Serrita | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | serritense |
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| Coordenadas: 7° 55′ 58″ S, 39° 17′ 45″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Pernambuco |
| Municípios limítrofes | Jardim (CE), Moreilândia e Cedro ao norte; Salgueiro a leste; Granito a oeste; Parnamirim e Terra Nova ao sul |
| Distância até a capital | 535 km |
| Fundação | 16 de novembro de 1892 (133 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Sebastião Benedito dos Santos (MDB, 2021–2024) |
| Área | |
| • Total | 1 535,190 km² |
| Altitude | 425 m |
| População | |
| • Total (est. IBGE/[2019]) | 19 165 hab. |
| Densidade | 12,5 hab./km² |
| Clima | Semiárido (BSh) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2010 ) | 0,595 — baixo |
| PIB (IBGE/2012) | R$ 96 662 mil |
| • Per capita (IBGE/2012) | R$ 5 219,62 |
| Sítio | serrita.pe.gov.br (Prefeitura) |
Serrita é um município brasileiro localizado no sertão do estado de Pernambuco. Sua população em 2010 era de 18.331 habitantes.
Serrita surgiu a partir da ocupação das margens do Riacho Traíras por retirantes da região do Cariri (Ceará), durante o século XIX. O povoado teve início a partir da ocupação de Miguel Torquato de Bulhões, à margem do riacho, onde ergueu uma capelinha, na qual o vigário de Salgueiro vinha celebrar a missa.
Em 1892 foi criado o distrito, pelo Coronel Romão Pereira Filgueira Sampaio, denominado de Serrinha devido à pequena serra localizada nas proximidades. O distrito pertencia ao município de Salgueiro, do qual o Coronel Romão era prefeito.
Em 11 de setembro de 1928 Serrinha foi elevada à categoria de município. Cinco anos depois, o município foi extinto e retornou à categoria de distrito de Salgueiro. Em 27 de junho de 1934 retorna à condição de município. Em 31 de dezembro de 1943 passa a chamar-se Serrita.
O Coronel Romão Pereira Filgueira Sampaio deixou o seu legado político ao filho Francisco Filgueira Sampaio conhecido como Coronel Chico Romão que governou Serrita por mais de 50 anos.
O Coronel ROMÃO PEREIRA FILGUEIRA SAMPAIO, nasceu em Barbalha-CE e era progênito de portugueses da família Sampaio. Fundou o município de Serrinha, posteriormente Serrita, no fim do século 19, mais precisamente em 1892 quando chegou ao povoado com seus familiares vindos de Jardim-Ceará, tornando-se o chefe político do povoado. Foi prefeito de Jardim no Ceará e o primeiro prefeito eleito de Salgueiro. Já próximo de sua morte em 30 de abril de 1918 passou o comando político para um dos seus filhos, Francisco Filgueira Sampaio conhecido como Coronel Chico Romão, que já executava estas funções em Serrinha. Governou o município de Serrinha, posteriormente Serrita por mais de 50 anos.
A família Sampaio embora tenha muitas ramificações, sua origem é uma só, Vila Flor, região de Portugal e de lá se espalhou, inclusive para o Brasil em duas regiões, Nordeste e Sudeste.
A Origem dos Sampaio de Barbalha veio do português JOSÉ QUEZADO FILGUEIRA LIMA, PAI DOS CAPITÃES-MOR JOSÉ PEREIRA FILGUEIRA e ROMÃO PEREIRA FILGUEIRA e cujos descendentes se uniram mais tarde A FAMÍLIA SAMPAIO.
PAIS do Coronel Romão Pereira Filgueira Sampaio: JOAQUIM MANOEL SAMPAIO E FRANCISCA QUEZADO MARTINS FILGUEIRA. O coronel teve 25 filhos com 4 mulheres.* Consulte Fichário
Localiza-se à latitude 07º56'00" sul e à longitude 39º17'45" oeste, estando à altitude de 419 metros. Possui área de 1.538,497 km².
O município localiza-se na unidade geoambiental da Depressão Sertaneja. Apresenta uma variação de plano e montanhoso. Esse relevo e clima variado faz com que a região seja caracterizada tanto por áreas de sequeiro com chuvas escassas e mal distribuídas, vegetação caatinga xerófita e rios temporários; como por áreas de altitude com temperatura amena e bons índices pluviométricos e floresta caducifólia.
