| Silvano Raia | |
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| Conhecido(a) por | autor do primeiro transplante de fígado da América Latina |
| Nascimento | |
| Morte | 28 de abril de 2026 (95 anos) |
| Residência | Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Alma mater |
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| Prêmios | Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (2022) |
| Carreira científica | |
| Orientador(es)(as) | Edmundo Vasconcelos |
| Instituições | Universidade de São Paulo |
| Campo(s) | Medicina |
| Tese | Ligaduras Gastroesofágicas para Tratamento Cirúrgico das Varizes de Esôfago Sangrantes na Esquistossomose Mansônica (1965) |
Silvano Mario Attilio Raia (São Paulo, 1 de setembro de 1930 – 28 de abril de 2026) foi um cirurgião, pesquisador e professor universitário brasileiro.
Membro da Academia Nacional de Medicina (ANM), Silvano é considerado um dos pioneiros da cirurgia hepática e dos transplantes de fígado no Brasil e no mundo. Foi responsável pela realização do primeiro transplante hepático da América Latina e teve papel fundamental no desenvolvimento do transplante intervivos, em 1988. Seu método contribuiu para a ampliação de transplantes de fígado para crianças.
Ex-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo entre 1982 e 1986, foi professor titular e livre-docente da mesma instituição, com pós-doutorado pelo King's College de Londres.
Silvano foi responsável por formar a maioria dos cirurgiões transplantadores de fígado do Brasil. Foi também criador da Unidade de Fígado do Hospital das Clínicas da FMUSP, Secretário Municipal da Saúde de São Paulo e coordenador do Ministério da Saúde para a expansão da rede nacional de transplantes.
Ao lado da geneticista Mayana Zatz, atualmente coordenava um projeto de xenotransplante suíno de rim no Brasil. O objetivo é criar suínos geneticamente modificados de forma que seus órgãos possam ser transplantados para seres humanos sem rejeição, visando à diminuição das listas de espera de transplantes de órgãos em humanos.
Silvano nasceu na capital paulista, em 1930. Era filho de Paulo Raia e Carolina Olita Raia e passou parte da infância na Itália, onde viveu entre os 8 e 10 anos de idade com o objetivo de aprender o idioma italiano. Posteriormente, também permaneceu por um período nos Estados Unidos, onde aprimorou sua formação linguística.
Realizou seus estudos secundários no Colégio São Luís, em São Paulo, onde se destacou academicamente e recebeu o Prêmio Anchieta.
Silvano ngressou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1951, graduando-se em 1956. Obteve o título de doutor pela mesma instituição em 1965 e também pela Universidade de Londres em 1967. Em 1966, tornou-se professor da Faculdade de Medicina da USP. Foi chefe da Unidade de Fígado do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, desempenhando papel central na consolidação da cirurgia hepática no país. Também atuou em instituições como o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Sírio-Libanês.
Entre 1993 e 1995, exerceu o cargo de secretário municipal da Saúde da cidade de São Paulo. Foi membro da Academia Nacional de Medicina e participou de diversas entidades científicas nacionais e internacionais, incluindo o American College of Surgeons e a Royal Society of Medicine.
Silvano morreu na capital paulista, em 28 de abril de 2026, aos 95 anos, em decorrência de problemas pulmonares.