| Nome | Esporte Clube Vitória | ||
|---|---|---|---|
| Alcunhas | Rubro-negro Baiano Leão da Barra Nêgo Fábrica de Talentos | ||
| Torcedor(a)/Adepto(a) | rubro-negro leonino | ||
| Mascote | leão | ||
| Principal rival | Bahia | ||
| Fundação | 13 de maio de 1899 (127 anos) | ||
| Estádio | Manoel Barradas | ||
| Capacidade | 30 793 | ||
| Localização | Salvador, Bahia | ||
| Presidente | Fábio Mota | ||
| Treinador(a) | Jair Ventura | ||
| Competição | Campeonato Baiano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Copa do Nordeste | ||
| Ranking nacional | 20.º lugar, com 7 205 pontos | ||
| Website | ecvitoria | ||
O Esporte Clube Vitória (acrônimo: ECV) é um clube de futebol sediado em Salvador, capital do estado da Bahia. Fundado em 13 de maio de 1899, sob a denominação Club de Cricket Victoria, constitui-se como o clube mais antigo da região Nordeste e figura entre os mais longevos do país. Destaca-se, ainda, por ter sido o primeiro clube social brasileiro constituído integralmente por nacionais, além de integrar o grupo de fundadores da Liga Baiana de Sports Terrestres, entidade responsável pela organização da primeira edição do Campeonato Baiano de Futebol.
O clube conquistou o primeiro título, correspondente à primeira edição do campeonato estadual, em 1908. Desde então, acumula 30 conquistas dessa competição, posicionando-se como o segundo com o maior número de títulos na história do torneio. No âmbito regional, obteve cinco títulos da Copa do Nordeste, quantidade que lhe confere o status de maior campeão da competição junto a seu principal rival, o Bahia. Em 2023, o clube conquistou seu primeiro título nacional ao vencer a segunda divisão, o que lhe conferiu o status de 72.ª equipe na história do futebol brasileiro a alcançar a conquista de um título nacional.
Em contraste, o Vitória figura entre os clubes brasileiros com o maior número de rebaixamentos, totalizando seis quedas: quatro para a segunda divisão e duas para a terceira. Esse número posiciona o clube na segunda colocação do ranking, ao lado de outras agremiações, ficando atrás apenas do ABC, do Rio Grande do Norte.
Fundado em 13 de maio de 1899 como agremiação dedicada ao críquete, o Esporte Clube Vitória teve origem na iniciativa de dezenove jovens residentes no bairro homônimo, em Salvador, com a finalidade de praticar uma modalidade até então restrita à comunidade inglesa. A reunião inaugural, inicialmente agendada para seis dias antes, foi adiada em razão das condições climáticas adversas, sendo posteriormente realizada na residência dos irmãos Arthêmio e Arthur Valente. Na ocasião, estabeleceu-se a primeira denominação da agremiação: Club de Cricket Victoria.
Em outubro de 1901, José Ferreira Júnior, conhecido como Zuza, regressou da Inglaterra trazendo consigo uma bola de futebol e um compêndio de regras, o que possibilitou a realização da primeira partida informal registrada em Salvador. No ano subsequente, houve ampliação das atividades, com a inclusão de modalidades como futebol, atletismo, natação e remo. Em decorrência dessa diversificação, adotou-se a designação Sport Club Victoria, bem como as cores preta e vermelha como oficiais. Ainda nesse período, os remadores ganharam notoriedade ao realizarem a travessia entre os portos da Barra e dos Tainheiros, em Itapagipe, fato que deu origem ao epíteto Leão da Barra.
O primeiro confronto futebolístico diante do International Sport Club, composto por tripulantes ingleses, ocorreu em 22 de maio de 1901. Entretanto, o clube considera oficialmente como partida inaugural aquela disputada contra o São Paulo Bahia Football Club, em 13 de setembro de 1902. Em 1905, participou da fundação da Liga Baiana de Sports Terrestres, ao lado de São Paulo, Sport Club Bahiano e Clube Internacional de Críquete, entidade responsável pela organização da primeira edição do Campeonato Baiano de Futebol, na qual obteve sua primeira vitória oficial em 30 de abril. O primeiro título na modalidade foi conquistado em 1908, sendo reiterado no ano seguinte. Em 1946, adotou a denominação contemporânea.
