República de Transquei | |
|---|---|
| Lema: Imbumba yamaNyama (xhosa: A União faz a Força) | |
| Hino: Nkosi sikelel' iAfrika (xhosa: Deus Abençoe a África) | |
| Capital | Umtata (atual Mthatha) 31°00'S 29°00'N |
| Maior cidade | Umtata |
| Língua oficial | Xhosa (oficial), tsuana, inglês, sesoto e africâner (usado nos poderes Executivo e Judiciário) |
| Governo | Democracia parlamentar |
• Chefe | Kaiser Matanzima (1976–1986) Bantu Holomisa (1987–1994) |
| Apartheid | |
• Autonomia | 30 de maio de 1963 |
• Independência nominal | 26 de outubro de 1976 |
• Rompimento de laços diplomáticos | 1978 |
• Dissolução | 27 de abril de 1994 |
| Área | |
| • Total | 43 798 km² km2 |
| População | |
| • Estimativa para 1980 | 2 323 650 hab. |
| Moeda | Rand sul-africano |
Transquei ou Transkei (significando '[área] para além do [rio] Kei'), oficialmente República de Transkei (em xhosa: iRiphabliki yeTranskei), foi, entre 1976 e 1994, um estado não reconhecido localizado na região sudeste da África do Sul, na antiga província do Cabo. Era, juntamente com Ciskei, um bantustão para o povo Xossa. Funcionava como uma democracia parlamentar nominalmente independente. A sua capital era Umtata (renomeada Mthatha, em 2004).
Transkei representou um precedente significativo e um ponto de inflexão histórico na política sul-africana de apartheid e "desenvolvimento separado". Foi o primeiro de quatro territórios declarados independentes na África do Sul. Durante toda a sua existência, permaneceu como um estado de partido único de facto, não reconhecido internacionalmente, diplomaticamente isolado e politicamente instável, que a certa altura rompeu relações com a África do Sul, o único país que o reconhecia como entidade jurídica. Em 1994, foi reintegrado ao seu "vizinho" maior e tornou-se parte da província do Cabo Oriental.
Esse bantustão tornou-se famoso, não só por ser a região de origem de Nelson Mandela, mas também por o seu líder, Kaizer Matanzima, que era sobrinho daquele que foi o primeiro presidente negro da África do Sul, defender uma teoria segundo a qual a independência teria que passar pelos bantustões, em vez de uma África do Sul para todos, pela qual Mandela e o Congresso Nacional Africano lutavam.