Cão-guaxinim japonês

Como ler uma infocaixa de taxonomiaCão-guaxinim japonês

Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Género: Nyctereutes
Espécie: N. viverrinus
Nome binomial
Nyctereutes viverrinus
(Temminck, 1838)
Distribuição geográfica

Sinónimos
Nyctereutes procyonoides viverrinus

Cão-guaxinim-japonês (Nyctereutes viverrinus) também conhecido como tanuki (狸 ou たぬき, [tanɯki]) é uma das duas espécies do gênero Nyctereutes, junto de seu parente próximo o cão-guaxinim-comum, do qual é considerado uma subespécie por algumas autoridades.

Nome

Enquanto os tanuki são proeminintes no folclore japonês e provérbios, eles não são claramente distinguidos de outros animais com aparência similar. Em dialetos locais, tanuki e mujina (狢, kyujitai: 貉) podem se referir a cão-guanixins ou texugos. Um animal conhecido como tanuki numa região pode ser conhecido como mujina em outra região. No dialeto padrão moderno de Tóquio, tanuki se refere a cão-guaxinins e anaguma se refere a texugos. Pratos regionais conhecidos como tanuki-jiru ("sopa de tanuki") não contém tanuki. Algumas regiões do norte, rurais, podem comer guisado de tanuki (tanuki shichuu).

No folclore

Taxidermia de um cão guaxinim japonês utilizando waraji em seus pés. Este tanuki é mostrado em um templo budista no Japão, no local da história de folclore Bunbuku Chagama.

Faz parte da mitologia japonesa desde tempos antigos. O Tanuki místico é travesso e alegre, mestre no disfarce e na troca de formas.

Enquanto as histórias das Kitsune são muito sérias, as do tanuki são mais divertidas. Também mais ingênua, dizem que o tanuki adora saquê e é frequentemente retratado com uma garrafa de saquê em uma mão e uma nota promissória na outra (uma conta que ele nunca paga). Até hoje suas estátuas podem ser vistas especialmente do lado de fora de restaurantes e bares para atrair clientes.

Muitas vezes confundido com o mujina, é culpado por todas as aparições fantasmagóricas. Parece ter uma queda por bebidas, comidas e mulheres. Adora pegar folhas e transformá-las em dinheiro, enganando todos. Também é bom em se transformar em objetos inanimados.

Descrição

Vista lateral de um tanuki-japonês.

O tanuki possui um estômago menor e pelagem mais curta e menos densa, com uma menor praticidade para isolamento térmico se comparado ao cão-guaxinim do continente. A pelagem branca é considerada rara, no Japão continental sabe-se que o albinismo oculocutâneo é causado por uma mutação no 3º e 5º éxons da sequência de nucleotídeos TYR, responsável pela pigmentação na melanina. O tanuki pesa de 4 a 10 kg, as fêmeas tendem a ser 0,5 kg mais pesadas que os machos, e possui um comprimento cabeça-corpo de 50 a 68 centimetros, com uma cauda que mede de 13 a 25 centimetros, e medem de 38,1 a 50,8 centimetros de altura na cernelha.

Comportamento

O cão-guaxinim-japonês é principalmente noturno. Vocaliza por meio de rosnados, grunhidos e gemidos que possuem tonalidade similar aos do gato-doméstico. Ainda de forma similar à um gato, suas costas se arqueiam para fins de intimidação. No entanto, sua postura defensiva é similar a de outros canídeos, mostrando submissão abaixando o corpo e expondo a barriga.

Os grupos sociais na espécie tendem a ser limitados ao casal reprodutor, mas um cão-guaxinim japonês solitário pode permanecer em um grupo de indivíduos não emparelhados até encontrar um parceiro. A espécie é essencialmente monogâmica, com o período reprodutivo entre macho e fêmea sendo sincronizado e ocorrendo entre fevereiro e abril. Uma ninhada (tipicamente com 4 a 6 filhotes) nasce após um período de gestação de 9 semanas. Os pais cuidam dos filhotes em uma toca por cerca de um mês e, em seguida, por mais um mês após os filhotes deixarem a toca.

Referências

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