Dois homens sossos com instrumentos musicais (1935) | |
| População total | |
|---|---|
| c. 2,98 milhões | |
| Regiões com população significativa | |
| 2 730 114 (21,2%) | |
| 203 779 (2,9% - 2015) | |
| 49 000 | |
| 5 318 (0,36% - 2009) | |
| Línguas | |
| Sosso, francês, inglês, krio | |
| Religiões | |
| Porcentagens na Guiné | |
| Etnia | |
| Mandês | |
| Grupos étnicos relacionados | |
| Dialonquês, soninquês, corancos, mandingas | |
Os sossos ou sussus (em inglês: Sosos e Soosoos; em francês: Soussous) são um povo mandinga da África Ocidental falante do mandê-fu; são intimamente ligados aos dialonquês. No passado eram um dos povos que habitavam Futa Jalom e hoje englobam aproximadamente 1,3 milhão indivíduos dos quais 90% vivem na Guiné, onde são muito influentes. O resto está espalhado no noroeste da Serra Leoa e Guiné-Bissau. Vivem sobretudo na planície às margens dos pântanos em vilas agrícolas. A maioria dos sossos são fazendeiros de subsistência, mas também são conhecidos como ferreiros e comerciantes. Os fazendeiros comummente cultivam amendoim, milhete, mandioca, gengibre e banana. Os sossos de Serra Leoa são pescadores habilidosos.
Os sossos originaram-se na porção ocidental do Império do Mali e quando o império se desintegrou séculos depois migraram para Futa Jalom. No século seguinte ao início da sua marcha, continuaram rumando a oeste rumo a região costeira. Se converteram ao islamismo no século XVII e hoje são esmagadoramente sunitas maliquitas, apesar dos cultos pré-islâmicos sobreviverem. Muitos convertidos ainda realizam cerimónias rituais que propiciam os baris, espíritos benignos e malevolentes das florestas. A cultura sossa é conhecida regionalmente por sua capacidade de absorver culturas vizinhas menores e sua língua é língua franca no sul da Guiné.