Torch Song

 Nota: Este artigo é sobre o filme com Joan Crawford. Para o filme com Alicia Silverstone, veja Torch Song (1993).
Torch Song
Cartaz promocional do filme.
No BrasilSe Eu Soubesse Amar
Se Eu Soubesse Amar…
Estados Unidos
1953 •  cor •  90 min 
Gêneromusical
drama romântico
DireçãoCharles Walters
ProduçãoHenry Berman
Sidney Franklin, Jr.
Produção executivaCharles Schnee
RoteiroJohn Michael Hayes
Jan Lustig
Baseado emWhy Should I Cry?
conto de 1949
de I. A. R. Wylie
ElencoJoan Crawford
MúsicaAdolph Deutsch
CinematografiaRobert H. Planck
Direção de arteCedric Gibbons
E. Preston Ames
Efeitos especiaisWarren Newcombe
FigurinoHelen Rose
EdiçãoAlbert Akst
Companhia produtoraMetro-Goldwyn-Mayer
DistribuiçãoLoew's, Inc.
Lançamento
  • 23 de outubro de 1953 (1953-10-23) (Estados Unidos)
Idiomainglês
OrçamentoUS$ 1.408.000
ReceitaUS$ 1.668.000

Torch Song (bra: Se Eu Soubesse Amar ou Se Eu Soubesse Amar…) é um filme musical estadunidense de 1953, do gênero drama romântico, dirigido por Charles Walters, estrelado por Joan Crawford, e co-estrelado por Michael Wilding. O roteiro de John Michael Hayes e Jan Lustig foi baseado no conto "Why Should I Cry?" (1949), de I. A. R. Wylie.

A produção foi filmada em Technicolor. A voz cantada de Crawford foi dublada por India Adams. Crawford sincronizou seus lábios com a gravação que Adams havia feito originalmente para Cyd Charisse em um número descartado do filme "The Band Wagon" (1953). O filme "That's Entertainment! III" inclui um segmento apresentando os dois números lado a lado, em uma tela dividida.

O filme marcou o retorno de Crawford à MGM depois de sair do estúdio para ingressar na Warner Bros. em 1944. Suas gravações originais para a trilha sonora, que não foram usadas no filme, sobreviveram e foram incluídas em lançamentos de mídias domésticas.

Sinopse

Jenny Stewart (Joan Crawford), uma artista musical da Broadway de renome e perfeccionismo, possui a fama de ser uma mulher difícil e arrogante que não poupa ninguém de suas explosões temperamentais. Ela fica incomodada com o fato de que, nem mesmo Tye Graham (Michael Wilding) – o pianista cego que a acompanha e acredita ser capaz de romper o exterior resistente dela – começa a criticar seus modos de agir.

Elenco

Produção

"Torch Song" foi o primeiro filme colorido de Joan Crawford, após 25 anos de carreira.

O título de produção do filme foi "Why Should I Cry?", o mesmo do conto em que foi baseado. A atriz Ann Sheridan foi escalada para o papel principal, mas abandonou o projeto e foi substituída por Crawford. Fred McLeod Wilcox também havia sido escalado como o diretor, mas foi substituído por Walters.

Recepção

Otis Guernsey Jr., em sua crítica para o New York Herald Tribune, escreveu: "Joan Crawford tem outro de seus papéis de estrela ... ela é vívida e irritável, vulcânica e feminina ... Aqui está Joan Crawford em toda a tela, no comando, apaixonada e em cores, uma verdadeira estrela de cinema no que equivale a um show cuidadosamente produzido de uma mulher".

Para a jornalista e escritora brasileira Dulce Damasceno de Brito, Joan Crawford atua com sua "habitual maestria", mas Marjorie Rambeau lhe "rouba o filme" com sua interpretação. Ela deu ao filme 3/5 estrelas.

Um dos exemplos de dramalhões hollywoodiano, a produção é uma das favoritas entre os fãs de filmes "incrivelmente-ruins-porém-tremendamente-divertidos". Repleto de clichês, diálogos inacreditáveis e maquiagem exagerada, o filme ainda mostra uma sequência polêmica e problemática, com Crawford de blackface, vestindo um figurino extravagante e dançando uma coreografia confusa. Em outra sequência também considerada problemática, a personagem de Crawford finge ser cega para entender melhor a deficiência do personagem de Wilding.

Mesmo com suas cenas preconceituosas, o filme é considerado um ícone camp clássico e uma possível influência na interpretação de Faye Dunaway como Crawford em "Mommie Dearest" (1981).

Bilheteria

De acordo com os registros da Metro-Goldwyn-Mayer, o filme arrecadou US$ 1.135.000 nacionalmente e US$ 533.000 no exterior, totalizando US$ 1.668.000 mundialmente. A produção fez o estúdio perder dinheiro, com um prejuízo de US$ 260.000.

Prêmios e indicações

Ano Cerimônia Categoria Indicado Resultado
1954 Oscar Melhor atriz coadjuvante Marjorie Rambeau Indicado

Referências

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  15. ↑ «26.º Oscar - 1954». CinePlayers. Consultado em 17 de abril de 2023