
A SaferNet é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que reúne cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em direito com a missão de defender e promover os direitos humanos na Internet. Atua recebendo denúncias de crimes cibernéticos contra os direitos humanos e maus tratos contra animais no Brasil. Seu sítio congrega as notícias sobre estes crimes, seu combate e as sentenças, disponibilizando publicamente a legislação existente sobre crimes de informática, além de receber denúncias on-line. É especialmente voltada à luta contra crimes ligados à pedofilia e todas as formas de racismo em sítios brasileiros, feitos por brasileiros, ou voltados para o Brasil, em qualquer provedor, ainda que estrangeiro.
Através da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, operada em parceria com o Ministério Público Federal, oferece um serviço anônimo de recebimento, processamento, encaminhamento e acompanhamento em linha de denúncias sobre qualquer violação aos direitos humanos praticado em âmbito virtual.
Desde 2020 a SaferNet realiza o programa Cidadão Digital, que tem como objetivo formar jovens mobilizadoras/es em temáticas de segurança, educação midiática e cidadania digital, e também de promoção de ações educativas remotas sobre os temas junto a educadores da rede pública de ensino e adolescentes de 13 a 17 anos de todo o país.
Na edição de 2020, houve 292 inscritos, de 23 unidades federativas do Brasil. 100 destes foram selecionados para passar pelo processo de formação e 14 se tornaram embaixadores do programa para realizar atividades em suas respectivas regiões. A instituição produziu uma cartilha chamada Guia Cidadão Digital. Através do guia, jovens conhecem meios de organizar atividades sobre temas como privacidade, relacionamentos na internet e autocuidado.
O fundador e presidente da SaferNet, Thiago Tavares, deixou o Brasil e está autoexilado na Alemanha. Thiago Tavares supostamente recebeu ameaças de morte por participar de um evento do Tribunal Superior Eleitoral sobre desinformação nas eleições. Uma perícia em seu MacBook Pro encontrou indícios de infecção pelo programa espião israelense Pegasus.