| Siegfried Buback | |
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Siegfried Buback, 1976. | |
| Nascimento | 3 de janeiro de 1920 Wilsdruff, Alemanha |
| Morte | 7 de abril de 1977 Karlsruhe, Alemanha |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Procurador-geral da República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental) (1974-1977) |
Siegfried Buback (Wilsdruff, 3 de janeiro de 1920 - Karlsruhe, 7 de abril de 1977) foi o procurador-geral da República alemã entre 1974 e 1977.
Conservador e anticomunista, Buback foi um dos maiores inimigos do grupo de extrema-esquerda Fração do Exército Vermelho (Grupo Baader-Meinhof) durante seu período no cargo, implacável na perseguição jurídica aos membros da organização. Foi assassinado em retaliação à suspeita de que a morte de Ulrike Meinhof na prisão não foi um suicídio, mas sim, um homicídio cometido pelo Estado.
Filho de um funcionário público, Buback estudou Direito na Universidade de Leipzig, aprovado no primeiro concurso do Estado em 1941. EM 11 de abril de 1940, candidatou-se à filiação partidária ao NSDAP, sendo confirmado em 1 de julho do mesmo ano, sob o número 8.179.469.
Em 7 de abril de 1977, foi assassinado numa emboscada nas ruas da cidade de Karlsruhe junto com seus guarda-costas dentro de um carro, sendo todos metralhados por uma dupla do Baader-Meinhof numa motocicleta. Sua morte abriu a série de atentados que caracterizou o período chamado de Outono Alemão e que só se encerraria em outubro com a morte do empresário Hanns-Martin Schleyer, sequestrado e executado pelos terroristas, no último atentado de vulto da organização.
Os fatos com relação a seu assassinato nunca tiveram os detalhes esclarecidos até 2007, trinta anos após sua morte, quando um dos ex-integrantes da RAF, Peter-Jürgen Boock, contou a seu filho que os tiros que mataram Buback teriam sido dados pelo ex-terrorista Stefan Wisniewski, que cumpriu vários anos de prisão relativos a outras atividades da RAF mas nunca teve seu nome ligado à morte de Buback. Verena Becker, outra ex-integrante do Baader-Meinhof e também acusada pela morte de Buback com vários indícios de sua participação nela, desde os anos 80, quando depois de presa colaborou com as investigações, alegava que Wisniewski seria o autor dos tiros, apesar de outros terem sido condenado pelo atentado.