Um secretagogo é uma substância química, de origem natural ou sintética, que possui a propriedade farmacológica ou fisiológica de estimular e aumentar a secreção ativa de outra substância por parte de uma glândula ou célula endócrina do organismo, atuando geralmente através da ligação a recetores membranares específicos que desencadeiam cascatas de sinalização intracelular. Etimologicamente derivado do latim secretio (secreção) e do grego agogos (condutor ou indutor), este tipo de agente desempenha um papel fundamental na regulação homeostática e na medicina contemporânea, destacando-se na terapêutica do diabetes mellitus do tipo 2 através dos secretagogos de insulina — como as sulfonilureias (por exemplo, a glimepirida) e as meglitinidas (como a repaglinida) —, que encerram os canais de potássio dependentes de ATP nas células beta do pâncreas para forçar a libertação da hormona e reduzir a glicemia. Adicionalmente, o espetro destes compostos estende-se à endocrinologia do crescimento com os secretagogos da hormona do crescimento (GHS), mimetizadores da ação da grelina que ativam a hipófise anterior, sendo amplamente investigados no diagnóstico de deficiências hormonais, na reversão da sarcopenia e em terapias antienvelhecimento. Apesar da sua elevada eficácia clínica, a administração médica de secretagogos exige uma monitorização rigorosa devido a potenciais efeitos secundários significativos, tais como o risco clínico de episódios de hipoglicemia severa, o aumento indesejado de peso corporal e, a longo prazo, o fenómeno de exaustão ou falência celular decorrente da sobre-estimulação crónica dos tecidos glandulares alvo.