Sucupira

 Nota: Se procura outros usos para a palavra sucupira, veja Sucupira (desambiguação).
Sucupira-branca, classificada como Pterodon emarginatus

Sucupira e sicupira, do tupi sebypyra, são termos que englobam várias espécies de árvores da família das fabáceas:

Árvore da Sucupira na área rural da cidade de Imperatriz Maranhão.

Outros nomes populares: faveiro, fava-de-sucupira, fava-de-santo-inácio, sucupira-branca, sucupira-lisa, macanaíba.

Ocorrência

Retirar a semente do fruto é difícil, estes podem ser plantados inteiros. De qualquer forma, a taxa de germinação é baixa. No intuito de aumentar-se a taxa de germinação, uma técnica para a retirada da semente do fruto consiste em, primeiramente, selecionar os frutos não-carunchados, através da imersão destes em um recipiente com água. Os frutos boiantes, que não afundam, não estão aptos à produção das sementes. Após a seleção, com o uso de um alicate de poda, eliminam-se com cortes transversais as bordas do fruto. Com isso, este pode ser aberto e a semente é revelada.

Percebe-se a presença de um óleo dentro do fruto, que consiste em um inibidor natural da germinação da semente, a chamada dormência ou latência. Este óleo deve ser removido com o uso de uma mistura de água e detergente, tendo-se o cuidado de enxaguar-se as sementes, posteriormente. Após este processo, realiza-se o plantio, que deve ser feito com a semeadura superficial do substrato em um tubete, aproximadamente 3 sementes por recipiente para garantia da germinação no tubete, cobrindo-se as sementes com uma camada de substrato, cuja altura é equivalente ao tamanho da semente. Após a semeadura, regam-se os tubetes e repete-se a rega diariamente. Após a germinação, faz-se o desbaste, deixando-se apenas uma planta por recipiente. Após o crescimento, faz-se o transporte para o campo de plantio.

Usos

Fornece madeira muito dura, usada em construção civil. Na medicina popular, seu óleo aromático volátil, produzido pela casca e pelas sementes, é utilizado contra o reumatismo. Já os nódulos da raiz, chamados de batatas-de-sucupira, são usados contra o diabetes. Estudos farmacológicos demonstraram que o óleo dos frutos inibe a penetração pela pele da cercária da esquistossomose, podendo ser usada na profilaxia dessa endemia.

Referências

  1. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 625.
  2. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 551.
  3. ↑ «Instituto de Botânica de São Paulo». Consultado em 2 de maio de 2009. Arquivado do original em 6 de maio de 2008
  4. ↑ Mors, W. B., Rizzini, C. T. & Pereira, N. A. 2000. Medicinal plants of Brazil. Reference Publications, Inc. Algonac, Michigan.
  5. ↑ Mors, W. B., M. F. Santos Filho, H. J. Monteiro, B. Gilbert & J. Pelegrino. 1967. Chemoprophylactic agent in schistosomiasis: 14,15-epoxigeranylgeraniol. Science 157: 950-951.
  6. ↑ SANTOS FILHO, D. ; SARTI, S. J. ; KATZ, N. ; ARAUJO, N. ; ROCHA FILHO, P. A. ; ABREU, J. E. ; BORTOLIN, M. E. Atividade Quimioprofilatica de Sabonete Contendo Oleo Essencial de Frutos de 'Pterodon Pterodon Pubescens' Na Esquistossomose Mansoni. MEMORIAS DO INSTITUTO OSWALDO CRUZ, v. IV, n. SUP., p. 343-345, 1987.
  7. ↑ SANTOS FILHO, D. Sabonete Contendo Oleo de 'Pterodon Pubescens' Benth Como Protetor da Infeccao Esquistossomotica. In: INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON SCHIOSTOSOMIASIS, 1987. Rio de Janeiro - R.J. p. 0-0.

Fontes

Ligações externas

Fotos

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