| The Raspberry Reich | ||||
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| Alemanha Canadá 2004 • cor • 90 min | ||||
| Gênero | comédia | |||
| Direção | Bruce LaBruce | |||
| Produção | Jürgen Brüning | |||
| Roteiro | Bruce La Bruce | |||
| Elenco | Susanne Sachsse Daniel Bätscher Andreas Rupprecht Dean Monroe Anton Z. Risan Daniel Fettig Ulrike Schirm Sherry Vine | |||
| Cinematografia | James Carman Kristian Petersen | |||
| Edição | Jörn Hartmann | |||
| Distribuição | Peccadillo Pictures (Reino Unido) | |||
| Idioma | inglês | |||
| Receita | US$ 31 210 | |||
| Cronologia | ||||
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The Raspberry Reich é um filme de 2004 dirigido por Bruce LaBruce que explora o que LaBruce chama de "terrorismo chique", dinâmicas de culto, e o "potencial radical inerente da expressão homossexual". O filme trata de um grupo de terroristas contemporâneos que se propõem a continuar o trabalho da Fração do Exército Vermelho (RAF), também conhecida como Gangue Baader-Meinhof. O grupo consiste de vários jovens e uma líder chamada Gudrun (em homenagem a Gudrun Ensslin). Todos os personagens são nomeados com base em membros originais da Gangue Baader-Meinhof ou revolucionários como Che Guevara. Eles se autodenominam a "Sexta Geração da Gangue Baader-Meinhof" e "O Reich Framboesa". "Reich" é uma referência ao sexólogo comunista Wilhelm Reich. Além disso, o termo "Raspberry Reich" foi cunhado pela líder da RAF, Gudrun Ensslin, para se referir à opressão da sociedade consumista. Algumas frases do filme são passagens tiradas do livro Traité de savoir-vivre à l’usage des jeunes générations de Raoul Vaneigem. Uma versão "sem cortes" do filme foi lançada, intitulada The Revolution Is My Boyfriend, editada pela empresa de filmes pornôs gay Cazzo Film para incluir cenas eróticas retiradas na versão original.
O enredo central começa com o sequestro de Patrick (Andreas Stitch), filho de um industrial rico. Envolvimentos sexuais e românticos impulsionam o drama. No clímax do filme, Gudrun faz um solilóquio sobre a importância da vida pessoal na revolução. Ela enfatiza particularmente a quebra das normas sexuais heterossexuais e possessivas, instando seus camaradas a se juntarem à "Intifada Homossexual".
A pressão da personalidade controladora de Gudrun faz com que o grupo se desintegre. A maioria dos guerrilheiros urbanos escapa durante a noite. No desfecho, os personagens são revisitados algum tempo depois. Vários encontraram felicidade nos relacionamentos homossexuais estabelecidos durante suas atividades revolucionárias. Che tornou-se um treinador de terroristas no Oriente Médio. Patrick escapa com Clyde, onde eles embarcam em uma onda de assaltos a bancos. Essa ação é reminiscente das ações de Patty Hearst com o SLA. Gudrun e Holger se estabelecem e têm um filho chamado Ulrike (em homenagem a Ulrike Meinhof), que Gudrun acredita poderia encarnar a próxima geração da Fração do Exército Vermelho.
Os slogans são usados frequentemente para transmitir a política do Raspberry Reich. Eles são tanto uma extensão quanto uma paródia dos slogans usados por organizações políticas. Alguns slogans usados no filme incluem:
Humor e sátira são empregados para explorar a lacuna entre realidade e ideais no mundo terrorista. Por exemplo, alguns dos sequestradores — vegetarianos declarados por razões políticas ("carne é contrarrevolucionária") — compram hambúrgueres em uma cadeia de fast food multinacional pelo drive-through com sua vítima ainda no porta-malas.
No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 50% das 14 avaliações dos críticos são positivas.