Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Coordenadas: 5° 50' 20.295" S 35° 12' 3.4848" O

Universidade Federal do Rio Grande do Norte
SiglaUFRN
LemaAccipit ut det
"Receber para dar"
Fundação25 de junho de 1958 (68 anos)
TipoPública
Mantenedora Ministério da Educação
AfiliaçõesCRUB, RENEX
Orçamento anualR$ 2,57 bilhões (2026)
Funcionários técnico-administrativos2.877
Reitor(a)José Daniel Diniz Melo
Vice-reitor(a)Henio Ferreira de Miranda
Docentes2.189
Estudantes43.000
LocalizaçãoNatal, Rio Grande do Norte, Brasil
Cores     Azul-escuro
     Azul-claro
Página oficialwww.ufrn.br
Centro de Biociências

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é uma instituição de ensino superior pública brasileira, sob a forma de autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), com sede na cidade de Natal, no Estado do Rio Grande do Norte.

Criada em 1958 e oriunda da Universidade do Rio Grande do Norte, a UFRN é o principal centro universitário do Estado e possui cinco campi: Natal (Campus Central, onde concentra toda sua estrutura administrativa numa área de 123 hectares), Macaíba (através da Escola Agrícola de Jundiaí - EAJ), Santa Cruz (através da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairí - FACISA), Caicó (através do Centro de Ensino Superior do Seridó - CERES) e Currais Novos (através da Faculdade de Engenharia, Letras e Ciências Sociais do Seridó - FELCS).

Além da graduação, a UFRN mantém diversos programas de pós-graduação (stricto e lato sensu), projetos de pesquisa e extensão, bem como inúmeros polos de Educação à Distância (EAD), educação infantil, ensino técnico e três hospitais universitários (Onofre Lopes, Januário Cicco e Ana Bezerra). Devido a sua longa tradição e pioneirismo nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, a instituição sempre se mantém nas primeiras posições entre as instituições mais bem avaliadas das regiões Norte e Nordeste (IGC/INEP), o que lhe confere um dos maiores orçamentos entre as universidades públicas do país.

Estruturalmente, a instituição é composta pela Reitoria, diversas pró-reitorias, secretarias, superintendências e diretorias, além de 08 (oito) Centros Acadêmicos (que congregam os departamentos e coordenações nas áreas de ciências humanas, sociais, exatas, biológicas, saúde, educação e tecnologias), unidades suplementares (como os Museus Câmara Cascudo e do Seridó e os institutos Metrópole Digital, do Cérebro, Internacional de Física e Medicina Tropical) e unidades acadêmicas especializadas (como as escolas de Música e Ciências e Tecnologia).

História

Campus Central da UFRN em construção

Originou-se da Universidade do Rio Grande do Norte, criada a 25 de junho de 1958, através de lei estadual, e federalizada a 18 de dezembro de 1960. A Universidade do Rio Grande do Norte, instalada em sessão solene realizada no Teatro Alberto Maranhão, a 21 de março de 1959, foi formada a partir de faculdades e escolas de nível superior já existentes em Natal, como a Faculdade de Farmácia e Odontologia, a Faculdade de Direito de Natal, a Faculdade de Medicina de Natal e a Escola de Engenharia, dentre outras.

A partir de 1968, com a reforma universitária, a UFRN passou por um processo de reorganização que marcou o fim das faculdades e a consolidação da atual estrutura, ou seja, o agrupamento de diversos departamentos que, dependendo da natureza dos cursos e disciplinas, organizaram-se em Centros Acadêmicos.

Nos anos 70, teve início a construção do Campus Central, numa área de 123 hectares. O campus abriga atualmente um arrojado complexo arquitetônico, circundado por um anel viário que o integra à malha urbana da cidade de Natal.

Campus Central da UFRN

A estrutura da UFRN foi modificada, novamente, por meio de um Decreto de 1974 (N° 74.211), constituindo-se, também, a partir de então do Conselho Universitário(CONSUNI), Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), Conselho de Curadores (CONCURA) e Reitoria.

