| Samba jazz | |
|---|---|
| Origens estilísticas | Samba e jazz (especialmente o bebop e o hard bop) |
| Contexto cultural | Final da década de 1950 até meados da década de 1960 |
| Instrumentos típicos | Piano, contrabaixo e Bateria; instrumentos de sopro, como saxofone e trompete, em menor escala |
Samba jazz (ou samba-jazz), também conhecido como Jazz samba (especialmente, nos Estados Unidos) ou Hard bossa nova, é um subgênero musical sobremodo instrumental do samba amplamante consolidado no âmbito da bossa nova entre o final da década de 1950 e início da década de 1960.
O estilo consolidou a aproximação do samba brasileiro com o jazz estadunidense, especialmente do bebop e do hard bop, vertentes jazzísticas então muito experimentadas por músicos brasileiros em ambientes de gafieiras e boates especialmente no Rio de Janeiro. Tendo sua formação inicial baseada no piano, no contrabaixo e na bateria, aos poucos o samba-jazz foi absorvendo agrupamentos instrumentais mais amplos.
Diferentemente da bossa nova, que é um estilo de samba caracterizado pelo seu espírito intimista, seu som suave e seu comedimento de elementos sonoros, o samba-jazz tem na improvisação e na estridência componentes muitos presentes. Contudo, conforme a bossa nova tornava-se conhecida, o próprio samba-jazz foi favorecido pelo repertório bossa-novista, e toda uma geração de instrumentistas influenciados pelo jazz estadunidense, como foram os casos de Sérgio Mendes, J.T. Meirelles, Edison Machado, Dom Um Romão, Zimbo Trio, Tamba Trio, Milton Banana Trio, Jongo Trio, entre outros, passou a envolver com o novo jeito de fazer samba liderado por João Gilberto.
O estilo consolidou a aproximação entre o samba brasileiro e o jazz norte-americano, em particular o bebop e o hard bop, estilos de jazz amplamente experimentados por músicos brasileiros nas gafieiras e nas casas noturnas, especialmente no Rio de Janeiro. Tendo sua formação inicial baseada em piano, contrabaixo e bateria, o samba-jazz passou a incorporar gradualmente conjuntos instrumentais mais amplos.
Ao contrário da bossa nova, que é um estilo de samba caracterizado pelo espírito intimista, pela sonoridade suave e pela contenção dos elementos sonoros, o samba-jazz apresenta muitos componentes presentes na improvisação e na estridência. Entretanto, à medida que a bossa nova se tornava reconhecida, o samba-jazz foi favorecido pelo repertório bossa-novista e por toda uma geração de instrumentistas influenciados pelo jazz norte-americano, como Dom Salvador, Sérgio Mendes, J. T. Meirelles, Edison Machado, Dom Um Romão, Manfredo Fest, Zimbo Trio, Tamba Trio, Milton Banana Trio, Jongo Trio, entre outros, que passaram a se envolver na nova forma de fazer samba, tendo João Gilberto como figura de destaque.

Uma das primeiras influências do jazz começa com Pixinguinha, em 1922, após ver uma apresentação de uma jazz band em Paris, troca a flauta pelo sax, Os Oito Batutas começaram a se inspirar nas jazz bands. Na década de 1930, o músico Booker Pittman se mudou para o Brasil, ele estabeleceu uma amizade com Pixinguinha, que o apelida de Buca. Pittman era amigo de Louis Armstrong, que chegou a conhecer Pixinguinha em visita ao Brasil.
Durante sua juventude, o guitarrista brasileiro Laurindo Almeida estava convencido de que os músicos não deveriam permanecer em seu próprio país. Em 1936, aos 19 anos, consegue emprego na orquestra de um navio de cruzeiro que atraca em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda e Alemanha, o que lhe permite ir a Paris ver Django Reinhardt e Stéphane Grappelli tocando com o Quintette du Hot Club de France.
