Acanthocalycium

Como ler uma infocaixa de taxonomiaAcanthocalycium

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Cactaceae
Género: Acanthocalycium
Espécies
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Acanthocalycium é um gênero botânico com seis espécies da família Cactaceae. Seu nome vem do grego akantha (significa espinhoso ) e kalyx (ou seja, botões ), que refere-se aos espinhos nos tubos florais.

Espécies

No Brasil, segundo o Reflora, existem o cultivo das A. klimpelianum e A. spiniflorum.

Descrição

Estas plantas são de tronco de formato esférico e em algumas espécies se tornam mais alongados com o crescimento, sulcado com costelas marcadas com aréolas macias, com numerosas nervuras nos talos espinhosos. Suas flores de gama branco para cor de rosa à vermelho permanecem abertas apenas durante o dia. No passado se classificavam nos Echinopsis.

As flores medem de 3–4 cm de largura e se caracterizam por seu tubo floral espinhoso com um anel peludo na axila. Requerem pleno sol, no inverno, deve se guardar em ambientes protegidos do frio, já que não suportam temperaturas muito baixas. Se multiplicam facilmente por brotamento.

Sua espécie mais comum A. violaceum foi sinonimizada com A. spiniflorum, sendo seu nome correto.

Habitat e conservação

O gênero Acanthocalycium é endêmico da América do Sul, com suas espécies distribuídas predominantemente nas regiões montanhosas do norte da Argentina. Essas plantas estão evolutivamente adaptadas a altitudes elevadas, crescendo em fendas de rochas e solos bem drenados, onde suportam forte radiação solar e grandes amplitudes térmicas diárias. Devido ao seu alto valor ornamental e crescimento lento, algumas populações naturais sofrem forte pressão pela coleta ilegal destinada ao comércio internacional de plantas exóticas, o que exige constante monitoramento de seu status de conservação.

Habitat e endemismo

O gênero Acanthocalycium é endêmico da América do Sul, com suas espécies distribuídas quase que exclusivamente nas regiões montanhosas do norte da Argentina. Essas cactáceas estão evolutivamente adaptadas a altitudes elevadas, crescendo em fendas de rochas e solos altamente drenados. Elas suportam forte radiação solar e grandes amplitudes térmicas diárias, características típicas do microclima andino. Devido ao seu lento crescimento e forte apelo botânico, algumas populações naturais necessitam de monitoramento contínuo para evitar a supressão de habitat e a coleta predatória para o comércio ornamental.

Referências

  1. ↑ «Acanthocalycium Backeb.». Catalogue of life. Consultado em 9 de maio de 2021. Cópia arquivada em 12 de fevereiro de 2026
  2. ↑ Eggli, U.; Newton, L.E. (2004). Etymological Dictionary of Succulent Plant Names. [S.l.]: Springer Berlin Heidelberg
  3. ↑ «Acanthocalycium Backeb.». Flora do Brasil 2020 - Algas, Fungos e Plantas. Consultado em 9 de maio de 2021. Cópia arquivada em 5 de maio de 2025
  4. ↑ Cactus y outras plantas crasas. Espanha: Susaeta. 2000. p. 45
  5. ↑ «The IUCN Red List of Threatened Species - Acanthocalycium» (em inglês). International Union for Conservation of Nature (IUCN). Consultado em 13 de junho de 2026
  6. ↑ «The IUCN Red List of Threatened Species - Acanthocalycium» (em inglês). International Union for Conservation of Nature (IUCN). Consultado em 15 de junho de 2026
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