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| Sigla | UNILAB |
|---|---|
| Fundação | 20 de julho de 2010 (16 anos) |
| Tipo | Pública Federal |
| Mantenedora | |
| Funcionários técnico-administrativos | 622 |
| Reitor(a) | Roque do Nascimento Albuquerque |
| Vice-reitor(a) | Eliane Gonçalves da Costa |
| Docentes | 277 |
| Estudantes | 6.733 |
| Localização | Redenção, Ceará
Acarape, Ceará, Baturité, Ceará São Francisco do Conde, Bahia |
| Cores | Amarelo Vermelho |
| Página oficial | www |
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A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) é uma universidade pública federal brasileira, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), criada pela Lei nº 12.289, de 20 de julho de 2010. Sediada em Redenção, no estado do Ceará, integra a rede federal de ensino superior e foi concebida com a finalidade de promover a cooperação acadêmica, científica, cultural e institucional entre o Brasil e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com ênfase nos países africanos de língua oficial portuguesa e em Timor-Leste.
A universidade desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão em unidades localizadas nos estados do Ceará e da Bahia. Sua estrutura é composta pelos campi da Liberdade e das Auroras, em Redenção; pela Unidade Acadêmica dos Palmares, em Acarape; pelo Campus dos Malês, em São Francisco do Conde, e pelo Campus de Baturité. A instituição oferece cursos de graduação e de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento e reúne estudantes, docentes e pesquisadores brasileiros e estrangeiros.
A UNILAB distingue-se das demais universidades federais brasileiras por sua vocação para a integração internacional no âmbito da lusofonia. Desde o início de suas atividades acadêmicas, desenvolve ações de cooperação com instituições de ensino e pesquisa dos países da CPLP, promovendo a formação de recursos humanos, o intercâmbio científico e cultural e a produção conjunta de conhecimento.
O projeto de lei de sua criação foi enviado ao Congresso Nacional brasileiro em 20 de agosto de 2008. A Comissão de Implantação da Unilab foi empossada pelo Ministro da Educação Fernando Haddad em 14 de outubro de 2008, presidida pelo Professor Paulo Speller, ex-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Durante esse período foram realizadas incansáveis reuniões, debates e parcerias importantes, tanto no Brasil como no exterior, pelos membros da comissão. Além disso, foram analisadas propostas e diretrizes elaboradas por entidades vinculadas ao desenvolvimento da educação superior no mundo. Foram privilegiados temas propícios ao intercâmbio de conhecimentos na perspectiva da cooperação solidária, além de sua aderência às demandas nacionais, relevância e impacto em políticas de desenvolvimento econômico e social.
A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou em 13 de março de 2009 o Projeto de Lei 3891/08, do Executivo, criando a Unilab, com o objetivo de formar recursos humanos para desenvolver a integração entre o Brasil e os demais países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), especialmente os africanos.
Em 26 de novembro de 2014, a UNILAB inaugurou os blocos acadêmicos do Campus das Auroras.

Em 12 de maio de 2014 a UNILAB inaugurou o primeiro campus fora da sede. O Campus do Malês localizado em São Francisco do Conde, na Bahia.
Em 20 de junho de 2024, foi feito o anúncio do novo campus da Unilab em Baturité. A aula magna do curso de Medicina de Baturité, vinculado ao Instituto de Ciências da Saúde (ICS), ocorreu em 30 de agosto de 2024 e contou com a presença do Governador do Estado e o Ministro da Educação.

| Período | Nome | Filiação | Forma de eleição |
|---|---|---|---|
| 2010 — 2013 | Paulo Speller | Instituto de Humanidades e Letras | Pro tempore |
| 2013 — 2014 | Nilma Lino Gomes | Instituto de Humanidades e Letras | Pro tempore |
| 2015 — 2017 | Tomaz Aroldo da Mota Santos | Instituto de Ciências Exatas e da Natureza | Pro tempore |
| 2017 — 2018 | Anastácio de Queiroz Sousa | Instituto de Ciências da Saúde | Pro tempore |
| 2018 —2020 | Alexandre Cunha Costa | Instituto de Engenharias e Desenvolvimento Sustentável | Pro tempore |
| 2020-2021 | Roque do Nascimento Albuquerque | Instituto de Linguagens e Literaturas |
Pro tempore |
| 2021-2025 | Roque do Nascimento Albuquerque | Instituto de Linguagens e Literaturas | Eleição |
| 2025 - 2029 | Roque do Nascimento Albuquerque | Instituto de Linguagens e Literaturas | Eleição |
| Período | Nome | Filiação | Forma de eleição |
|---|---|---|---|
| 2010 — 2013 | Maria Elias Soares | Instituto de Humanidades e Letras | Pro tempore |
| 2013 — 2014 | Fernando Afonso Ferreira Junior | Instituto de Humanidades e Letras | Pro tempore |
| 2015 — 2017 | Aristeu Rosendo Pontes Lima | Instituto de Ciências Exatas e da Natureza | Pro tempore |
| 2017 — 2018 | Lorita Marlena Freitag Pagliuca | Instituto de Ciências da Saúde | Pro tempore |
| 2018 —2020 | Andrea Gomes Linard | Instituto de Ciências da Saúde | Pro tempore |
| 2020-2021 | Cláudia Ramos Carioca | Instituto de Linguagens e Literaturas |
Pro tempore |
| 2021 - 2025 | Cláudia Ramos Carioca | Instituto de Linguagens e Literaturas | Eleição |
| 2025 - 2029 | Eliane Gonçalves da Costa | Instituto de Humanidades e Letras | Eleição |
A fase inicial da UNILAB foi marcada pela estruturação física e pedagógica de seu modelo internacional de ensino, liderada por reitores nomeados pelo Ministério da Educação.