Serrita tem um clima tropical Semi-Árido e a sua temperatura média anual é de 25 °C. A precipitação Pluviométrica do Município varia de 450 a 600 mm por ano, sendo os meses mais chuvosos de Dezembro a Março.
Foi criada na gestão do Prefeito Hildeberto Sampaio Angelim – 1968/1971 A COR BRANCA representa a PAZ AZUL representa a céu do sertão com o Sol sempre brilhante e quente. O MANDACARU representa a resistência do homem sertanejo à seca A COR MARRON representa a terra.
Confecção: A primeira bandeira foi confeccionada em tecido de cetim e pintada à mão por Ângela Dalle.
LETRA: RÔMULO SAMPAIO DE ARAUJO MARCOS FREIRE MACHADO.
Das algemas do sol rara luz; Desce a terra num canto de amor; E no seio do Brígida conduz; Sua semente é nascida uma flor.
Onde o vale repousa no oeste; Vê-se a serra serena a embalar; No seu braço, serrita que cresce, Com esplendor, uma joia a brilhar.
REFRÃO: Bênçãos, descem em ti Serrita; Da senhora imaculada conceição; Doce terra que em seu povo o amor habita; No mais terno e hospitaleiro coração.
Bênçãos descem em ti, Serrita, E a teu filho, uma doce oração, Nobre herói de batalhas e conquistas; Teu fundador, o Coronel Romão.
Sob o solo a riqueza desponta; Num estojo dourado, tuas minas... E no alto da serra se encontra; O Cruzeiro a proteção divina.
Serrita tem um grande poder na agricultura extensiva. Os principais produtos agrícolas são: tomate, cebola, algodão herbáceo, milho, banana, feijão e manga. Na agropecuária, destaca-sa na bovinocultura, caprinocultura e ovinocultura.
Em Serrita é celebrada anualmente desde 1971 a Missa do Vaqueiro, no quarto domingo do mês de julho, no Parque Nacional do Vaqueiro, na localidade de Sítio das Lajes, a 32 quilômetros do centro da cidade. Esta missa, celebração religiosa e festa popular, atrai vaqueiros de todo o Norte e Nordeste. A missa inicialmente era um protesto pelo assassinato impune de um humilde vaqueiro chamado Raimundo Jacó, que era primo de Luiz Gonzaga, ocorrido naquele sítio em 8 de julho de 1954. Foi idealizada pelo Padre João Câncio dos Santos (falecido), pelo compositor Luiz Gonzaga e pelo repentista Pedro Bandeira. Em 1976 foi criada a trilha do sonora da missa do vaqueiro, com as rezas de sol composta por Jandhuy Filizola com arranjos do Quinteto Violado.
Na semana anterior à missa, ocorre a feira e a festa do vaqueiro, com diversas manifestações como a vaquejada, banda de pífanos, zabumbeiros, sanfoneiros tocando forró pé de serra, baião, xote, xaxado, ciranda, coco, cantorias, repentistas, aboiadores. Na feira são vendidos objetos artesanais e decorativos, comidas tradicionais à base de milho e mandioca, rapadura, caldo de cana, beijus, entre outras.
Para a missa, foi construído um altar de pedra em forma de ferradura. Durante o ofertório, as oferendas são objetos do cotidiano do vaqueiro: peças de sua indumentária de couro, arreios, e instrumentos usados no pastoreio do gado. Durante o ofertório eles improvisam versos de aboio sobre cada peça ofertada. A missa é uma homenagem aos vaqueiros e sua bravura diante das vicissitudes do sertão.
Durante todo o ano, em finais de semana, acontece na zona rural do município, Pegas de Boi no Mato, outra manifestação da cultura popular de Serrita.
Em dezembro é comemorado o dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município. Ocorre entre os dias 29 de novembro até 8 de dezembro.
Em Serrita é realizado anualmente, no estádio municipal o Ferreirão, o campeonato Serritense de futebol amador. Também acontece anualmente o circuito serritense de pega de boi no mato, com várias etapas em diferentes localidades do município.