↑ Domingo Manfredi Cano at 183.

Bibliografia

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