O Theban Mapping Project (Projeto de mapeamento tebano ou de Tebas) foi estabelecido em 1978 pela Theban Foundation e pelo arqueólogo e egiptólogo britânico John Romer, com o objetivo de criar um mapeamento completo do Vale dos Reis e dos sítios da Necrópole tebana, em geral.
O projeto oferece uma vasta coleção de fotografias, mapas aéreos e desenhos de planta, todos acompanhados de explicações detalhadas sobre as tumbas e os templos memoriais.
O Theban Mapping Project (TMP) é um projeto de pesquisa arqueológica dedicado ao levantamento, à documentação e ao mapeamento da Necrópole de Tebas, na margem ocidental do Nilo, em Luxor, no Egito. O projeto foi criado pelo egiptólogo Kent R. Weeks em 1978 e posteriormente passou a ser desenvolvido a partir da American University in Cairo (AUC). Desde suas primeiras atividades, o TMP tem trabalhado na organização de informações arqueológicas sobre a região, reunindo mapas, plantas, fotografias, dados sobre os monumentos e referências bibliográficas.
A proposta inicial do projeto estava relacionada à produção de uma documentação abrangente da Necrópole de Tebas. Em uma área que reúne grande quantidade de tumbas, templos e outras estruturas arqueológicas, o levantamento sistemático permite relacionar informações produzidas em diferentes momentos e fornece uma base para pesquisas posteriores. Ao longo de sua trajetória, o TMP concentrou grande parte de suas atividades no Vale dos Reis, embora também tenha desenvolvido trabalhos em outras áreas da necrópole.
O Theban Mapping Project foi criado em 1978 por Kent R. Weeks, então professor de arqueologia egípcia na Universidade da Califórnia, em Berkeley. A proposta consistia em produzir um levantamento sistemático da Necrópole de Tebas, reunindo informações sobre a localização e as características dos monumentos arqueológicos. As primeiras campanhas deram origem à série The Berkeley Map of the Theban Necropolis, publicada em cinco volumes entre 1978 e 1982.
Os volumes correspondem aos relatórios das primeiras temporadas de trabalho. O primeiro apresenta um mapa do Vale dos Reis, enquanto os volumes seguintes registram o desenvolvimento das atividades realizadas em campo. Essa produção constituiu uma das primeiras bases documentais do projeto e estabeleceu parte dos procedimentos de levantamento que seriam desenvolvidos posteriormente.
Embora a proposta inicial tivesse como referência a Necrópole de Tebas em seu conjunto, o Vale dos Reis passou a ocupar uma posição central nas atividades do TMP. A região reunia grande número de tumbas estudadas em diferentes períodos e apresentava a necessidade de uma documentação integrada de suas características arquitetônicas, localização e condições físicas.
Ao longo de sua trajetória, o projeto passou a ser desenvolvido a partir da American University in Cairo, instituição na qual Kent R. Weeks também atuou como professor de egiptologia. Atualmente, a AUC apresenta o TMP como um projeto voltado à construção de uma base de dados arqueológica abrangente sobre Tebas, com foco principal no Vale dos Reis.
A atuação do projeto também foi ampliada para além da elaboração de mapas. O trabalho passou a envolver levantamentos arquitetônicos, registros fotográficos, informações sobre as condições das tumbas, referências bibliográficas e diferentes formas de representação digital dos monumentos.
O trabalho do TMP não se restringe à localização dos monumentos. Os levantamentos realizados pelo projeto procuram registrar diferentes características das estruturas arqueológicas e relacionar essas informações em uma documentação integrada. Essa abordagem permite utilizar os dados tanto para estudos sobre o patrimônio quanto para ações relacionadas à sua conservação e ao gerenciamento dos sítios.
No Vale dos Reis, foram empregadas técnicas de levantamento para registrar as dimensões e características das tumbas. A partir desses dados, foram produzidas plantas, cortes, mapas topográficos e outras representações arquitetônicas. O projeto também desenvolveu modelos tridimensionais dos monumentos a partir das informações coletadas em campo.
Parte dessa documentação foi reunida no Atlas of the Valley of the Kings, publicado em 2000. A obra apresenta plantas, cortes longitudinais e transversais e representações axonométricas das tumbas acessíveis do Vale dos Reis, além de mapas topográficos produzidos em diferentes escalas.
Os levantamentos realizados pelo projeto também podem ser utilizados em estudos comparativos. Pesquisas posteriores recorreram às medições produzidas pelo TMP para analisar aspectos da arquitetura das tumbas reais, como suas dimensões e inclinações, relacionando os dados obtidos em campo a registros produzidos por pesquisadores em períodos anteriores.
O Vale dos Reis tornou-se o principal campo de atuação do Theban Mapping Project. Utilizada como área funerária de governantes durante o Reino Novo, a região reúne tumbas de diferentes períodos, incluindo sepulturas associadas a faraós como Amenhotep III, Ramessés II e Tutancâmon.
A atuação no Vale dos Reis envolveu não apenas o levantamento arquitetônico das tumbas, mas também o registro de suas condições físicas. O projeto realizou levantamentos das tumbas acessíveis, reunindo mapas, fotografias aéreas, fotografias internas e documentos de arquivo. Também foram registradas diferentes formas de deterioração identificadas nos monumentos.