Uma reforma do Estatuto da UFRN, concluída em 1996, estabeleceu a estrutura em vigor hoje na Universidade, acrescentando-se aos conselhos existentes o Conselho de Administração (CONSAD) e criando, na estrutura acadêmica, as Unidades Acadêmicas Especializadas e os Núcleos de Estudos Interdisciplinares.

Além dos diversos setores de aulas, laboratórios e bibliotecas, o Campus Central possui um Centro de Convivência com restaurante, agências bancárias, livrarias, galeria de arte e agência dos correios. No prédio da Reitoria funcionam o Gabinete do Reitor, as Pró-Reitorias e todos os setores da Administração Central.

Os grandes eventos da UFRN geralmente acontecem na Praça Cívica, projetada na forma de um grande anfiteatro ao ar livre, onde também acontecem grandes espetáculos. Para eventos e práticas esportivas, o campus conta com um Parque Poliesportivo, com ginásio olímpico, campo de futebol, pista de atletismo e piscinas olímpicas.

Atualmente, a UFRN oferece, entre cursos de graduação e pós-graduação, mais de 200 oportunidades de capacitação. Sua comunidade acadêmica é formada por mais de 43.000 estudantes e cerca de 5.500 servidores, entre técnico-administrativos e docentes efetivos, além dos professores substitutos e visitantes.

Estrutura

Mapa do Rio Grande do Norte na sede da Reitoria

Na década de 1970, teve início a construção do Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no bairro de Lagoa Nova, em Natal, numa área de aproximadamente 123 hectares. O campus concentra grande parte das atividades acadêmicas e administrativas da instituição e é circundado por um anel viário integrado à malha urbana da capital.

Além de salas de aula, laboratórios e bibliotecas, o Campus Central abriga a Reitoria, equipamentos esportivos, espaços culturais e de convivência e diferentes unidades acadêmicas. No edifício da Reitoria concentram-se o Gabinete do Reitor, as pró-reitorias e setores da administração central.

A UFRN mantém campi em Natal, Caicó, Currais Novos, Macaíba e Santa Cruz. Em Caicó funciona o Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES); Currais Novos abriga a Faculdade de Engenharia, Letras e Ciências Sociais do Seridó (FELCS); em Macaíba está localizada a Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ); e Santa Cruz é sede da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (FACISA).

A estrutura acadêmica compreende oito centros: o Centro de Biociências (CB), o Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET), o Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), o Centro de Ciências da Saúde (CCS), o Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), o Centro de Educação (CE), o Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES) e o Centro de Tecnologia (CT).

A universidade possui ainda escolas, faculdades e institutos especializados, entre os quais a Escola de Ciências e Tecnologia (ECT), a Escola de Música, a Escola de Saúde, a Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM), o Instituto Ágora de Línguas, Literaturas e Culturas Estrangeiras Modernas, o Instituto do Cérebro (ICe), o Instituto do Envelhecer (IEN), o Instituto Humanitas, o Instituto Internacional de Física (IIF), o Instituto de Medicina Tropical (IMT), o Instituto Metrópole Digital (IMD), o Instituto de Políticas Públicas (IPP) e o Instituto de Química (IQ).

Na área da saúde, integram a estrutura da universidade o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) e a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), ambos em Natal, e o Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB), em Santa Cruz. Os três hospitais integram o Sistema Único de Saúde (SUS) e são administrados, desde 2013, pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), desenvolvendo atividades de assistência, ensino, pesquisa e extensão.

Pesquisa, inovação e serviços à sociedade

A UFRN mantém estruturas de pesquisa especializadas em diferentes áreas do conhecimento. No campo da sismologia, o Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis), vinculado ao Departamento de Geofísica do CCET, desenvolve atividades desde a década de 1970. O laboratório atua no monitoramento da atividade sísmica, na pesquisa sobre a estrutura e evolução da Terra e na formação de recursos humanos, além de prestar apoio técnico a autoridades e populações afetadas por eventos sísmicos. Mantém estações de monitoramento em todos os estados da região Nordeste.

Na área de tecnologia da informação e empreendedorismo, o Instituto Metrópole Digital abriga o Metrópole Parque, parque tecnológico voltado à integração entre universidade, empresas e iniciativas de inovação. Ao final de 2025, o parque reunia 184 empresas associadas, das quais 162 eram empresas de tecnologia da informação credenciadas, e contabilizava mais de 3 450 postos de trabalho ativos.

