| Solverde | |
|---|---|
| Razão social | Solverde — Sociedade de Investimentos Turísticos da Costa Verde, S.A. |
| Sociedade anónima | |
| Atividade | Jogo, hotelaria, turismo |
| Fundação | 12 de abril de 1972 |
| Fundador(es) | Manuel de Oliveira Violas |
| Sede | Espinho, |
| Proprietário(s) | Violas SGPS (93,67 %) |
| Empregados | 1124 (2025) |
| Receita | 189,8 milhões de euros (2025) |
| Website | www.gruposolverde.pt |
A Solverde (razão social Solverde — Sociedade de Investimentos Turísticos da Costa Verde, S.A.), também conhecida como Grupo Solverde ou Solverde Casinos & Hotéis, é um grupo empresarial português dos setores do jogo, hotelaria e turismo, com sede em Espinho. Explora cinco casinos em Portugal, correspondentes às zonas de jogo de Espinho, do Algarve e de Vidago-Pedras Salgadas, quatro unidades hoteleiras e o casino online Solverde.pt. Desde maio de 2026, as concessões de Espinho e do Algarve são exploradas, respetivamente, pelas subsidiárias Solverde Espinho, S.A. e Solverde Algarve, S.A.
A Solverde foi fundada em 1972, em Espinho, por Manuel de Oliveira Violas, que reuniu um grupo de investidores para concorrer à concessão do jogo na cidade. Obteve a concessão da zona de jogo de Espinho em 1973 e o Casino de Espinho abriu ao público em 1974. Obras de ampliação concluídas em 1982 tornaram-no o maior casino português em área útil. Em 1988 o grupo abriu o Hotel Apartamento Solverde, também em Espinho.
Na sequência dos concursos públicos abertos pelo Decreto Regulamentar n.º 1/95, de 19 de janeiro, o Conselho de Ministros adjudicou provisoriamente à Solverde, em outubro de 1995, a concessão do exclusivo da exploração de jogos de fortuna ou azar nos casinos de Vilamoura, do Barlavento e do Sotavento algarvios. A exploração dos casinos de Vilamoura e de Monte Gordo iniciou-se em 1996 e, em 1998, o grupo abriu o Hotel Algarve Casino, na Praia da Rocha, em Portimão.
Em dezembro de 2001, o Conselho de Ministros adjudicou provisoriamente à Solverde a concessão do exclusivo da exploração de jogos de fortuna ou azar no casino da zona de jogo de Vidago-Pedras Salgadas, na sequência de concurso público a que concorreu também a Sociedade Figueira-Praia. O casino, instalado em Chaves, abriu a 19 de janeiro de 2008. O hotel de quatro estrelas do mesmo complexo, com 72 quartos e seis suítes, foi inaugurado a 13 de setembro de 2008 pelo primeiro-ministro José Sócrates; o investimento total foi indicado em 50 milhões de euros.
A 6 de fevereiro de 2007, a Violas SGPS, sociedade da família Violas que detinha cerca de 75 % do capital, anunciou uma oferta pública de aquisição sobre as restantes ações da Solverde, a 17,50 euros por ação, o que avaliava a empresa em cerca de 105 milhões de euros. A operação teve como objetivo retirar a empresa da bolsa de valores. A oferta decorreu entre 16 e 29 de março de 2007 e, no seu termo, a Violas SGPS passou a controlar 93,49 % do capital, após um investimento de 9,7 milhões de euros na aquisição de 555 238 ações.
A 13 de setembro de 2017, o grupo lançou o casino online Solverde.pt, apresentado como o seu sexto casino. Em 2025, a operação online gerou 81,7 milhões de euros, cerca de 43 % do volume de negócios da Solverde, S.A.
As concessões das zonas de jogo de Espinho e do Algarve terminaram a 31 de dezembro de 2025. Em julho de 2025 o Estado abriu concursos públicos internacionais para novas concessões de 15 anos, prorrogáveis por cinco. A Solverde foi a única concorrente a ambos os concursos.
A adjudicação foi feita por despachos do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços de 12 de fevereiro de 2026 e os contratos foram assinados a 1 de maio de 2026. Pela zona de jogo de Espinho, a concessionária obrigou-se a uma contrapartida inicial de 35,99 milhões de euros, a preços de 2025, a uma contrapartida anual fixa de dois milhões de euros e a uma contrapartida anual variável de 45 % das receitas brutas dos jogos, com um mínimo de 16 milhões de euros. Pela zona de jogo do Algarve, que abrange os casinos de Monte Gordo e de Vilamoura e um terceiro a instalar no Barlavento algarvio, as contrapartidas fixadas foram de 31 milhões de euros a título inicial, 1,7 milhões de euros anuais fixos e 30 % das receitas brutas dos jogos, com um mínimo de 10 milhões de euros. Em ambos os casos, a concessão termina a 31 de dezembro do décimo quinto ano posterior ao início da exploração e pode ser prorrogada, uma única vez, por cinco anos. As novas concessões passaram a ser exploradas pelas subsidiárias Solverde Espinho, S.A. e Solverde Algarve, S.A.
A composição do grupo em matéria de casinos e respetivas zonas de jogo consta do registo oficial do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos. As unidades hoteleiras exploradas pelo grupo são identificadas no seu relatório e contas.