Essas informações passaram a integrar estudos relacionados à gestão e à conservação do sítio. Entre as questões consideradas estavam a proteção contra enchentes e chuvas, o monitoramento das condições ambientais, a organização da visitação e a sinalização. Também foram discutidas medidas relacionadas à limpeza das tumbas, à acessibilidade e à produção de materiais de orientação para visitantes.
A atuação no Vale dos Reis ampliou, assim, o campo de trabalho do projeto. Além da documentação das estruturas arqueológicas, os levantamentos passaram a fornecer informações para discutir as condições de conservação e de visitação do sítio.
Entre os trabalhos mais conhecidos do Theban Mapping Project está a investigação da KV5, uma tumba localizada no Vale dos Reis e associada aos filhos de Ramessés II.
A entrada da estrutura já era conhecida antes das investigações realizadas pelo TMP, mas a tumba havia recebido pouca atenção e era considerada uma estrutura de dimensões reduzidas. O projeto retomou a investigação do local no final da década de 1980 e, ao longo das campanhas seguintes, demonstrou que a estrutura possuía dimensões e complexidade muito maiores do que se imaginava anteriormente.
A partir das investigações realizadas na década de 1990, a extensão da KV5 e sua relação com os filhos de Ramessés II passaram a ser mais bem estabelecidas. A tumba possui mais de 150 corredores e câmaras e foi utilizada como mausoléu familiar para vários filhos do faraó.
A investigação da KV5 também deu origem a uma publicação específica do projeto. O livro KV5: A Preliminary Report on the Excavation of the Tomb of the Sons of Ramesses II in the Valley of the Kings reúne estudos arqueológicos e arquitetônicos, levantamentos epigráficos, informações sobre objetos e cerâmica e análises relacionadas à conservação, à geologia, à hidrologia, à mineralogia e à engenharia geotécnica.
O trabalho realizado na KV5 tornou-se um dos exemplos mais conhecidos da atuação do TMP e contribuiu para demonstrar a importância da combinação entre levantamento arquitetônico, escavação, documentação e diferentes áreas de análise arqueológica.
A documentação produzida pelo TMP também passou a ser utilizada em questões relacionadas à conservação da Necrópole de Tebas. O Vale dos Reis está sujeito a diferentes fatores de pressão, entre eles chuvas e enchentes, condições ambientais internas das tumbas e circulação de visitantes.
Os levantamentos realizados no sítio contribuíram para a elaboração de um plano de gestão do Vale dos Reis. O trabalho foi publicado em 2014 no livro The Valley of the Kings: A Site Management Handbook, de Kent R. Weeks e Nigel J. Hetherington. A obra apresenta informações sobre a história do sítio, suas condições físicas, os riscos à preservação, a visitação e a infraestrutura necessária para o gerenciamento da área arqueológica.
Entre os temas discutidos estão o controle da quantidade e da distribuição dos visitantes, a proteção contra enchentes, o monitoramento ambiental, a infraestrutura de visitação, a sinalização, a segurança e as condições internas das tumbas. O plano procura considerar conjuntamente a preservação dos monumentos e o acesso do público ao sítio.
A relação entre documentação e conservação constitui uma das dimensões desenvolvidas pelo projeto ao longo de sua trajetória. Os dados sobre localização, arquitetura e condições físicas dos monumentos podem ser utilizados para identificar problemas e subsidiar decisões relacionadas à preservação do patrimônio.
Ao longo de sua trajetória, o Theban Mapping Project produziu publicações relacionadas aos levantamentos e às pesquisas realizadas na Necrópole de Tebas.
Entre as primeiras está The Berkeley Map of the Theban Necropolis, publicada pela University of California entre 1978 e 1982 em cinco volumes. A série reúne os relatórios das primeiras temporadas de campo e inclui documentação cartográfica relacionada ao Vale dos Reis.
Outro trabalho de destaque é o Atlas of the Valley of the Kings, publicado pela American University in Cairo Press em 2000. A obra reúne plantas, cortes, representações axonométricas e mapas topográficos das tumbas do Vale dos Reis, constituindo uma das principais publicações resultantes dos levantamentos realizados pelo projeto.
A investigação da KV5 também deu origem a uma publicação específica. A primeira edição do relatório foi posteriormente revista e ampliada para incorporar novos resultados das pesquisas realizadas na tumba.
Em 2014, foi publicado The Valley of the Kings: A Site Management Handbook, de Kent R. Weeks e Nigel J. Hetherington. A obra apresenta os resultados de anos de trabalho relacionado ao Vale dos Reis e aborda aspectos históricos, arqueológicos, ambientais, turísticos e administrativos do sítio.
A presença do Theban Mapping Project na internet tornou possível disponibilizar parte da documentação produzida pelo projeto para além do ambiente acadêmico. A plataforma digital reúne informações sobre as tumbas, mapas, plantas, fotografias e referências bibliográficas relacionadas à Necrópole de Tebas.