A política institucional de inovação e propriedade intelectual é coordenada pela Agência de Inovação da UFRN (AGIR). Ao final de 2025, a universidade contabilizava 934 ativos de propriedade intelectual, distribuídos entre 405 patentes, 448 programas de computador e 81 marcas. No mesmo período, o número acumulado de patentes concedidas chegou a 105.

Avaliações acadêmicas e rankings

A qualidade dos cursos e programas da UFRN é aferida por diferentes sistemas nacionais de avaliação, entre eles os indicadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para a graduação e a avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a pós-graduação. A universidade também figura em classificações universitárias nacionais e internacionais, elaboradas a partir de metodologias e indicadores distintos.

Graduação e avaliação institucional

A UFRN alcançou pela primeira vez o conceito máximo, 5, no Índice Geral de Cursos (IGC) e manteve a nota máxima na avaliação divulgada em 2025. Com o resultado, passou a figurar entre as vinte universidades federais com melhor desempenho no indicador e na terceira posição entre as instituições das regiões Norte e Nordeste.

No Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2023, 84% dos cursos da UFRN avaliados naquele ciclo receberam conceitos 4 ou 5. Nas avaliações in loco conduzidas pelo Inep e concluídas em 2025, quinze cursos da universidade foram avaliados: doze, correspondentes a 80% do total, receberam conceito 5, enquanto três obtiveram conceito 4.

Pós-graduação

Na Avaliação Quadrienal da Capes referente ao período de 2021–2024, quatro programas de pós-graduação da UFRN alcançaram conceito 7, a nota máxima da avaliação: Ciência e Engenharia de Materiais, Ecologia, Psicobiologia e Ciências da Saúde.

O Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais foi o primeiro da instituição a alcançar a nota máxima. Na avaliação do quadriênio 2021–2024, Ecologia manteve o conceito 7 e Psicobiologia passou a integrar o grupo de programas com a avaliação máxima. Em maio de 2026, após a análise de pedido de reconsideração apresentado pela universidade, o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde também recebeu conceito 7, elevando para quatro o número de programas da instituição com a avaliação máxima.

Rankings nacionais

No Ranking Universitário Folha (RUF) de 2025, que avaliou 204 universidades brasileiras a partir de indicadores de pesquisa, ensino, mercado de trabalho, inovação e internacionalização, a UFRN ficou na 17.ª posição nacional e na terceira entre as instituições das regiões Norte e Nordeste. Entre os indicadores específicos do levantamento, alcançou a sexta posição nacional em inovação e a nona em internacionalização.

Rankings internacionais

Na edição de 2026 do Center for World University Rankings (CWUR), a UFRN ocupou a 959.ª posição mundial entre 21 291 instituições analisadas, correspondendo ao grupo dos 4,6% mais bem classificados no levantamento. A instituição ficou na 15.ª posição entre as brasileiras e na 26.ª entre as universidades da América Latina e do Caribe; no indicador específico de pesquisa, ocupou a 919.ª posição mundial.

No Times Higher Education World University Rankings de 2026, a UFRN foi classificada na faixa 1501+ mundial. Nos levantamentos por áreas do conhecimento da mesma edição, ficou na faixa 501–600 em Psicologia; 601–800 em Artes e Humanidades e em Educação; 801–1000 em Ciências da Vida e Ciências Sociais; e 1001–1250 em Ciências Físicas.

No Times Higher Education Latin America University Rankings de 2026, a universidade ficou empatada na 39.ª posição entre as instituições latino-americanas e ocupou a 23.ª posição entre as universidades brasileiras presentes na classificação.

No QS World University Rankings de 2026, a UFRN foi classificada na faixa 1401+ mundial.

CERES

Escola Multicampi de Ciências Médicas da UFRN, Campus Caicó.

O Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte é formado pelos campi universitários de Caicó e Currais Novos. Sua estrutura acadêmica é formada por oito Departamentos que oferecem treze cursos de graduação presenciais e dois cursos de mestrado - Mestrado Profissional em Letras – PROFLETRAS e o Mestrado Profissional em Geografia - GEOPROF.

