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Teodemiro ou Teodomiro, filho do Ricomero (general franco a serviço de Roma e cônsul em 384) e Ascila, foi rei dos francos ripuários no início do século V. Ele foi morto juntamente com sua mãe em 421 ou 428.
Gregório de Tours afirmou que Teodemiro foi mencionado nas tabelas consulares como rei dos francos e filho de Ricomero e Ascila, assim como que ele foi morto pelos romanos junto de sua mãe. A data destes eventos não é certa havendo duas candidatas, 421 ou 428; os historiadores Godefroid Kurth e Michel Rouche não indicam a data. Em seu Dicionário dos Francos, nos Tempos Merovíngios (1996), Pierre Riché achou que "Ele apoiou a causa dos usurpadores Constantino III e Jovino". Segundo ele, Teodemiro foi executado pelo imperador Honório por apoiar os usurpadores.
Pode parecer estranho que o filho de um general franco a serviço de Roma e regularmente presente na corte poderia tornar-se rei dos francos. A situação não é, contudo, sem precedentes, sendo o caso de Malobaldo, outro rei franco que havia servido por 30 anos o exército romano, uma prova.
Segundo alguns autores, Teodemiro poderia ser o pai de Clódio, mas o assunto ainda é debatido.
Sem especificar se Teodemiro é pai de Clódio, Godefroid Kurth considera Teodemiro como um merovíngio. De acordo com Christian Settipani, elementos onomásticos que compõem o nome de Ricomero e Teodemero estão entre os descendentes de Clódio (Meroveu, Quilderico, Teodorico, Clodomiro), o que não é o caso do grupo Marcomero-Suno-Faramundo.