| Atletismo | ||||||||||||||||
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| Modalidade | 800 m, maratona | |||||||||||||||
| Nascimento | 3 de dezembro de 1996 (29 anos) Holeta, Etiópia | |||||||||||||||
| Nacionalidade | ||||||||||||||||
| Conquistas | ||||||||||||||||
| Maratona de Berlim | 2022 – 2023 – 2026 | |||||||||||||||
| Maratona de Londres | 2025 | |||||||||||||||
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Tigst Assefa Tessema (Holeta, 3 de dezembro de 1996) é uma fundista etíope, medalhista olímpica e ex-recordista mundial da maratona.
Ex-corredora dos 800 metros, que participou desta prova nos Jogos da Rio 2016 sem conseguir chegar à final, ela mudou para a maratona e em abril de 2022 estreou na distância fazendo 2:34:01 numa maratona na Arábia Saudita. Em setembro do mesmo ano, porém, abaixou sua primeira marca em mais de 18 minutos e venceu a Maratona de Berlim em 2:15:37, recorde de Berlim e recorde nacional etíope, uma vitória e um tempo inesperados já que ela não tinha nenhum resultado expressivo anterior na distância.
Em 2023 disputou novamente a Maratona de Berlim e venceu em 2:11:53, quebrando o recorde mundial e abaixando a antiga marca – 2:14:04 da queniana Brigid Kosgei – em mais de dois minutos.
Esta foi a primeira vez que, apesar de terem grandes fundistas através dos anos, uma etíope quebrou o recorde mundial da maratona. Duas delas delas já foram campeãs olímpicas, Fatuma Roba em Atlanta 1996 e Tiki Gelana em Londres 2012, mas nunca uma delas tinha sido recordista mundial (três homens já o foram). A marca de Assefa é mais rápida que a melhor marca do lendário fundista etíope Abebe Bikila, o primeiro africano a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, bicampeão olímpico desta prova em Roma 1960 e Tóquio 1964 e o primeiro recordista mundial etíope. Seu recorde foi quebrado no ano seguinte pela queniana Ruth Chepngetich, na Maratona de Chicago.
Conquistou o segundo lugar na Maratona de Londres de 2024, em 2:16:23, sendo derrotada pela campeã olímpica Peres Jepchirchir, do Quênia.
Em Paris 2024 ela disputou a maratona olimpica e ficou com a medalha de prata, depois de um duelo até os metros finais com a campeã, a holandesa Sifan Hassan.
Em abril de 2025 venceu a Maratona de Londres em 2:15:50, marca que lhe deu o recorde mundial feminino em prova disputada apenas por mulheres. Em setembro, conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial de Atletismo de 2025, chegando atrás da mesma Jepchirchir que havia lhe derrotado em Londres no ano anterior.
Assefa voltou a participar da Maratona de Berlim em 2026, onde era esperado que quebrasse novamente o recorde mundial. No km 40, cercada por coelhos que a acompanhavam, ela se encontrava mais de 15 segundos abaixo do recorde da queniana Chepng'etich – 2:09:56 – quando uma lesão no tendão de Aquiles a fez diminuir o ritmo e terminar a prova mancando, mesmo assim vencendo em 2:11:04, sua melhor marca pessoal e recorde feminino em Berlim.