Thoracica

 Nota: Se procura pelo curso d'água romeno, veja Rio Craca.
Como ler uma infocaixa de taxonomiaThoracica
cracas e similares
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Crustacea
Classe: Maxillopoda
Subclasse: Thecostraca
Infraclasse: Cirripedia
Superordem: Thoracica
Darwin, 1854
Ordens
Sessilia: cracas da espécie Semibalanus balanoides no porto de Upernavik, Groenlândia, com cerca de 1 cm de diâmetro.
Pedunculata: percebes da espécie Lepas anserifera.

Thoracica é uma superordem da classe Maxillopoda que agrupa os crustáceos marinhos sésseis ou pedunculados conhecidos pelo nome comum de cracas (ordem Sessilia) e percebes (ordem Pedunculata). O grupo inclui alguns dos organismos mais comuns nas costas rochosas, tais como as espécies Semibalanus balanoides e Chthamalus stellatus. Estes animais quando adultos apresentam um exoesqueleto calcificado composto por várias placas que definem uma forma cónica. As cracas escolhem normalmente substratos rochosos, mas podem fixar-se também a fundos de embarcações (onde causam estragos) ou a outros animais (por exemplo baleias). Por serem animais que formam colónias (durante a fase natante da larva), a sua reprodução é constante. Apresentam seis apêndices bem desenvolvidos, podendo ser sésseis ou pedunculados. A carapaça é fortemente calcificada. O grupo inclui organismos de vida livre e espécies comensais. Cerca de 97% das espécies conhecidas são hermafroditas.

Taxonomia

As modernas taxonomias, nomeadamente a classificação de Martin & Davis, colocam o agrupamento Thoracica como uma superordem dos Cirripedia de que resulta a seguinte classificação até ao nível das famílias:

Superordem Thoracica Darwin, 1854

Uso culinário

Algumas espécies de cracas e de percebes são utilizadas na alimentação humana, servindo de base à confecção de entradas ou entrando na composição de pratos de marisco.

Entre as espécies mais utilizadas está a Megabalanus azoricus, uma craca de grandes dimensões que deve o seu nome específico ao ter sido originalmente descrita com base em espécimes colhidos no arquipélago dos Açores, onde é utilizada na alimentação humana, sendo consumida cozida em água do mar. Posteriormente foi identificada noutros locais como, por exemplo, nos arquipélagos da Madeira e de Cabo Verde. Outra craca com grande consumo é a Austromegabalanus psittacus, originária das costas da região sul e central do Chile.

Várias espécies de percebes das famílias Pollicipedidae e Lepadidae são utilizadas na alimentação humana, sendo em geral aproveitado o pedúnculo carnudo. Os géneros mais utilizados são Pollicipes e Capitulum.

Notas

  1. ↑ Robert D. Barnes (1982). Invertebrate Zoology. Philadelphia, PA: Holt-Saunders International. p. 706. ISBN 0-03-056747-5
  2. ↑ Van Frausum A. (1989) The Thoracica of Belgium. Comptes rendus du symposium "Invertébrés de Belgique", pp. 159–163. Institut Royal des Sciences Naturelles de Belgique, Bruxelas.
  3. ↑ Joel W. Martin & George E. Davis (2001). An Updated Classification of the Recent Crustacea (PDF). [S.l.]: Natural History Museum of Los Angeles County. pp. 132 pp [ligação inativa]
  4. ↑ Benny K. K. Chan (2011). «Pollicipes Leach, 1817». MarBEF Data System. Consultado em 11 de novembro de 2011

Ligações externas

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