Possuindo uma coleção de discos de jazz norte-americanos, Almeida sonhava, entretanto, em se estabelecer nos Estados Unidos: escolhe a Califórnia porque sabia que ali havia muito trabalho em estúdio. Desembarca, portanto, em 1947, aos 30 anos, na Califórnia e, já sendo um artista bem estabelecido no Brasil, consegue trabalho em um estúdio de Hollywood, onde colabora no filme A Song is Born, de Danny Kaye. Mas o músico Joe Riddle fica impressionado com o fato de Almeida tocar violão com os dedos, quando nos Estados Unidos era costume tocar com palheta. Riddle o recomenda a Stan Kenton, que na época buscava um novo som acústico no violão e apreciava o fato de Almeida tocar com os dedos. Kenton lhe diz: “Não quero mais palheta ou guitarra elétrica, quero algo realmente puro e claro”. Almeida deixa então os estúdios de Hollywood e ingressa na orquestra de Kenton, da qual permanece como guitarrista durante três anos, de 1947 a 1950. Ele atua como guitarrista / arranjador / compositor, um papel inédito nos Estados Unidos à época.
Em Artigo Nacional (1940), Wilson Batista menciona Cab Calloway e a técnica do scat. Nos anos 30 e 40, o foxtrot estava presente em versões e música autorais.
De acordo com o sambista e pesquisador Nei Lopes, desde o final da Segunda Guerra Mundial, elementos de bebop e boogie-woogie já vinham sendo incorporados ao samba.
Em 1950, Stan Kenton adoece e dissolve sua big band. Almeida então se aproxima do saxofonista Bud Shank, do baixista Harry Babasin e do baterista Roy Harte. O jovem produtor Richard Bock, fundador da Pacific Jazz Records, lhes solicita a gravação de um disco. Shank se mostra entusiasmado, mas não sabe muito bem o que fazer. Almeida então sugere: “Bem, vamos casar nossas músicas e ver o que acontece”. Shank e Babasin têm ambos um papel muito importante na elaboração do aspecto jazzístico do álbum. e, em abril de 1953, o quarteto grava esse disco inovador, no qual mescla o jazz com o samba brasileiro.
Almeida batiza esse novo estilo de “samba-jazz”.
Em 1952, Johnny Alf lança um compacto simples, apontado como uma fusão de samba e jazz.
Dois discos de vinil de 10 polegadas intitulados Laurindo Almeida Quartet featuring Bud Shank e Laurindo Almeida Quartet, featuring Bud Shank Vol. 2 são publicados em 1954, e combinados em 1961 em um álbum de 12 polegadas intitulado Brazilliance, lançado pelo selo Pacific Jazz Records.

Com seus álbuns Turma da Gafieira (1957), Samba Em Hi-Fi (1958) e Melodia Ritmo Alegria (1962), o grupo Turma da Gafieira, composto por vários artistas de renome da época, como Baden Powell, Sivuca e o baterista Edison Machado, também é considerado precursor do gênero. Almeida e Shank retomariam sua colaboração samba-jazz gravando, em março de 1958, Holiday in Brazil, um álbum que antecede ligeiramente a fundação da bossa nova por Antônio Carlos Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto — marcada extraoficialmente pelo álbum Canção do Amor Demais, composto por Jobim e Moraes e gravado pela cantora Elizeth Cardoso em maio de 1958, e oficialmente pela canção Chega de Saudade e pelo álbum homônimo de João Gilberto lançado em 1959.
Curiosamente, Carlos Lyra, um dos precursores da bossa nova, compôs dois temas que criticavam a influência da música estrangeira: Criticando (1957) e Influência do Jazz (1962), embora o mesmo admitisse influência do gênero.
Holiday in Brazil precede ainda em mais de três anos as primeiras gravações de bossa nova norte-americana por Dizzy Gillespie e Herb Ellis, no outono de 1961, e o célebre álbum de sucesso mundial Jazz Samba, gravado em fevereiro de 1962 por Charlie Byrd com ajuda de Stan Getz.
Após Holiday in Brazil, posteriormente rebatizado como Brazilliance Volume 2, veio enfim, em 1959, Latin Contrasts, às vezes chamado Brazilliance Volume 3. Em 1962, Juarez Araújo lança Bossa nova nos States.
Esse negócio de biri-biri-birêi / É pro senhor Cab Cab Calloway