O primeiro reitor pro tempore da instituição foi o cientista político e psicólogo Paulo Speller, que esteve à frente da gestão entre 2010 e 2013. Antes de assumir a reitoria, Speller presidiu a comissão de implantação da universidade, vinculada à Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC), sendo responsável pelas primeiras audiências públicas com as comunidades do Maciço de Baturité para debater o projeto da instituição. Durante sua administração, foram inaugurados os primeiros cursos de graduação (como Agronomia, Enfermagem, Engenharia de Energias e Administração Pública) e recebidas as primeiras turmas de estudantes vindos de países parceiros da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Após deixar a UNILAB, Speller assumiu o cargo de Secretário de Educação Superior do MEC e, posteriormente, tornou-se o primeiro brasileiro a ocupar o cargo de secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).
Na sequência, a professora, pedagoga e antropóloga Nilma Lino Gomes assumiu a reitoria pro tempore entre 2013 e 2014. Sua nomeação representou um marco histórico para o ensino superior brasileiro, tornando-a a primeira mulher negra a comandar uma universidade federal no país. Durante sua gestão, Nilma aprofundou as políticas de ações afirmativas e a identidade institucional voltada à integração com os países africanos. Ela deixou o cargo no final de 2014 ao ser convidada pela Presidência da República para assumir a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e, posteriormente, o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.
Com a saída de Nilma Lino Gomes, o professor e bioquímico Tomaz Aroldo da Mota Santos exerceu o cargo de reitor pro tempore entre 2015 e 2016. Ex-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Tomaz Aroldo concentrou seus esforços na consolidação acadêmica da instituição, impulsionando a criação dos primeiros programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados) e gerenciando a expansão da infraestrutura física dos blocos didáticos tanto no Ceará quanto no Campus dos Malês, na Bahia.
Entre 2017 e 2018, a direção da universidade ficou a cargo do médico infectologista e professor Anastácio de Queiroz Sousa. Cedido pela Universidade Federal do Ceará (UFC), sua gestão priorizou a articulação institucional junto ao Ministério da Educação para a garantia de recursos orçamentários, além do fortalecimento das políticas de assistência estudantil e moradia para os estudantes nacionais e internacionais, fundamentais para a permanência dos alunos no Maciço de Baturité.
O último reitor pro tempore antes da consolidação do processo eleitoral foi o engenheiro e professor da própria instituição, Alexandre Cunha Costa, que administrou a UNILAB entre 2018 e 2020. Sua gestão foi marcada pela organização da estrutura interna dos institutos acadêmicos e pela condução dos debates que levaram à aprovação e publicação do Estatuto da universidade, pavimentando o caminho para a autonomia democrática da instituição.
Em março de 2020, o professor Roque do Nascimento Albuquerque assumiu inicialmente como reitor pro tempore com a missão de coordenar a transição democrática. Após a realização da primeira consulta à comunidade acadêmica, em 6 de maio de 2021 foi publicada no Diário Oficial da União a sua nomeação oficial como reitor da universidade para o quadriênio 2021–2025. O gestor tornou-se o primeiro reitor da UNILAB eleito pela comunidade acadêmica e tomou posse em Brasília, encerrando mais de 10 anos de protemporalidade na instituição. Posteriormente, foi reconduzido ao cargo para um segundo mandato correspondente ao período de 2025–2029.
Além do marco democrático, a liderança de Roque Albuquerque trouxe um importante simbolismo de inclusão para o ensino superior do país, tornando-o o primeiro reitor de etnia cigana a assumir o cargo máximo em uma universidade pública brasileira. O professor pertence à etnia Kalon e é falante da língua shibi.
A UNILAB editora os seguintes periódicos científicos: