| Tyondai Braxton | |
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| Informações gerais | |
| Nascimento | 26 de outubro de 1978 (48 anos), Estados Unidos |
| Gêneros | Música eletrónica, rock experimental, música erudita contemporânea |
| Ocupação | Compositor, músico, produtor, professor |
| Instrumentos | Voz, guitarra, eletrónica, sintetizador modular |
| Período em atividade | Década de 1990–presente |
| Gravadoras | Warp, Nonesuch, New Amsterdam Records [en], Erased Tapes [en] |
| Afiliação | Battles |
| Página oficial | tyondaibraxton |
Tyondai Braxton (26 de outubro de 1978) é um compositor e músico de música eletrónica norte-americano. Filho do compositor Anthony Braxton, foi o vocalista e multi-instrumentista da banda de rock experimental Battles desde a sua formação, em 2002, até 2010. A solo, editou Central Market (2009) pela Warp e HIVE1 (2015) e Telekinesis (2022) pela Nonesuch. Desde 2022 é professor de composição na Universidade de Princeton.
Braxton cresceu em Middletown, no Connecticut, onde o pai era professor de música na Universidade Wesleyan. Licenciou-se em composição pela Hartt School [en], da Universidade de Hartford, no Connecticut. Trabalha sob o seu próprio nome e em grupos desde meados da década de 1990. Começou como intérprete a solo, com voz, guitarra e pedais de efeitos, sobrepondo loops de voz e guitarra; o primeiro álbum, History That Has No Effect, saiu em 2002 pela JMZ Records.
No outono de 2002 formou em Nova Iorque, com Ian Williams, John Stanier [en] e Dave Konopka, a banda Battles, na qual era vocalista e multi-instrumentista; a sua voz, processada eletronicamente, tinha sobretudo uma função de textura. O primeiro álbum do grupo, Mirrored [en], foi editado pela Warp em maio de 2007 e foi um sucesso de crítica e comercial.
O segundo álbum a solo, Central Market, foi editado pela Warp em setembro de 2009. Composto, arranjado e produzido por Braxton, conta com a participação da Wordless Music Orchestra, um agrupamento de Brooklyn dirigido por Brad Lubman e especializado em música erudita contemporânea. Braxton considerou exagerada a ênfase que a promoção do disco deu à influência de Igor Stravinsky, embora reconhecesse a marca de O Canto do Rouxinol na peça central, «Platinum Rows». A obra foi depois interpretada por orquestras como a Filarmónica de Los Angeles, a London Sinfonietta e a Orquestra Sinfónica da BBC e a Wordless Music Orchestra, que a apresentou em digressão em 2010.
Em 2010 deixou os Battles para se dedicar ao trabalho próprio; segundo a Warp, tratou-se de uma separação amigável, motivada pelo facto de Braxton não querer fazer digressões. Em 2012 atuou em duo com Philip Glass no festival All Tomorrow's Parties. Escreveu obras por encomenda para o Kronos Quartet, os Bang on a Can All-Stars [en], o Alarm Will Sound [en], os Brooklyn Rider [en] e os Third Coast Percussion [en].
Em março de 2013 estreou na rotunda do Museu Solomon R. Guggenheim, em Nova Iorque, HIVE, uma obra para três percussionistas e dois intérpretes de sintetizadores modulares, com eletrónica fixa e ao vivo; a peça foi depois apresentada na Ópera de Sydney e em vários festivais. Oito das suas peças deram origem a HIVE1 (2015), o primeiro disco de Braxton na Nonesuch. Em 2016 editou o EP digital Oranged Out, com material inicialmente destinado a HIVE1. Em 2017 colaborou com o artista visual Thomas Demand [en] na Bienal de Veneza e participou no álbum homónimo dos Dirty Projectors [en].
Telekinesis, obra para guitarras elétricas, orquestra, coro e eletrónica encomendada pelo Southbank Centre [en] e pelo festival Musica Nova de Helsínquia, estreou-se a 18 de abril de 2018 no Queen Elizabeth Hall [en], em Londres, pela BBC Concert Orchestra [en] e pelos BBC Singers [en], dirigidos por André de Ridder [en]. Tem como guia temático o manga Akira. A primeira gravação, com o Metropolis Ensemble, o Brooklyn Youth Chorus e o coro The Crossing [en], foi editada a 11 de novembro de 2022 pela New Amsterdam e pela Nonesuch.
Em 2022 foi nomeado professor auxiliar de composição na Universidade de Princeton. Em agosto de 2026 editou pela Erased Tapes [en] Splayed Werks, um álbum de quinze composições eletrónicas e eletroacústicas.