Entre 1910 e 1940, manteve-se inserido no contexto do futebol amador, período marcado por interrupções nas atividades e reduzida obtenção de títulos. A profissionalização teve início em 1953, durante a presidência de Luiz Martins Catharino Gordilho, passando a atuar no estádio Octávio Mangabeira, conhecido como Fonte Nova. Em março de 1954, conquistou o campeonato estadual referente ao ano anterior ao derrotar o Botafogo Sport Club por 3–0, repetindo o feito em 1955 e 1957.
No início da década de 1960, foram realizadas as primeiras excursões internacionais, com partidas disputadas na Alemanha e na Bulgária. Após o retorno, passou por um novo período de escassez de conquistas, interrompido apenas pelo bicampeonato baiano de 1965 e 1966, cujos resultados tiveram repercussão limitada em razão de divergências com a federação local e veículos de comunicação.
Em 1972, ocorreu a primeira participação do Vitória no Campeonato Brasileiro, encerrada na 20.ª posição, com campanha composta por seis vitórias, dez empates e nove derrotas, sem classificação à fase seguinte. Na competição, destacou-se o atacante Osni Lopes, agraciado com a Bola de Prata. Em 1976, conquistou o Torneio José Américo de Almeida Filho, o que motivou a solicitação de reconhecimento oficial da competição como equivalente à Copa do Nordeste, pleito que não obteve manifestação da Confederação Brasileira, embora registros documentais tenham mencionado tal equivalência em autodeclarações.
A década de 1980 foi marcada por acontecimentos institucionais relevantes. Em 1.º de agosto de 1985, lançou-se o novo hino oficial, de autoria de Walter Queiroz Júnior, encerrando a campanha "Este hino vai levantar o Estádio", destinada à arrecadação de recursos para a conclusão do Estádio Manoel Barradas. A inauguração oficial ocorreu em 11 de novembro de 1986, durante amistoso contra o Santos, finalizado em empate por 1–1, sendo o primeiro gol marcado por Dino, atleta da equipe visitante. Nos anos iniciais, entretanto, a utilização da praça esportiva foi limitada em virtude de obras, consolidando-se apenas com a instalação do sistema de iluminação em 1994.
Em 1991, sob a presidência de Paulo Carneiro, promoveu-se o fortalecimento das categorias de base, medida considerada essencial para a projeção no cenário nacional. Como resultado, em 1993, alcançou-se a final do Campeonato Brasileiro, com significativa participação de atletas formados internamente, embora o título tenha sido conquistado pelo Palmeiras. Ainda assim, obteve-se expressivo desempenho em competições estaduais, com cinco títulos baianos, incluindo um tricampeonato consecutivo entre 1995 e 1997, além de duas conquistas da Copa do Nordeste.
A década de 2000 iniciou-se com a manutenção de resultados positivos, incluindo títulos estaduais e uma conquista da Copa do Nordeste. Contudo, em 2004, apesar do bom desempenho estadual, a campanha no Campeonato Brasileiro resultou em rebaixamento à segunda divisão. No ano seguinte, ocorreu novo descenso, desta vez para a terceira divisão nacional. Não obstante, a permanência nas divisões inferiores foi breve, com a obtenção de dois acessos consecutivos, culminando no retorno à elite em 2008. Campanhas intermediárias na principal competição nacional garantiram participação na Copa Sul-Americana em 2009 e 2010.
Em 2010, alcançou-se a final da Copa do Brasil, sendo superado pelo Santos, além da conquista da Copa do Nordeste com equipe alternativa, decisão influenciada pela proximidade de confronto decisivo pelo Campeonato Brasileiro. Ainda assim, o desfecho da competição nacional resultou em rebaixamento à Série B. A permanência na segunda divisão estendeu-se por duas temporadas, com retorno à elite em 2012, após alcançar a quarta colocação. No ano seguinte, conquistou-se o título estadual com vitórias expressivas sobre o Bahia, incluindo uma goleada por 5–1 na inauguração da Arena Fonte Nova e triunfo por 7–3 na partida de ida. Ainda em 2013, obteve-se a quinta colocação no Campeonato Brasileiro, com 59 pontos, desempenho que, à época, representou a melhor campanha de um clube nordestino na competição.
Todavia, tal desempenho não se repetiu em 2014, culminando em novo rebaixamento. A recuperação ocorreu em 2015, com o acesso assegurado antes do término da competição. Entretanto, em 2018, voltou a ser rebaixado, após ter evitado a queda na temporada anterior.
