| Seatrain | |
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| Informações gerais | |
| Origem | Marin County, Califórnia |
| País | Estados Unidos |
| Gêneros | |
| Período em atividade | 1969–1973 |
| Gravadoras | A&M Records Capitol Records Warner Bros. Records |
| Afiliação | Blues Project |
Seatrain foi uma banda norte-americana de rock, formada no final da década de 1960 por músicos provenientes de diferentes tradições musicais, entre os quais antigos membros dos Blues Project. Inicialmente estabelecido em Marin County, na Califórnia, o grupo desenvolveu uma sonoridade que combinava elementos de rock, folk, bluegrass, blues e jazz, distinguindo-se particularmente pela utilização do violino de Richard Greene.
Ao longo da sua existência, os Seatrain conheceram sucessivas alterações na formação, mantendo Andy Kulberg como uma das figuras centrais do grupo. Entre os músicos que passaram pela banda estiveram, além de Greene, Peter Rowan, Lloyd Baskin, Larry Atamanuik, Jim Roberts e Roy Blumenfeld. O grupo editou quatro álbuns entre 1969 e 1973, inicialmente pela A&M Records, posteriormente pela Capitol Records e, no final da sua carreira, pela Warner Bros. Records.
A formação do início da década de 1970 alcançou a maior projeção do grupo. O álbum Seatrain (1970) e o seu sucessor, The Marblehead Messenger (1971), foram produzidos por George Martin, sendo o primeiro um dos seus primeiros projetos de produção de rock após o fim dos Beatles. O single «13 Questions» tornou-se o maior êxito comercial dos Seatrain, alcançando o 49.º lugar da Billboard Hot 100 em 1971.
Os Seatrain tiveram origem na dissolução dos Blues Project. O baixista e flautista Andy Kulberg e o baterista Roy Blumenfeld mudaram-se para Marin County, na Califórnia, onde se juntaram ao guitarrista e vocalista John Gregory, ao violinista Richard Greene, ao saxofonista Don Kretmar e a Jim Roberts. Esta formação gravou em 1968 Planned Obsolescence, editado ainda sob o nome Blues Project devido às obrigações contratuais de Kulberg e Blumenfeld com a Verve Forecast.
Após o lançamento do álbum, os músicos adotaram o nome Sea Train e assinaram com a A&M Records. Em 1969 editaram o álbum de estreia Sea Train, no qual combinaram elementos de rock, folk, bluegrass e blues, com particular destaque para a flauta de Kulberg e o violino de Greene. Nos meses seguintes, a banda atravessou sucessivas alterações na formação, passando por ela músicos como Red Shepherd, Teddy Irwin, Bobby Moses, Elliott Randall e Billy Williams.
Após as sucessivas mudanças de formação ocorridas em 1969, Andy Kulberg e Richard Greene permaneceram no grupo, juntando-se-lhes o teclista e vocalista Lloyd Baskin, o baterista Larry Atamanuik e o guitarrista e vocalista Peter Rowan, antigo membro dos Earth Opera. Jim Roberts regressou também como letrista. Nesta fase, o nome da banda passou de Sea Train para Seatrain, e o grupo deixou a A&M Records, assinando posteriormente com a Capitol Records.
A Capitol associou os Seatrain ao produtor britânico George Martin, que, após o fim dos Beatles, procurava novos projetos. A banda deslocou-se a Londres para gravar nos AIR Studios, fundados por Martin, que produziu o segundo álbum homónimo, Seatrain, lançado em 1970. O disco combinava composições originais com versões de temas de outros autores e incluía «13 Questions», escrita por Kulberg e Roberts. Editada como single, a canção tornou-se o maior êxito comercial do grupo, alcançando o 49.º lugar da Billboard Hot 100 em 1971.
O álbum alcançou o 48.º lugar da tabela norte-americana de álbuns e proporcionou aos Seatrain maior exposição na rádio e na imprensa musical, permitindo-lhes atuar com maior regularidade em salas de concertos e festivais. A colaboração com George Martin prosseguiu no álbum seguinte, The Marblehead Messenger, gravado em 1971.
Em 1971, os Seatrain estabeleceram-se em Marblehead, Massachusetts, onde gravaram o terceiro álbum, The Marblehead Messenger, novamente produzido por George Martin. As gravações decorreram durante o verão numa pequena casa em Marblehead Neck, adaptada para receber equipamento móvel de gravação. O título do álbum foi inspirado no nome de um antigo jornal local.
Durante a permanência em Marblehead, o grupo atuou no Crocker Park, integrado no Marblehead Festival of Arts. Segundo uma notícia publicada na época pelo Marblehead Messenger e posteriormente recuperada pelo Marblehead Weekly News, cerca de cinco mil pessoas assistiram à atuação. O álbum foi lançado ainda em 1971, mantendo a formação constituída por Andy Kulberg, Richard Greene, Peter Rowan, Lloyd Baskin, Larry Atamanuik e Jim Roberts.
Ainda em 1971, os Seatrain deslocaram-se ao Reino Unido para promover o álbum. Em setembro participaram no programa televisivo britânico Top of the Pops, onde apresentaram «Marblehead Messenger». A banda realizou também a sua primeira digressão britânica, atuando em algumas datas como grupo de suporte dos Traffic.
Em 1972, Greene, Rowan e Atamanuik abandonaram o grupo. Greene e Rowan juntaram-se posteriormente aos Muleskinner, enquanto Kulberg e Baskin reorganizaram os Seatrain com o guitarrista Peter Walsh, o teclista Bill Elliott e o baterista Julio Coronado. Esta última formação gravou Watch, lançado em 1973 pela Warner Bros. Records e produzido pelo contrabaixista de jazz Buell Neidlinger. O álbum foi o quarto e último trabalho de estúdio dos Seatrain, que se dissolveram posteriormente.