Em Caicó, os Departamentos acadêmicos são: Departamento de Direito, Departamento de Educação, Departamento de História, Departamento de Geografia, Departamento de Ciências Exatas e Aplicadas e o Departamento de Computação e Tecnologia. Já em Currais Novos, funcionam o Departamento de Ciências Sociais e Humanas e o Departamento de Letras.

Os cursos de graduação na modalidade presencial são: em Caicó, as licenciaturas em Geografia, História, Matemática e Pedagogia, e em Currais Novos Letras/Espanhol e Letras Português/Literatura. No âmbito do bacharelado temos 07 cursos, dos quais 05 funcionam em Caicó: Ciências Contábeis, Direito, Geografia, História e Sistemas de Informação e 02 funcionam em Currais Novos: Administração e Turismo.

O CERES também possui polos de apoio da Secretaria de Educação à Distância (SEDIS) que oferecem cursos na modalidade a distância. São 17 cursos de graduação, dos quais 08 funcionam em Caicó e 09 funcionam em Currais Novos. Assim, no campus de Caicó, estão as licenciaturas em Ciências Biológicas, Educação Física, Geografia, Letras, Pedagogia e Química, e os bacharelados em Administração e Tecnólogo em Gestão Pública. No campus de Currais Novos, estão as licenciaturas em Ciências Biológicas, Educação Física, Física, Letras, Matemática, Pedagogia e Química e os bacharelados em Administração Pública e Tecnólogo em Gestão Pública.

EMCM

A Escola Multicampi de Ciências Médicas do Rio Grande do Norte localizada em Caicó, tem como missão promover a formação médica de excelência na região do Seridó, apoiada no compromisso social de contribuir para a inovação dos serviços de saúde e a melhoria progressiva da qualidade de vida da população. Propõe-se a formar médicos inseridos na rede de saúde do interior do RN, com vinculação à realidade social e de saúde da população, capazes de aliar qualificada formação técnico-científica com atitudes ético-humanísticas que os possibilitem trabalhar em equipe e impactar positivamente na realidade vigente. O curso busca formar profissionais adequados para atuar efetivamente no mercado de trabalho, particularmente no contexto rural e fora dos grandes centros urbanos, valorizando as necessidades de saúde da nossa população e seus valores éticos e culturais.

Instituto Internacional de Neurociência

Idealizado pelo neurocientista Miguel Nicolelis e inspirado na figura icônica e inovadora de Santos Dumont, o pai da aviação, foi criado o Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont, conhecido como Instituto Santos Dumont (ISD). Seus voos são guiados pela inovação e responsabilidade social, com foco na região Nordeste do Brasil. As rotas traçadas pelo ISD são norteadas pelas áreas de educação, saúde materno-infantil e da pessoa com deficiência, neurociências e neuroengenharia. O Instituto Santos Dumont é administrado por um Diretor-Geral, um Diretor Administrativo e dois Gerentes de unidades e possui um Conselho de Administração (CA), que é o órgão de deliberação superior do ISD. Seus membros são representantes do Poder Público, da sociedade civil e dos associados do Instituto. A atividade de conselheiro não é remunerada e consiste em reuniões periódicas para deliberar e aprovar assuntos relativos ao ISD. Saiba mais sobre os Diretores e membros do Conselho de Administração do Instituto Santos Dumont AQUI.

O decreto presidencial de 27 de fevereiro de 2014 qualificou o ISD como Organização Social. Esse formato de parceria entre os setores público e privado, possibilita que uma empresa sem fins lucrativos receba recursos do Estado para realizar serviços de interesse público. Atualmente, o ISD desenvolve suas atividades por meio de um Contrato de Gestão firmado com o Ministério da Educação (MEC).

O Instituto Internacional de Neurociência em parceria com a UFRN também foi a primeira e até agora única instituição brasileira a oferecer pós-graduação na área de Neuroengenharia. O mestrado do IIN-ELS é gratuito, possui a duração de 24 meses e tem a Engenharia Biomédica como área de concentração. Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano.

Escola Agrícola de Jundiaí

A Escola Agrícola de Jundiaí foi criada pela lei Nº 202 de dezembro de 1949, como "Escola Prática de Agricultura", com localização na antiga Fazenda Jundiaí, distante 3 km da sede do município de Macaíba, e a 25 km de Natal, capital do Rio Grande do Norte.