Em 2021, após três anos consecutivos na segunda divisão, o Vitória foi rebaixado para a terceira divisão, fato consumado com a derrota por 1–0 para o Vila Nova, de Goiás, na última rodada. Esse revés também marcou o fim de uma temporada em que a equipe anotou 66 gols em 66 partidas, o que resultou no segundo pior desempenho ofensivo da história do clube no século XXI. No ano seguinte, a equipe assegurou novamente o acesso, encerrando a competição na quarta colocação da classificação geral da terceira divisão. Em 2023, a instituição conquistou seu primeiro título nacional, ao sagrar-se campeã da segunda divisão, somando 72 pontos, fruto de 22 vitórias, 6 empates e 10 derrotas.

Fundado em 13 de maio de 1899, o Vitória teve origem como clube de críquete, alcançando a profissionalização apenas em 1953. À época, as partidas eram disputadas no estádio Octávio Mangabeira, a antiga Fonte Nova, enquanto os treinamentos ocorriam no Campo da Graça, com sede social estabelecida na orla de Salvador.
Em 11 de novembro de 1986, procedeu-se à inauguração do Estádio Manoel Barradas, erguido em terreno doado por Clériston Andrade, então prefeito do município, situado no bairro de Canabrava. A solenidade ocorreu durante a gestão do presidente José Rocha, tendo sido o equipamento posteriormente ampliado na administração de Paulo Carneiro, ocasião em que se implantou o sistema de iluminação. Em 2024, foi expedido pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Militar laudo autorizando a ampliação da capacidade do estádio para 30 793 pessoas.
Uma década antes, em 1970, o clube construiu o Complexo Esportivo Benedito Dourado da Luz, conhecido como Toca do Leão, em terreno pertencente à família Paiva Lima, também localizado no bairro de Canabrava. O complexo é composto pelo Estádio Manoel Barradas, pelo Centro de Treinamento Manoel Pontes Tanajura e pelas concentrações Vidigal Guimarães e Raimundo Rocha Pires.


O primeiro registro do escudo do Vitória remonta a 1905, tendo sido identificado em uma medalha de remo. De caráter náutico, incorporavam-se a ele elementos oriundos do críquete, como a raquete e a bola, além da data de fundação da agremiação. O modelo então utilizado apresentava semelhanças com o escudo contemporâneo do Corinthians, bem como com o primeiro distintivo do Sport, o que suscitou debates acerca da primazia histórica entre tais símbolos. Ainda assim, tais referências podem ser associadas a marcas de empresas de comércio marítimo e a instituições de ensino comercial então existentes no estado da Bahia.
Em 1906, o programa de regatas da Taça Olga, elaborado pela própria instituição, passou a apresentar um escudo de natureza náutica em formato circular, no qual constavam o nome do clube à época e diversos elementos adicionais, incluindo a inscrição "Bahia" na parte inferior. Tal referência possivelmente decorre da intenção, manifestada em 1899, de que a agremiação fosse fundada sob a denominação de "Club de Cricket Bahiano". No mesmo documento, registra-se ainda outro distintivo: um brasão nas cores vermelha e preta, em formato heráldico, contendo ao centro um monograma formado pelas iniciais da entidade.
Admite-se que essas versões iniciais tenham sido empregadas apenas em ocasiões específicas, sem que houvesse adoção definitiva como símbolo oficial. Em algumas representações, também foram registrados escudos de fundo azul, em homenagem às equipes de remo. De modo geral, predominou a variação em torno de uma concepção náutica, com referências a modalidades terrestres inseridas em seu núcleo. A reformulação definitiva do escudo náutico ocorreria apenas em 1999, por ocasião do centenário da instituição.
O escudo tradicional, inspirado na heráldica medieval suíça, com fundo preto e monograma "SCV" em branco, entrelaçado e sobreposto, teve seu primeiro registro em 1934. Sua adoção, entretanto, não implicou a extinção completa do brasão náutico, o qual permaneceu em uso em diferentes modalidades esportivas do clube, especialmente no basquetebol, ao longo da década de 1940.
Na segunda metade da década de 1940, a versão adaptada do escudo, associada ao nome atual da instituição, passou a ganhar maior difusão, o que contribuiu para alterações no design do emblema, aproximando-o do modelo contemporâneo. A partir desse período, passaram a ser introduzidas apenas modificações pontuais no distintivo.
Inicialmente, ainda sob a denominação de Club de Cricket Victoria, chegou-se a cogitar a adoção das cores verde e amarelo. Contudo, por razões de ordem prática — sobretudo a dificuldade de obtenção de tecidos nessas tonalidades — optou-se pelo preto e branco. Em momento posterior, o branco foi substituído pelo vermelho, consolidando-se o rubro-negro como padrão cromático oficial, por sugestão de César Godinho Spínola, a quem se atribui a iniciativa de propor a criação do departamento náutico da agremiação.
O primeiro registro de representação do Vitória data de 1903, quando da publicação de seu estatuto pela Litho-Typographia Almeida. Na ocasião, foi descrita a composição do uniforme inaugural: casquette (espécie de boina francesa) preta com monograma vermelho (iniciais "SCV" estilizadas e entrelaçadas), camisa listrada em preto e vermelho, cinto e sapatos brancos — estes últimos dotados de solas de borracha —, além de meias e calções pretos. Com o processo de profissionalização do futebol, as camisas passaram a apresentar listras verticais, padrão mantido até a década de 1970, quando se adotaram as faixas horizontais.
O primeiro hino do Vitória, intitulado "Mostra o Teu Valor", foi composto na segunda metade da década de 1950 por Vivaldo Souza e Albino Castro, este último posteriormente eleito presidente da instituição em 1969. A obra reunia versos de exaltação e apoio à agremiação, embora não tenha obtido consenso entre os torcedores.
Diante disso, cerca de três décadas mais tarde, o então presidente Raimundo Rocha Pires incumbiu o músico baiano Walter Queiroz da elaboração de um novo hino. Em 1985, já sob a gestão de José Rocha, a canção “Leão da Barra” foi oficializada como hino da entidade. Seu lançamento ocorreu por meio de um disco compacto de vinil, com o objetivo de angariar recursos destinados à construção do parque poliesportivo do clube, área onde atualmente se situam o Barradão e os campos anexos de treinamento.
O denominado leão imperial, criação do publicitário Nizan Guanaes, tornou-se o mascote do clube e, posteriormente, foi batizado como Lelê Leão, tendo seu desenho sido elaborado por Ziraldo.

Conforme estudos realizados em 2025, a torcida do Vitória representa aproximadamente 1% dos resultados, com variações mínimas, para mais ou para menos, dependendo da metodologia aplicada ou da margem de erro. Em termos absolutos, o número de torcedores situa-se entre 2 e 2,5 milhões. A torcida organizada Os Imbatíveis, fundada em 20 de outubro de 1997, é a maior do clube, superando outras como a Camisa 12 e a Viloucura. Juntas, essas três organizações constituem as principais torcidas do Vitória.
Entre os torcedores mais conhecidos do clube, destacam-se as cantoras Daniela Mercury e Ivete Sangalo, os cantores Leo Santana, Durval Lélys, Tatau, Dan Miranda e Compadre Washington, além dos atores Wagner Moura e Lázaro Ramos, do pugilista Popó, e dos políticos Bruno Reis e Jerônimo Rodrigues.
Última atualização: 18 de julho de 2025.
| Elenco atual do Vitória. | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Pos. | Nome | N.º | Pos. | Nome | N.º | Pos. | Nome | |
| 1 | G | Lucas Arcanjo | 19 | A | Kike Saverio | 62 | M | Pablo | |
| 2 | Z | Emanuel Brítez | 20 | M | Lucas Silva | 71 | G | Yuri Sena | |
| 4 | Z | Camutanga | 21 | V | Dudu | 70 | LD | Fabiano Souza | |
| 5 | Z | Riccieli | 22 | G | Gabriel | 79 | A | Renato Kayzer | |
| 7 | A | Marinho | 23 | A | Fabri | 83 | LE | Jamerson | |
| 8 | V | Tomás Pochettino | 25 | M | Carlos de Menezes Júnior | 91 | A | Renê Sousa | |
| 9 | A | Pedro Henrique | 28 | A | Anderson Pato | 95 | V | Caíque Gonçalves | |
| 10 | M | Matheuzinho | 32 | M | Emmanuel Martínez | ||||
| 11 | A | Osvaldo | 33 | A | Erick | ||||
| 12 | A | Diego Tarzia | 35 | G | Fintelman | ||||
| 13 | LE | Ramon | 36 | LE | Luan Cândido | ||||
| 15 | V | Walace | 44 | V | Gabriel Baralhas | ||||
| 16 | V | Rúben Ismael | 45 | LD | Nathan Mendes | ||||
A primeira rivalidade do Vitória surgiu com o São Salvador, clube poliesportivo que, no início do século XX, era uma das principais forças do futebol baiano. O confronto entre as equipes ficou conhecido como Ajuste de Contas. Contudo, a maior rivalidade é com o Bahia, com quem disputa o clássico Ba-Vi, iniciado em 10 de abril de 1932, durante o Torneio Início, uma competição que marcava a estreia das equipes na temporada. A partida terminou com vitória do Bahia por 3–0, sendo que, devido às particularidades do torneio, teve apenas 20 minutos de duração. Desde então, o confronto passou a ser um dos maiores clássicos do futebol brasileiro, tendo sido classificado pela revista inglesa FourFourTwo em 2016 como a 42ª maior rivalidade do mundo. No dia 1.º de fevereiro de 2025, as equipes se enfrentaram pela 500ª vez, em jogo válido pelo campeonato estadual.
Com a conquista do título estadual em 2024, o Vitória alcançou seu 30.º Campeonato Baiano, consolidando-se como o segundo maior campeão da competição. No cenário regional, o clube soma cinco títulos da Copa do Nordeste, recorde compartilhado com o seu maior rival, além de uma edição do Torneio José Américo de Almeida Filho, competição organizada pela Federação Paraibana. O clube busca o reconhecimento desse título como uma edição oficial da Copa do Nordeste, aguardando resposta da Confederação Brasileira sobre o pedido. O título nacional mais significativo foi o da Série B do Campeonato Brasileiro em 2023, que conferiu ao Vitória o status de 72.ª equipe na história do futebol brasileiro a conquistar um título nacional, feito até então inédito para o clube.
| Nacionais | ||
|---|---|---|
| Competição | Títulos | Temporadas |
| Campeonato Brasileiro - Série B | 1 | 2023 |
| Regionais | ||
| Competição | Títulos | Temporadas |
| Copa do Nordeste | 5 | 1997, 1999, 2003, 2010 e 2026 |
| Torneio José Américo de Almeida Filho | 1 | 1976 |
| Estaduais | ||
| Competição | Títulos | Temporadas |
| Campeonato Baiano | 30 | 1908, 1909, 1953, 1955, 1957, 1964, 1965, 1972, 1980, 1985, 1989, 1990, 1992, 1995, 1996, 1997, 1999, 2000, 2002, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2009, 2010, 2013, 2016, 2017 e 2024 |
Durante a década de 1990, o Vitória consolidou suas categorias de base e assumiu posição de destaque entre os clubes pioneiros do futebol brasileiro na priorização da formação de atletas profissionais. O processo, posteriormente denominado "Fábrica de Talentos", iniciou-se com a contratação de Newton Motta, oriundo do Bahia. Mesmo diante das limitações financeiras existentes à época, foram implementadas medidas estratégicas voltadas à qualificação das atividades em campo e ao aumento do rigor nos critérios de formação de jogadores. Os primeiros resultados concretos tornaram-se evidentes na final do Campeonato Brasileiro de 1993, quando cinco dos onze titulares da equipe principal haviam sido formados nas divisões de base.
Entre 1995 e 2000, viveu-se o período de maior êxito esportivo das categorias de base, marcado pela conquista de 21 títulos internacionais. Além dos resultados obtidos em campo, o projeto proporcionou expressivo retorno financeiro, possibilitando novos investimentos e a manutenção de benefícios que se estenderam até a década de 2010. Nesse contexto, foram revelados diversos atletas, entre eles os futuros campeões mundiais Dida, Júnior Nagata e Vampeta. Ao lado do São Paulo, destacou-se como o clube que mais formou jogadores integrantes da Seleção Brasileira campeã do pentacampeonato mundial.
Na década de 2010, a instituição enfrentou grave crise política, responsável por sucessivos rebaixamentos e pela significativa redução do orçamento destinado ao futebol. Tal cenário impactou diretamente o trabalho de formação de atletas, comprometendo inclusive a infraestrutura física disponível. Em 2021, o então presidente Fábio Mota afirmou que as categorias de base se encontravam em situação precária, sem camas, aparelhos de ar-condicionado, alimentação adequada e bolsas-auxílio destinadas aos jovens atletas. Apesar das dificuldades, ainda foram alcançadas conquistas relevantes nas divisões inferiores, com os títulos da primeira edição da Copa do Brasil Sub-20, em 2012, e da Copa do Brasil Sub-17, em 2015.