| Takis Fotopoulos | |
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| Nascimento | |
| Escola/tradição | Fundador do projeto de Democracia Inclusiva |
| Principais interesses | Filosofia política, Economia política, Relações Internacionais, Movimentos Sociais. |
| Ideias notáveis | Democracia Inclusiva, a atual crise multi-dimensional, a elite transnacional e sua Guerra contra o Terrorismo, crítica de políticas de Esquerda |
| Parte de uma série sobre |
| Socialismo libertário |
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Takis Fotopoulos (em grego: Τάκης Φωτόπουλος; Quio, 14 de outubro de 1940) é um filósofo político e economista grego, fundador do movimento pela Democracia Inclusiva. Notabilizou-se pela síntese da democracia clássica com o socialismo libertário e as correntes radicais nos novos movimentos sociais. Foi acadêmico e escreveu vários livros e mais de 800 artigos publicados em várias línguas. É editor do The International Journal of Inclusive Democracy (que sucedeu Democracy & Nature) e autor de Towards An Inclusive Democracy, que lançou os fundamentos do projeto de Democracia Inclusiva. Fotopoulos vive em Londres.
Nasceu em Quio e sua família mudou-se para Atenas logo depois. Após graduar-se em Economia & Ciência Política, bem como em Direito pela Universidade de Atenas, mudou-se para Londres em 1966 para fazer pós-graduação na London School of Economics, com uma bolsa de estudos da Universidade de Atenas. Foi um estudante sindicalista e ativista em Atenas e em seguida um ativista político em Londres, tomando parte ativamente do movimento estudantil de 1968 em Londres, bem como nas organizações da Esquerda revolucionária grega durante a luta contra a junta militar na Grécia (1967-74).
Foi Conferencista Senior em Economia na Polytechnic of North London por mais de vinte anos até que começou a editar o periódico Society & Nature, mais tarde Democracy & Nature e subsequentemente o eletrônico International Journal of Inclusive Democracy. Também é colunista do Eleftherotypia, um dos jornais de maior circulação na Grécia.
Takis Fotopoulos desenvolveu o projeto político da Democracia Inclusiva em 1997 (uma exposição pode ser encontrada em Towards An Inclusive Democracy). O primeiro número de Society & Nature declarou que:
e especificou que o novo projeto deveria ser visto como o resultado de uma síntese das tradições democráticas, socialistas libertárias e radicais Verdes. Desde então, seguiu-se um diálogo nas páginas do periódico, em que tomaram parte socialistas libertários como Cornelius Castoriadis, ecologistas sociais como Murray Bookchin, e ativistas Verdes e acadêmicos como Steven Best.
O ponto de partida para o trabalho de Fotopoulos é que o mundo enfrenta uma crise multi-dimensional (econômica, ecológica, social, cultural e política) que é causada pela concentração de poder pelas elites, como resultado da economia de mercado, democracia representativa e formas relacionadas de estrutura hierárquica. Uma Democracia Inclusiva, que envolve a distribuição igualitária de poder em todos os níveis é vista não como uma utopia (no sentido negativo da palavra) ou uma "visão", mas talvez como a única saída da atual crise, com tendências da sua criação manisfestando-se hoje em várias partes do mundo. Fotopoulos é a favor do abolicionismo de mercado, embora ele próprio não se identifique como um abolicionista de mercado como tal porque considera a abolição do mercado como um aspecto da Democracia Inclusiva que refere-se somente a seu componente de Democracia Econômica. Ele propõe um modelo de democracia econômica para uma economia sem estado, sem mercado e sem moeda mas considera que o componente da democracia econômica é igualmente significante para os outros componentes da ID, i.e. Democracia Política ou direta, Democracia Ecológica e Democracia no Campo Social. Ele também denuncia a corrupção dos movimentos nacionalistas de direita.