| O Bígamo | |
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| The Bigamist | |
| No Brasil | O Bígamo O Bigamista |
| Em Portugal | O Bígamo |
| Estados Unidos 1953 • pb • 80 min | |
| Gênero | suspense dramático |
| Direção | Ida Lupino |
| Produção | Robert Eggenweiler Collier Young |
| Roteiro | Collier Young |
| História | Lawrence B. Marcus Lou Schor |
| Elenco |
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| Música | Leith Stevens |
| Cinematografia | George E. Diskant |
| Edição | Stanford Tischler |
| Companhia produtora | The Filmakers |
| Distribuição | The Filmakers |
| Lançamento |
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| Idioma | inglês |
| Orçamento | US$ 50 mil |
| Receita | US$ 700 mil |
The Bigamist (bra: O Bígamo ou O Bigamista; prt: O Bígamo) é um filme de suspense dramático americano de 1953 dirigido por Ida Lupino, estrelado por ela mesma, Joan Fontaine, Edmond O'Brien e Edmund Gwenn. O produtor/roteirista Collier Young era casado com Fontaine na época e havia sido casado anteriormente com Lupino. The Bigamist é considerado o primeiro longa-metragem americano da era do cinema sonoro em que a protagonista feminina dirigiu a si mesma.
Harry e Eve Graham querem adotar uma criança, pois Eve é infértil. O agente de adoção, Sr. Jordan, informa ao casal que, como procedimento padrão, precisa investigar minuciosamente seus antecedentes e estilo de vida atual. Harry responde com um olhar preocupado e pensativo, o que deixa Jordan apreensivo.
Harry e Eve moram em São Francisco e são sócios de uma empresa, com Harry viajando frequentemente para Los Angeles a trabalho. Jordan chega ao escritório de Harry em Los Angeles em busca de informações sobre ele. A recepcionista liga para todos os hotéis, mas nenhum deles tem um Harry Graham cadastrado. Um ou dois gerentes se lembram de Harry, mas ele não se hospeda nesses hotéis há meses. Jordan fica intrigado e ainda mais determinado a investigar Harry. Ele visita o endereço listado na lista telefônica para um "Harrison Graham" e lá encontra Harry, com uma esposa diferente — e um bebê. Quando Jordan está prestes a chamar a polícia, Harry lhe conta, por meio de um longo flashback , como chegou a essa situação.
Ao saber da infertilidade de Eve, Harry sugeriu que ela se juntasse a ele em seus negócios como forma de lidar com a decepção. Embora ela tivesse se saído bem no trabalho, logo começou a se concentrar exclusivamente nos negócios, deixando Harry se sentindo sozinho. Durante sua estadia em Los Angeles, Harry conheceu uma mulher interessante chamada Phyllis em um passeio de ônibus pelas casas de estrelas de cinema de Hollywood. Eles passaram um tempo juntos, mas se separaram, e Harry não esperava vê-la novamente.
Naquela noite, conversando ao telefone com Eve, Harry tentou contar a ela sobre Phyllis e sua solidão, mas Eve só estava interessada em falar de negócios. De volta para casa, ele tentou novamente explicar como acreditava que eles precisavam se esforçar para se aproximarem. Ele sugeriu planejar uma viagem juntos, mas ela rejeitou a ideia, dizendo que estava satisfeita com o estado do casamento. Em Los Angeles, Harry começou a se encontrar com Phyllis novamente, inicialmente de forma platônica, mas sentimentos românticos surgiram. Sem querer se apaixonar, Phyllis não permitiu que Harry compartilhasse nada sobre seu passado e, portanto, permaneceu alheia ao seu casamento. Na última noite de Harry na cidade, eles passaram a noite juntos.
De volta para casa, Harry decidiu se dedicar novamente ao casamento e planejou que outra pessoa cuidasse dos negócios em Los Angeles. Eve se mostrou totalmente receptiva e pediu desculpas por ter sido tão distante emocionalmente. Ela aceitou a ideia de adotarem uma criança, depois de tê-la rejeitado anos antes. Nesse momento, seu pai adoeceu e ela precisou passar um tempo com a família na Flórida.
Harry ficou em casa e iniciou o processo de adoção. Três meses depois, com Eve ainda ausente, Harry teve que retornar a Los Angeles para cuidar de seus negócios. Lá, descobriu que Phyllis estava grávida. Ela disse a Harry que não queria prendê-lo e que ele estava livre para ir embora. Harry não queria fugir da responsabilidade que sentia por ela e pelo filho deles. Planejou ligar para Eve, confessar sua infidelidade e pedir o divórcio, mas então veio a notícia da morte do pai dela. Ao ouvir o quão devastada ela estava, ele não conseguiu levar adiante seu plano, mas também não conseguiu abandonar Phyllis, e acabou se casando com ela em bigamia. Como Eve depositava todas as suas esperanças de felicidade em se tornar mãe, Harry esperava manter sua vida dupla secreta por tempo suficiente para que a adoção fosse finalizada e então se divorciar de Eve, que pelo menos ainda teria seu filho.
No presente, ao ouvir a história, Jordan vai embora sem chamar a polícia, expressando que sente tanto desprezo quanto pena de Harry. Harry escreve uma carta de despedida para Phyllis, que está dormindo, e sai de casa. Eve retorna a São Francisco enquanto Harry está prestes a encontrar a polícia que o espera do lado de fora de sua casa. Harry é julgado por bigamia, e suas duas esposas finalmente se encontram no tribunal. O juiz observa que, uma vez cumprida sua pena, Harry será legalmente obrigado a sustentar ambas as mulheres. Com relação à vida pessoal de Harry, "não será uma questão de para qual mulher ele voltará, mas sim qual mulher o aceitará de volta". O filme termina com Harry aguardando a audiência de sua sentença.
As filmagens começaram em 29 de junho de 1953, em São Francisco, Califórnia, e estavam planejadas para durar duas semanas. Sua produção enfrentou dificuldades quando a RKO Pictures desistiu do filme, deixando a Filmakers responsável pela distribuição. Curiosamente, Ida Lupino fora esposa de Collier Young que durante as gravações de The Bigamist estava casado com Joan Fontaine e também é possível traçar paralelos com a gravidez extraconjugal de Lupino com Howard Duff.
O cantor Matt Dennis faz uma participação especial no filme cantando "It Wasn't the Stars That Thrilled Me". Na cena em que o personagem de Edmond O'Brien está no ônibus em Beverly Hills, as residências de Louella Parsons, James Stewart, Barbara Stanwyck, Jack Benny e o longa-metragem De Ilusão Também Se Vive (1947) são mencionados.
No website agregador de críticas Rotten Tomatoes o filme tem 73% de aprovação dos críticos com base em 11 comentários. Howard Thompson do The New York Times chamando-o de "a melhor oferta da cineasta até o momento". Os escritores da enciclopédia do cinema noir elogiam seu caráter "excepcionalmente ambíguo". Ray Hagen e Laura Wagner observam que The Bigamist "não é uma representação sensacionalista de um tema potencialmente sórdido, mas uma história muito humana de um homem (Edmond O'Brien) envolvido entre duas mulheres. O autor Chris Fujiwara no livro 1001 Filmes para Ver antes de Morrer o chama de "filme assombroso", que é "uma das várias obras-primas inesperadas" dirigidas por Lupino. Ele elogia particularmente a cena final no tribunal, que considera "devastadora", com uma "combinação de ambiguidade e intensidade que lembra Carl Dreyer e Nicholas Ray".