| Sérgio Lima | |
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| Nascimento | 1939 (87 anos) |
| Morte | 25/07/2024 São Paulo |
| Prémios | Prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1985) |
| Género literário | Poesia |
Sergio Cláudio de Franceschi Lima (Pirassununga, 1939) foi um poeta, artista plástico e pensador brasileiro. Era filho do pintor Heros Lima.
Obteve o título de Doutor em Letras, pela FFLCH-USP, na área de Literatura Brasileira, com a tese "Surrealismo - Polêmica de sua Recepção no Brasil Modernista".
Como poeta, Sergio Lima distinguiu-se pela ligação direta com o surrealismo. Seu primeiro livro (Amore) foi mencionado pelo periódico francês La Brèche - Action Surréaliste, dirigido por André Breton, em fevereiro de 1965.
Era considerado o maior especialista em surrealismo no Brasil, tendo escrito diversas obras de referência sobre o assunto. Desde os anos 60 mantém ativo o soi-disant Grupo Surrealista de São Paulo, formado em torno de si, com a participação de diversos nomes representativos da literatura e da arte brasileiras ao longo de quase cinco décadas de atuação. Do Grupo Surrealista de São Paulo fizeram parte, em algum momento: Leila Ferraz , Raul Fiker, Nelson Guimarães de Paula, Floriano Martins, Claudio Willer, Marcus Salgado, Alex Januário, Elvio Fernandes, entre outros. Nos anos 70, integrou o importante Grupo Phases, liderado por Edouard Jaguer.
Estreou em 1960, com o texto "A planície verde", publicado no primeiro número da revista de cinema e literatura "Delírio", criada em companhia de Gustavo Dahl, Rudá de Andrade , Fernando Seplinski e Jean-Claude Bernardet.
Em 1967, organizou a XIII Exposição Internacional do Surrealismo, na FAAP, em São Paulo, com auxílio de Flávio de Carvalho, de que resultou o primeiro número da revista A Phala. O segundo número foi publicado em 2013, também sob direção de Sergio Lima, contendo as pranchas com as frottages de "Retorno ao selvagem", realizadas em 1957. Em 2015, foi publicado o terceiro número da revista.
Como crítico e ensaísta, escreveu em vários periódicos brasileiros e estrangeiros: Status, Arte em São Paulo, Organon, Imaginário, Revista de Cultura e Mídia, Salamandra, Union Libre, Con-Texto etc.
Seus trabalhos estão incluídos em antologias e coletâneas, no Brasil e em outros países.
Ministrou inúmeros cursos e palestras e coordenou oficinas literárias em universidades, casas de cultura e outras instituições.
Faleceu em São Paulo em 25/07/2024, ano do centenário do Movimento surrelista.
Em agosto de 2025, a livraria surrealista Loplop Livros organiza a exposição "A Correia de Transmissão: Bibliografia de Sergio Lima". Com organização de Alex Januário, Ameli Jannarelli e Elvio Fernandes, o evento também contou com leituras dos integrandes do grupo surrealista DeCollage e o apoio da editora 100/cabeças.