| Trichosalpinx | |
|---|---|
| Classificação científica | |
| Espécies | |
107 espécies - ver texto | |
| Sinónimos | |
Tubella Pseudolepanthes |
Trichosalpinx é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae).
O nome vem do grego trichosalpinx que significa trombeta com cabelo, uma referência ao formato e aparência das bainhas que recobrem seus ramicaules.
O gênero Trichosalpinx foi proposto por Carlyle August Luer em Phytologia 54(5): 393-394, em 1983, baseando sua descrição na espécie tipo, a Specklinia ciliaris Lindley, hoje Trichosalpinx ciliaris (Lindley) Luer.
Existem mais de cem espécies de Trichosalpinx espalhadas pela América tropical, do México ao Paraguai. Pelo menos sete têm ocorrência registrada para o Brasil.
São plantas epífitas, habitantes de florestas úmidas, cuja inflorescência brota do ápice dos caules com flores que se abrem em sucessão, podem ser reconhecidas por suas flores que lembram Pleurothallis, mas dos quais se diferenciam por seus caules possuírem bainhas lepantiformes, em regra pubescentes na extremidade. Bainhas lepantiformes são aquelas que, inicialmente justas ao ramicaule, alargam-se em suas extremidades terminando em uma espécie de trombeta com a borda formada por uma anel inclinado, imbricantes com a próxima bainha, e normalmente apresentado veias longitudinais aparentes.
Existem quatro gêneros de Pleurothallidinae que apresentam estas bainhas, a saber: Trichosalpinx, Lepanthes, Lepanthopsis e Draconanthes.
Trichosalpinx diferencia-se de Lepanthes e Draconanthes pela coluna, pois a coluna destes não apresenta pé e Trichosapinx normalmente sim; e de Lepanthopsis através do estigma, neste último tranversalmente bilobulado, o que não ocorre em Trichosalpinx.
O gênero apresenta bastante variedade quanto à morfologia floral, de modo que está dividido em quatro subgêneros: Trichosalpinx, Xenia, Tubela e Pseudolepanthes:
Em 2000, Archila propôs a elevação do subgênero Pseudolepanthes ao status de gênero, do qual fariam parte, além da espécie tipo do suposto gênero, Pseudolepanthes colombiae, recém descrita por ele, as seguintes espécies: T. bricenoensis Luer & R.Escobar, T. calceolaris Luer & R.Escobar, T. decorata Luer & R.Escobar, T. ectopa Luer, T. ramosii Luer, T. silverstonei Luer, T. spathulata Luer, T. uvaria Luer, e T. zunagensis Luer & Hirtz.
Quanto à sua filogenia, em 2001, Mark W.Chase et al., publicaram no American Journal of Botany um estudo preliminar sobre Pleurothallidinae. Segundo os resultados encontrados, este gênero, pertence ao quarto grande clado de gêneros da subtribo, separado das outras Pleurothallis. Entre o terceiro grande grupo, representado dentre outros pelo gênero Acianthera , e o quinto grande grupo, do qual os mais conhecidos representantes são Stelis e Pleurothallis.
A partir desse estudo aprendemos que as relações internas deste grupo, apesar de ainda não completamente esclarecidas pois há algumas espécies divergentes que aqui desconsideramos, vem na seguinte ordem: Em primeiro lugar Zootrophion, seguido por Lepanthopsis e Lepanthes, os dois formando um subgrupo, depois o gênero Frondaria, isolada, então Anathallis e o então Panmorphia, formando outro subgrupo, e finalmente Trichosalpinx.
Segundo os autores, a despeito de grande diversidade morfológica, algumas características fisiológicas na estrutura química e molecular das folhas são compartilhadas pela maiorida desses gêneros.