O desenvolvimento da plataforma também modificou as formas de acesso aos dados produzidos pelo projeto. Informações que anteriormente estavam distribuídas entre relatórios, publicações e arquivos passaram a ser apresentadas em um ambiente digital, permitindo a consulta por pesquisadores e pelo público interessado na arqueologia egípcia.
O site do projeto foi criado originalmente no final da década de 1990 e passou por diferentes períodos de funcionamento e reformulação. Após a interrupção da plataforma original, a American Research Center in Egypt (ARCE) trabalhou com Kent Weeks na recuperação e atualização do projeto digital. Uma nova versão foi relançada no final de 2020, reunindo informações sobre as tumbas do Vale dos Reis, mapas, plantas, referências bibliográficas e imagens.
O uso de tecnologias digitais tornou-se progressivamente integrado às atividades de documentação do projeto. Os levantamentos realizados em campo passaram a ser associados a bancos de dados, modelos tridimensionais e outros recursos de representação dos monumentos.
No Vale dos Reis, os dados obtidos durante os levantamentos foram utilizados para produzir diferentes formas de representação das tumbas. Além das plantas e cortes tradicionais, o projeto desenvolveu modelos tridimensionais e recursos de visualização voltados à representação da organização espacial dos monumentos.
A digitalização também permitiu relacionar diferentes tipos de informação referentes a uma mesma tumba. Mapas, fotografias, dados arquitetônicos, referências bibliográficas e informações históricas passaram a integrar uma mesma estrutura de consulta.
Com a ampliação desses recursos, a plataforma digital deixou de funcionar apenas como meio de divulgação das pesquisas e passou a constituir também uma forma de acesso organizado à documentação arqueológica produzida pelo projeto.
Embora o Vale dos Reis tenha se tornado o principal foco do Theban Mapping Project, as atividades do projeto não se restringem a essa área. Ao longo de sua trajetória, o TMP também produziu documentação sobre outras regiões da Necrópole de Tebas.
Mais recentemente, os recursos digitais associados ao projeto passaram a incluir informações sobre o Vale das Rainhas e os uádis ocidentais. Entre os materiais disponibilizados estão plantas interativas das tumbas, informações históricas e referências bibliográficas.
A ampliação dos conteúdos digitais acompanha a transformação do próprio projeto. A proposta inicial de produzir uma documentação cartográfica abrangente da Necrópole de Tebas foi acompanhada pelo desenvolvimento de publicações, bases de dados, levantamentos voltados à conservação e ferramentas digitais de consulta.
A atuação do Theban Mapping Project contribuiu para a produção e organização sistemática de informações sobre a Necrópole de Tebas. Ao reunir dados provenientes de levantamentos arquitetônicos, registros fotográficos, mapas, publicações e arquivos, o projeto criou uma base documental utilizada em pesquisas sobre o patrimônio arqueológico da região.
O projeto também ampliou as possibilidades de acesso público à documentação arqueológica. A disponibilização de mapas, plantas, fotografias, referências bibliográficas e informações sobre as tumbas permitiu que parte dos resultados das pesquisas fosse consultada fora das publicações especializadas.
A investigação da KV5 constitui um dos exemplos mais conhecidos da trajetória do TMP. O estudo sistemático da tumba levou à identificação de uma estrutura de grandes dimensões e contribuiu para ampliar o conhecimento sobre as sepulturas dos filhos de Ramessés II.
Outra dimensão importante está relacionada ao gerenciamento do Vale dos Reis. Os levantamentos sobre as condições das tumbas e os diferentes fatores de risco contribuíram para a elaboração de propostas voltadas à conservação, à infraestrutura e à organização da visitação.
O Theban Mapping Project permanece associado à American University in Cairo e tem Kent R. Weeks como seu diretor. A documentação produzida ao longo de sua trajetória continua disponível por meio de publicações e de recursos digitais relacionados ao projeto.
A trajetória do TMP reúne diferentes formas de pesquisa e documentação da Necrópole de Tebas. O mapeamento inicial foi acompanhado por levantamentos arquitetônicos, investigação de tumbas, estudos de conservação, elaboração de propostas de gestão e desenvolvimento de ferramentas digitais.
O projeto passou, dessa maneira, de uma proposta centrada na produção de um mapa arqueológico abrangente para uma estrutura de documentação que reúne diferentes tipos de dados sobre os monumentos da Necrópole de Tebas, especialmente os do Vale dos Reis.
O site do projeto disponibiliza resumos sobre a história da exploração dessas áreas, além de um motor de busca que permite ao usuário pesquisar por tipos de decorações, formas arquitetônicas, sarcófagos e outros elementos organizados por governante, dinastia ou período. Há também links para uma bibliografia completa, glossário de termos egiptológicos, e outras fontes de referência. O site inclui seções sobre como se tornar um egiptólogo e opções de doação para o projeto.
A tecnologia usada no site inclui visitas em 3D às tumbas, com áudios explicativos, fotografias e desenhos. O projeto visa melhorar a experiência dos visitantes, embora algumas funcionalidades possam ter dificuldades técnicas, dependendo do navegador e das configurações de software do usuário.