Tony Conrad

Tony Conrad
Tony Conrad no festival DeStijl/Freedom From, em Minneapolis–Saint Paul, em outubro de 2003
Informações gerais
Nome completoAnthony Schmalz Conrad
Nascimento7 de março de 1940
Concord, Nova Hampshire, Estados Unidos
Morte9 de abril de 2016 (76 anos)
Cheektowaga [en], Nova Iorque
GênerosMinimalismo, drone
OcupaçãoCompositor, violinista, cineasta, artista visual, professor
InstrumentoViolino
Período em atividade1962–2016
GravadorasCaroline [en], Table of the Elements [en]
AfiliaçõesTheatre of Eternal Music [en], Faust
Página oficialtonyconrad.net

Anthony Schmalz "Tony" Conrad (Concord, 7 de março de 1940 – Cheektowaga [en], 9 de abril de 2016) foi um compositor, violinista, cineasta e artista visual norte-americano. Pioneiro da música drone e do cinema estrutural [en], integrou nos anos 1960 o Theatre of Eternal Music [en], com La Monte Young e John Cale, e realizou o filme The Flicker [en] (1966). Ensinou durante cerca de quatro décadas na Universidade de Buffalo.

Biografia

Conrad nasceu em Concord, no Nova Hampshire, em 1940. Estudou violino por pouco tempo no Conservatório Peabody [en] e licenciou-se em matemática pela Universidade Harvard em 1962. Trabalhou brevemente como programador informático antes de se mudar para Nova Iorque.

Em Nova Iorque tocou violino no Theatre of Eternal Music [en], também conhecido como Dream Syndicate, um grupo de minimalismo baseado em drones do qual faziam parte La Monte Young, Marian Zazeela [en], John Cale e Angus MacLise [en]. No final de 1964 gravou Four Violins, sobrepondo quatro partes de violino. Com Cale e Lou Reed tocou brevemente nos The Primitives, um precursor dos Velvet Underground; Cale e Reed tiraram o nome dos Velvet Underground de um livro encontrado no apartamento de Conrad. Em 1990 Conrad fez piquetes nos concertos de Young em Buffalo, no contexto de uma disputa sobre a autoria das obras do grupo, que Young reivindicava como exclusivamente suas.

Foi através de Jonas Mekas [en], que lhe ofereceu película de 16 milímetros, que Conrad se tornou cineasta. O seu primeiro filme, The Flicker (1966), alterna imagens totalmente pretas e totalmente brancas, produzindo um efeito estroboscópico, e é considerado uma obra fundamental do cinema estrutural. Os Yellow Movies (1973), apresentados como filmes, não usavam película: eram grandes folhas de papel com retângulos de tinta branca que amarelecem com o tempo.

Em 1972 gravou na Alemanha, com o grupo Faust, Outside the Dream Syndicate, editado em 1973 pela Caroline [en]; foi a sua única gravação de estúdio disponível durante cerca de duas décadas. Em 1976 começou a lecionar no departamento de Media Study da Universidade de Buffalo, onde se tornou professor em 1979 e foi nomeado SUNY Distinguished Professor em 2011. Em Buffalo foi um dos fundadores do centro de artes dos media Squeaky Wheel e realizou regularmente programas para a televisão comunitária por cabo, entre eles Studio of the Streets (1990–1993), com gravações de transeuntes na câmara municipal de Buffalo.

Nos anos 1990 a editora Table of the Elements [en] relançou o seu trabalho e reavivou a sua carreira musical. Slapping Pythagoras (1995) foi gravado com músicos do pós-rock de Chicago no estúdio Electrical Audio, com Steve Albini como engenheiro de som e Jim O'Rourke como produtor. A caixa Early Minimalism (Volume One) (1997) reuniu obras interpretadas em 1964 e 1994; nas notas que a acompanham, Conrad descreveu o Theatre of Eternal Music como um coletivo democrático. Colaborou ainda com Charlemagne Palestine [en].

Morreu a 9 de abril de 2016, aos 76 anos, num hospice em Cheektowaga, perto de Buffalo, vítima de cancro da próstata. Em 2018 a retrospetiva Introducing Tony Conrad: A Retrospective, organizada pela Albright-Knox Art Gallery [en], foi apresentada em Buffalo e seguiu para o MIT List Visual Arts Center [en] e o Carpenter Center for the Visual Arts [en], em Cambridge, estando prevista depois a sua passagem pelo Institute of Contemporary Art [en] de Filadélfia.

Discografia selecionada

Notas

Referências

  1. 1 2 «Conrad, Tony». Library of Congress Name Authority File (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  2. 1 2 3 «Tony Conrad». The Film-Makers' Cooperative (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  3. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Geeta Dayal (12 de abril de 2016). «Tony Conrad: 1940–2016». Frieze (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  4. 1 2 3 4 5 6 7 Bert Gambini (11 de abril de 2016). «Groundbreaking artist Tony Conrad dies at 76». UBNow (University at Buffalo) (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  5. 1 2 3 4 «Tony Conrad – Slapping Pythagoras». Table of the Elements (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  6. ↑ Michael Scott Barron (9 de abril de 2016). «Tony Conrad, a Prime Architect of Western Experimental Music, Has Passed». Vice (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  7. 1 2 Patrick Nickleson (26 de abril de 2016). «Tony Conrad (1940-2016): Writing "Minor" History». NewMusicBox (New Music USA) (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  8. 1 2 «Outside the Dream Syndicate». Centre Pompidou (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  9. 1 2 «Introducing Tony Conrad: A Retrospective». UB Art Galleries (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  10. 1 2 Clea Simon (14 de novembro de 2018). «Tony Conrad: An artist of the avant-garde and the everyday». The Harvard Gazette (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  11. 1 2 «Early Minimalism (Volume One)». Centre Pompidou (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  12. ↑ «Tony Conrad, Joan of Arc (1968)». Table of the Elements (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026
  13. ↑ «Tony Conrad – Ten Years Alive On The Infinite Plain». Soundohm (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2026

Ligações externas