A Escola Prática de Agricultura foi transformada em "Escola Agrotécnica de Jundiaí", pelo convênio firmado entre o estado do Rio Grande do Norte e o Ministério da Agricultura, em 9 de abril de 1954, ficando subordinada à Direção de Ensino Agrícola e Veterinário daquele Ministério.

Por força do Decreto Nº 61.162, de 16 de agosto de 1967, foi incorporada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, passando posteriormente à denominação de Colégio Agrícola de Jundiaí – CAJ.

A transferência da Escola para a UFRN visava, entre outros objetivos, a implantação do Curso de Agronomia em sua base física, o que não veio a acontecer.

Com a Resolução Nº 006/2002 – CONSUNI, de 16 de agosto de 2002, que aprovou modificações e alterações no Regimento Geral da UFRN, a Unidade recebe a atual denominação de Escola Agrícola de Jundiaí.

Em 19 de dezembro de 2007, através da Resolução Nº 11/2007 – CONSUNI, a Escola Agrícola de Jundiaí passou da condição de Órgão Suplementar para Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias, integrada à estrutura acadêmica e administrativa da UFRN.

É definida nos termos do Art. 9º do Estatuto da UFRN, como unidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão em Ciências Agrárias, e visa a integração entre as suas várias sub-áreas de conhecimento mediante aperfeiçoamento do ensino prestado, o que requer estruturação de bases e grupos e pesquisas voltados especialmente ao desenvolvimento tecnológico das cadeias produtivas agroalimentares e agroindustriais.

A intenção expressa no Art. 2º da sobredita Resolução é a de que a Unidade Acadêmica venha a tornar-se a médio e longo prazo em Centro de Excelência em Ciências Agrárias, o que requer a implantação de novos cursos de formação tecnológica em níveis médio, de graduação e de pós-graduação na mesma área de conhecimento.

Processo seletivo

O ingresso nos cursos de graduação da UFRN era feito, até 2012, por meio do vestibular. Ele consistia em provas discursivas e objetivas das disciplinas obrigatórias do ensino médio, segundo o MEC, e realizado em 3 dias. No que se refere aos cadernos com questões objetivas, o primeiro dia era destinado às provas de Matemática, Física, Química, Biologia e Língua Estrangeira (Inglês,espanhol e Francês) com 12 questões objetivas com quatro alternativas. No segundo dia existia uma prova de Português e Literatura com 20 questões objetivas, provas de História e Geografia com 12 objetivas cada e uma redação. No último dia existiam as provas com questões discursivas (4 em cada) que dependem da escolha da área do curso em que se presta o vestibular. Eram elas:

A partir do semestre 2014.1 a entrada nos cursos de graduação é feita, exclusivamente, através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) o qual utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio para selecionar os ingressantes.

Argumento de Inclusão

Desde o vestibular de 2006, a UFRN usa um sistema de bonificação chamado "Argumento de Inclusão" para ajudar alunos provenientes de escola pública a passarem no vestibular. Até então, o bônus variava de percentual, sendo sempre maior nos cursos onde ingressavam menos alunos da rede pública e ia de zero a 7%. Entretanto, a partir do vestibular 2010, o bônus foi padronizado em 10% para todos os cursos.

Para os seus defensores, o Argumento de Inclusão é uma forma de equilibrar melhor as oportunidades entre os alunos de escola públicas e particulares e só beneficia os melhores estudantes, visto a disparidade de ensino entre escolas públicas e particulares.

Entretanto, muitos criticam a bonificação, pois ela tira de muitos estudantes que tiraram notas suficientes a oportunidade de passar no vestibular, sejam eles provenientes de escola particular, sejam eles provenientes de escola pública que não foram beneficiados pelo sistema de Argumento de Inclusão. Para se ter uma ideia do poder do argumento: mesmo que um aluno da rede privada, acertasse a prova inteira, todas as questões da primeira e segunda fase, ainda assim esse aluno não seria o primeiro lugar. No vestibular 2010 de medicina, um candidato que conquistou as melhores notas no vestibular terminou na nona colocação por ser aluno da rede privada.

