| TrensRJ | |
|---|---|
| Razão social | PY13 Participações S.A. |
| Atividade | Transporte ferroviário |
| Fundação | 30 de maio de 2026 (5 meses) (início da operação) |
| Sede | Santo Cristo, Rio de Janeiro |
| Área(s) servida(s) | |
| Proprietário(s) | Nova Via Fundos de Investimentos em Participações Magna Fundo de Investimentos e Participações |
| Presidente | Rodrigo Vieira |
| Serviços | Trens Urbanos do Rio de Janeiro |
| Antecessora(s) | SuperVia |
| Website | trensrj |
TrensRJ é a atual operadora do sistema de Trens Urbanos do Rio de Janeiro, sucedendo a SuperVia. Assumiu integralmente as operações em 30 de maio de 2026, após um período de transição em operação conjunta com a operadora anterior.
Em 10 de fevereiro de 2026, o Governo do Estado do Rio de Janeiro realizou um leilão para um novo operador. O Consórcio Nova Via Mobilidade, único interessado, foi declarado o vencedor da licitação pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). O novo consórcio, composto pelas empresas Nova Via Fundos de Investimentos em Participações Multiestratégia e Magna Fundo de Investimentos e participações Multiestratégia, ambas empresas abertas em janeiro de 2026, irá subcontratar o grupo português Barraqueiro para operacionalizar o serviço dos trens. A empresa portuguesa é a maior operadora privada de transportes em Portugal, com presença também em Angola e no Brasil. No país, atua há mais de 15 anos por meio de concessões de transporte por ônibus nas regiões Norte e Nordeste. Em Portugal, são responsáveis por operar o Metro do Porto, no Porto, o trem suburbano Fertagus e o VLT Metropolitano Sul do Tejo, em Lisboa. Outra empresa subcontratada, responsável pela manutenção, será a brasileira MPE Engenharia, que já teve contratos com o Metropolitano de São Paulo.
O resultado do leilão foi homologado pelo TJRJ no dia 26 de fevereiro, e no dia 05 de março a administração estadual publicou a convocação para assinatura do contrato de permissão, realizada no dia 12 de março. A partir desta data, a SuperVia e a nova operadora atuam em conjunto, em um período de transição, por um prazo de 90 dias.
Após a audiência para homologação do contrato, o vice-presidente de relações institucionais do consórcio, Michel Michalur Filho, afirmou que o consórcio defende a recriação da guarda ferroviária. "A segurança é realmente uma prioridade, trabalhando com o governo estadual, o governo municipal, trazendo, inclusive, a guarda ferroviária. Voltar com essa guarda ferroviária que já existiu é uma ação muito importante."
Na ocasião da assinatura do contrato, o governador Cláudio Castro comentou à imprensa: "A assinatura deste contrato representa um novo capítulo para o sistema ferroviário do Rio de Janeiro. Nosso objetivo é garantir mais eficiência, segurança e qualidade para os milhares de passageiros que utilizam os trens todos os dias. Estamos estruturando um modelo moderno de gestão, com metas de desempenho e investimentos que vão recuperar e fortalecer o sistema ao longo dos próximos anos."
Em 9 de abril de 2026, foi anunciado na imprensa que o sistema de trens urbanos passaria a usar o nome Trens RJ. Dois dias úteis depois, no dia 13 de abril, a Agetransp e a Central Logística, órgãos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, divulgaram que o novo nome seria TrensRJ, sem espaço.
Em maio, uma matéria da BandNews FM Rio de Janeiro mostrou que dois fundos de investimento que compõem o consórcio eram geridos pela Prosper, empresa ligada ao escândalo do Banco Master, que recebeu um aporte de quatro bilhões de reais do RioPrevidência. Com a repercussão do caso, o consórcio anunciou o rompimento com a corretora investigada.
Em junho, foi revelado a escolha de Rodrigo Vieira para a presidência da TrensRJ. Vieira foi secretário de transportes no estado do Rio de 2016 a 2018, na gestão Luiz Fernando Pezão. No mesmo mês, a empresa firmou um contrato com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) no valor de dez milhões de reais. A estatal paulista prevê a prestação de apoio técnico especializado durante a fase pré-operacional da nova concessionária, incluindo análises técnicas, inventário de ativos ferroviários e identificação de possíveis passivos ambientais existentes ao longo da malha ferroviária fluminense.
Trens Urbanos do Rio de Janeiro são um sistema ferroviário de trens suburbanos implantado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, atendendo a 12 dos seus 22 municípios. Possui 270 km de extensão, 8 linhas e 104 estações, com cerca de 312 mil passageiros transportados em média por dia útil, sendo o segundo mais extenso e o quinto mais movimentado sistema metroferroviário em operação no Brasil. Atualmente, é operado pela TrensRJ, que assumiu como permissionária das linhas do sistema por um prazo de 5 anos, substituindo a SuperVia, que operou por 28 anos.
A ViaMobilidade, controlada pela Motiva e responsável pelas Linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda de trens metropolitanos de São Paulo, e pela Linha 5 – Lilás de metrô de São Paulo esclarece que não possui nenhuma relação societária ou operacional com o Consórcio Nova Via Mobilidade, vencedora do leilão para a operação da malha ferroviária da SuperVia (RJ).