| Thomaz de Mello | |
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Tom, 1939 | |
| Nome completo | Thomaz José de Mello |
| Nascimento | |
| Morte | |
| Nacionalidade | brasileiro português |
| Ocupação | Caricaturista, artista gráfico |
Thomaz José de Mello, de pseudónimo Tom (Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 1906 — Lisboa, 7 de janeiro de 1990), foi um caricaturista e artista gráfico luso-brasileiro.

Filho de pai incógnito e de D. Maria Justina Micaela Tomásia José de Jesus de Bragança e Melo (Socorro, Lisboa, 23 de julho de 1874 – Sanatório do Hospital da Real Beneficência, Petrópolis, Brasil, 1962), filha de D. Tomás José Fletcher de Melo Homem e de D. Maria de Jesus de Bragança, por sua vez filha natural do rei D. Miguel.
Vem para Portugal em 1926 com a companhia de teatro de Leopoldo Fróis. Durante a sua vida explora muitos meios plásticos desde a pintura ao desenho, passando pela banda desenhada, a caricatura, a tapeçaria, o design gráfico, o design de interiores, o design industrial, a cerâmica e outros. Pertence à segunda geração de pintores modernistas portugueses.
A 23 de abril de 1931, casou civilmente em Lisboa com Virgínia Maria Botelho Arruda (Livramento, Ponta Delgada, 1901 — 10 de outubro de 1972), doméstica, filha dos proprietários Francisco Botelho Arruda, natural de Ponta Delgada (freguesia de São Sebastião), e Maria da Conceição Arruda, natural de Lisboa. Por sentença transitada em julgado a 24 de março de 1971, foi decretada a separação judicial de pessoas e bens entre o casal.
Entre 1935 e 1951 participou em todas as Exposições de Arte Moderna do S.P.N./S.N.I., recebendo o Prémio Francisco de Holanda em 1945. Dirigiu, com António Pedro, a Galeria UP, ao Chiado (a primeira galeria comercial de arte de Lisboa, inaugurada em Março de 1933 e ativa até 1936) . A partir de 1937 integrou, juntamente com Carlos Botelho, Bernardo Marques, Fred Kradolfer e José Rocha, a equipa de decoradores do S.P.N. encarregues da realização dos pavilhões de Portugal nas Exposições Internacionais de Paris, 1937, Nova Iorque e S. Francisco, 1939. Em 1937 obteve o Grande Prémio de Decoração e de Artesanato, na Exposição de Artes e Técnicas de Paris.
Colabora com a Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio (cenários e figurinos para o bailado Passatempo, Teatro Nacional de D. Maria II, 1941; etc.).
Em 1948 integra a equipa de artistas decoradores do Museu de Arte Popular, realizando murais no vestíbulo e nas salas de Entre-Douro-e-Minho e Algarve.
Entre as publicações para as quais trabalhou contam-se a Voz, o Diário da Manhã, a revista Panorama (1941-1949) e a Ilustração (revista).
Em 1973 o SNI organizou, no Palácio Foz em Lisboa, uma exposição retrospetiva da sua obra multifacetada de caricaturista, desenhador, pintor, gráfico, decorador e designer