Mas o rendimento acadêmico dos alunos que ingressaram com ajuda do Argumento de Inclusão tem um rendimento escolar acima dos que não se beneficiam dele.

Em 2006, o Argumento de Inclusão chegou a ser questionado pelo Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte que entrou com uma ação civil pública por tratar de maneira diferenciada estudantes do ensino público do Rio Grande do Norte em detrimento dos de estudantes de escolas públicas de outros estados que iriam fazer o vestibular da UFRN.

Lista de Reitores

  1. Onofre Lopes da Silva (1959 - 1971)
  2. Genário Alves da Fonsêca (1971 - 1975)
  3. Domingos Gomes de Lima (1975 - 1979)
  4. Diógenes da Cunha Lima Filho (1979 - 1983)
  5. Genibaldo Barros (1983 a 1987)
  6. Daladier Pessoa Cunha Lima (1987 a 1991)
  7. Geraldo Queiroz (1991 a 1995)
  8. José Ivonildo do Rêgo (1995 - 1999)
  9. Otom Anselmo de Oliveira (1999 - 2003)
  10. José Ivonildo do Rêgo (2003 - 2007)
  11. José Ivonildo do Rêgo (2007 - 2011)
  12. Ângela Maria Paiva Cruz (2011 - 2015)
  13. Ângela Maria Paiva Cruz (2015 - 2019)
  14. José Daniel Diniz Melo (2019 - 2023)
  15. José Daniel Diniz Melo (2023 - 2027)

Periódicos científicos

A UFRN editora os seguintes periódicos científicos:

Alunos notáveis

  1. Fátima Bezerra - Pedagogia
  2. Wilma de Faria - Ciências Sociais
  3. Fernando Bezerra - Engenharia Civil
  4. Robinson Faria - Direito
  5. Iberê Ferreira - Direito
  6. Garibaldi Alves Filho - Direito
  7. Rosalba Rosado - Medicina
  8. José Augusto Delgado - Direito
  9. Micarla de Sousa - Jornalismo
  10. Natália Bonavides - Direito
  11. Alan Severiano - Jornalismo
  12. Giovanni Begossi - Direito
  13. Gurgel de Faria - Direito
  14. Alice Carvalho - Artes Visuais

Galeria

Ver também

Referências

  1. ↑
  2. ↑
  3. 1 2
  4. ↑
  5. ↑ Tribuna do Norte - MEC aponta UFRN como melhor do Nordeste
  6. ↑ BG - UFRN é a melhor do Norte/Nordeste pelo segundo ano consecutivo
  7. 1 2 «Sobre a UFRN». Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Consultado em 22 de setembro de 2026
  8. ↑ «Campi». Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Consultado em 22 de setembro de 2026
  9. 1 2 «Unidades institucionais». Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Consultado em 22 de setembro de 2026
  10. ↑ «Unidades institucionais». Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Consultado em 22 de setembro de 2026
  11. ↑ «Apresentação». Laboratório Sismológico da UFRN. Consultado em 22 de setembro de 2026
  12. ↑ «Metrópole Parque fecha 2025 com expansão do ecossistema e geração de empregos». Instituto Metrópole Digital. 23 de dezembro de 2025. Consultado em 22 de setembro de 2026
  13. 1 2 3 4 «Relatório de Gestão 2025» (PDF). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2026. Consultado em 22 de setembro de 2026
  14. 1 2 «UFRN conquista excelência em mais um programa de pós-graduação». Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 28 de maio de 2026. Consultado em 22 de setembro de 2026
  15. ↑ «UFRN avança na excelência acadêmica da pós-graduação». Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 13 de janeiro de 2026. Consultado em 22 de setembro de 2026
  16. ↑ «RN tem quatro universidades em ranking da Folha; UFRN é 3ª melhor do Nordeste». Saiba Mais. 10 de novembro de 2025. Consultado em 22 de setembro de 2026
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  24. ↑ Paz, Líria (18 de setembro de 2020). «ECT tem artigo disponibilizado como preprint da revista médica The Lancet». ect.ufrn.br. Consultado em 18 de setembro de 2020

Ligações externas

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