Salvatore Colombo | |
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| Bispo da Igreja Católica | |
| Bispo de Mogadíscio | |
| Atividade eclesiástica | |
| Ordem religiosa | Ordem dos Frades Menores |
| Diocese | Diocese de Mogadíscio |
| Nomeação | 20 de novembro de 1975 |
| Predecessor | Antonio Silvio Zocchetta, O.F.M. |
| Sucessor | Giorgio Bertin (administrador apostólico) |
| Mandato | 1976 - 1989 |
| Ordenação e nomeação | |
| Profissão Solene | 20 de agosto de 1944 |
| Ordenação presbiteral | 6 de abril de 1946 Catedral de Milão por Ildefonso Cardeal Schuster, O.S.B. |
| Nomeação episcopal | 20 de novembro de 1975 |
| Ordenação episcopal | 16 de março de 1976 Igrejas dos Santos Ambrósio e Simpliciano, Carate Brianza por Giovanni Cardeal Colombo |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Carate Brianza 28 de outubro de 1922 |
| Morte | Mogadíscio 9 de julho de 1989 (66 anos) |
| dados em catholic-hierarchy.org Bispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Pietro Salvatore Colombo, O.F.M. (28 de outubro de 1922 – 9 de julho de 1989) foi um prelado católico italiano que serviu como bispo de Mogadíscio de 1976 até seu assassinato em 1989.
Colombo nasceu em Carate Brianza, Arquidiocese de Milão. Ingressou na Ordem dos Frades Menores, realizando sua profissão em 1944. Foi ordenado sacerdote pelo Cardeal Alfredo Ildefonso Schuster, no Duomo de Milão, em 6 de abril de 1946.
Serviu o povo da Somália a partir de 1946. Ele foi nomeado o primeiro bispo de Mogadíscio pelo Papa Paulo VI em 20 de novembro de 1975 e consagrado em 16 de março de 1976, pelo Cardeal Giovanni Colombo, Arcebispo de Milão, auxiliado pelos bispos Guido Attilio Previtali, OFM, Vigário Apostólico de Trípoli, e Adolfo Luís Bossi, OFM Cap., Prelado Coadjutor de São José do Grajaú.
Colombo era bem-visto pelos não católicos, fossem muçulmanos ou seculares. Era conhecido por sua supervisão pragmática de projetos de ajuda, garantindo que os projetos pudessem operar depois que os trabalhadores humanitários estrangeiros voltassem para casa. O governo do presidente Siad Barre não tolerava proselitismo, mas se sentia confortável com a ajuda humanitária dispensada pela Igreja.
Colombo foi morto na Catedral de Mogadíscio por um assassino desconhecido. Barre culpou os radicais islâmicos e ofereceu uma recompensa por sua captura. Mas muitas pessoas acreditavam que Barre havia ordenado o assassinato, talvez porque Colombo tivesse criticado o regime de Barre ou talvez porque Barre quisesse um bode expiatório que aumentasse a ajuda militar e de outros tipos de governos ocidentais, ou talvez porque Colombo tivesse ajudado um clã que estava em desgraça com Barre a comprar algumas terras. Até hoje, a controvérsia sobre quem matou Colombo persiste, embora seu assassinato seja visto como um ponto de virada nas relações islâmicas-seculares por causa da severa repressão de Barre em resposta ao assassinato.
Monsenhor Colombo foi sepultado na Catedral de Mogadíscio, mas depois trasladado para o Santuário de Santo Antônio de Pádua, Milão.
Quatro dias após a morte de Colombo, vários xeiques somalis e outros homens foram presos sob suspeita de terem conexão com o assassinato. No dia seguinte, em 14 de julho de 1989, forças do governo massacraram aqueles que saíam da Mesquita Sheik Ali Suufi depois que o imã fez um sermão denunciando o governo. Isso resultariam em motins civis contra as forças governamentais.
Nenhum bispo foi nomeado para Mogadíscio desde a morte de Colombo. Em 2020, os Frades Menores iniciaram investigações para promover a causa de beatificação do prelado.