| Samba-funk | |
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Tim Maia em 1972. | |
| Origens estilísticas | Samba, funk |
| Contexto cultural | Década de 1960 no Brasil |
| Outros tópicos | |
| Sambalanço, samba-jazz, samba-rock, latin jazz, jazz fusion, pilantragem | |
O samba-funk (também conhecido como samba soul) é um subgênero musical resultante da fusão do samba brasileiro ao funk estadunidense, criado no final da década de 1960 pelo pianista Dom Salvador e o seu Grupo Abolição (que mais tarde daria origem à Banda Black Rio).
Cantores brasileiros como Tim Maia e Jorge Ben Jor também incursionaram por esse gênero.
A partir do golpe de Estado de 1964 no Brasil, o país viveu sob uma repressiva ditadura militar, que foi acompanhada por uma forte reação contra-cultural. Dom Salvador foi um instrumentista, arranjador e compositor que participou da efervescência musical do Rio de Janeiro após o surgimento da bossa nova, combinando o samba brasileiro com o jazz norte-americano, e contribuindo para a criação do samba-jazz.
Em 1969, o produtor de Dom Salvador na CBS retornou de uma viagem aos Estados Unidos com vários discos de funk e soul, incluindo Kool & the Gang, Sly and the Family Stone e James Brown. Ele sugeriu que Salvador fizesse algo semelhante, mas o artista recusou-se a simplesmente a copiar. Ele criou um grande afastamento do jazz, interpretando o funk pelo prisma do samba com sua banda Grupo Abolição, com a qual também tocava samba funk e samba soul. O trabalho do Grupo Abolição na fusão entre samba e funk influenciou a formação da Banda Black Rio em 1976, cujo nome fazia referência à contracultura Black Rio, dos anos 1970.
Baseado nesse gênero, o professor de dança Jimmy de Oliveira desenvolveu um ritmo de dança de salão chamado samba funkeado, uma vertente que mescla o samba de gafieira com as danças de charme (oriundas do hip hop), que se destaca pelo “movimento corporal funkeado"; uma dança “quebrada”, influenciada pelo hip hop e soul, que trabalha os breques dos movimentos de dança e do corpo junto com as pausas temporais da música, que em muitos momentos se assemelham a fotos.
O samba funk é um subgênero musical híbrido que combina elementos do samba brasileiro com o funk norte-americano, tendo seu ritmo composto principalmente por teclados, guitarra elétrica, baixo elétrico, bateria e percussão, criando um som híbrido e contagiante. As linhas de baixo, bateria e guitarra transitam entre os dois estilos.
O samba funk utiliza instrumentação, timbres e efeitos comuns em bandas de funk norte-americano dos anos 1970, como o piano elétrico Rhodes, o clavinet e os sintetizadores analógicos Moog e Oberheim. Efeitos musicais como o wah-wah na guitarra também contribuem para a sonoridade do gênero.
A partir desse gênero, surgiu um ritmo de dança de salão graças ao professor de dança Jimmy de Oliveira, chamado samba-funkeado, um estilo que mistura samba de gafieira com charme (que tem origem no hip-hop), distinguido pelo movimento corporal funkeado; uma dança “quebrada”, influenciada pelo hip-hop e pelo soul, que trabalha com pausas e quebras nos movimentos corporais, assim como com pausas temporais na música, que em muitos momentos se assemelham a fotografias.