| Sylford Walker | |
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Sylford Walker em 2013 | |
| Informações gerais | |
| Nascimento | 22 de janeiro de 1956 (70 anos) Saint Thomas, Jamaica |
| Nacionalidade | Jamaicano |
| Gênero | Reggae |
| Ocupação | |
| Instrumento | Voz |
| Período em atividade | 1960–1990 - atualmente |
Sylford Walker (Saint Thomas, 22 de janeiro de 1956) é um cantor e compositor jamaicano de reggae, amplamente reconhecido por seu trabalho no gênero roots reggae durante a década de 1970. Ele se destacou por seus vocais expressivos, letras de forte teor espiritual e social, e por suas colaborações com produtores lendários da era de ouro do reggae.
Nascido na Jamaica, Sylford Walker começou a atrair a atenção do cenário musical de Kingston em meados dos anos 1970. Seu estilo vocal, fortemente influenciado pelo movimento Rastafári, carregava uma entrega fervorosa e emotiva, típica dos cantores de roots da época.
O marco de sua carreira ocorreu em 1975, quando ele começou a gravar para o icônico produtor Glen Brown. Dessa parceria nasceram alguns de seus singles mais memoráveis, como "Deuteronomy" e "Jah Golden Pen". Essas faixas eram frequentemente construídas sobre ritmos profundos e pesados (riddims), que se tornaram marcas registradas do selo de Brown.
Outra colaboração fundamental em sua trajetória foi com o produtor Joe Gibbs. Sob a tutela de Gibbs, Walker gravou clássicos do subgênero como "Burn Babylon" e "Mister Big Knife Favour".
Apesar do sucesso de seus singles nos sistemas de som (sound systems) da Jamaica e do Reino Unido, o mercado musical da época e a falta de distribuição em massa fizeram com que Walker não alcançasse o mesmo estrelato comercial de contemporâneos como Bob Marley ou Burning Spear. No entanto, ele consolidou um status de culto entre os aficionados por reggae globalmente.
O ponto alto de sua discografia é o álbum "Lamb's Bread". Originalmente gravado no final dos anos 70, o álbum teve seu lançamento e distribuição ampliada em 1979 pela operadora Light in the Attic / Blood and Fire em anos posteriores, sendo aclamado como uma obra-prima esquecida do roots reggae.
O disco frequentemente divide faixas ou é lançado em conjunto com o DJ Welton Irie, criando um formato clássico de "discomix" (onde a versão cantada é seguida imediatamente pela versão brindada/rap do DJ).
Após um período de relativo afastamento dos grandes estúdios nos anos 1980 e 1990, a música de Sylford Walker passou por um forte processo de redescoberta no século XXI. Selos europeus especializados em relançamentos de vinil trouxeram suas obras de volta ao catálogo, apresentando seu trabalho a uma nova geração de sistemas de som de reggae e dub na Europa e nas Américas. Walker realizou turnês internacionais posteriores, celebrando seu impacto duradouro na música jamaicana.