A obra figurou na sétima posição da lista dos 200 livros mais importantes para entender o Brasil, divulgado pela Folha de S.Paulo em 2022, no âmbito do projeto "200 anos, 200 livros".
O livro conta a história da vida de Kehinde, uma ex-escravizada africana, idosa, que viveu no Brasil durante a maior parte do século XIX. Ele se inicia com a protagonista retornando à África, após ter sido escravizada e vivido experiências traumáticas no Brasil. Seu propósito principal é a busca de um filho, perdido há décadas. Ao longo do percurso da viagem, ela reflete sobre sua vida, desde a infância no Reino de Daomé (atual Benim), a captura aos oito anos de idade, tráfico, e escravização na Ilha de Itaparica,Bahia, e como isso resultou em inúmeras violências, a vida como adulta na Bahia, como conseguiu a Carta de alforria e o retorno à África como uma empresária bem sucedida, vivendo em meio a uma comunidade de ex-escravizados no Brasil, que retornaram ao Benin e à Nigéria.
Inspiração
O romance é uma dramatização da vida de Luísa Mahin, mãe do poeta e advogado abolicionista Luis Gama. O romance descreve vários eventos históricos, inclusive a Revolta dos Malês (1835) e a Sabinada (1837-1838). Apesar do número de menções históricas à Luísa Mahin, ela é frequentemente tratada na história brasileira como uma figura mítica, como reportado em livros recentes que tratam da dimensão racial desse apagamento.
A Lei n.º 13 816, de 24 de abril de 2019, inscreveu o nome de Luísa Mahin no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.
Recepção
Desde a sua publicação, o romance foi alvo de ampla discussão na imprensa e na academia brasileiras. Ele foi escolhido pela Folha de São Paulo como um dos livros mais importantes para entender a história do Brasil.
Numerosos estudos foram feitos sobre Um Defeito de Cor, analisando o romance pela forma como retrata raça, classe, gênero e a história da escravidão.
↑Martins, Tarcísio José. «Biografia de LUIZ GAMA: omissões e contradições»(PDF). www.mgquilombo.com.br - Saite dedicado a professores e alinos do Ensino Fundamental e Médio, para preservação e divulgação de documentos, fatos, locais e eventos relativos à participação negra na construção da Pátria Mineira, nos termos dos artigos 215 e 216 da Constituição Federal de 1988, artigo 68 do ato da suas DCT. Consultado em 19 de maio de 2019. Arquivado do original(PDF) em 4 de dezembro de 2023
↑Gonçalves, Aline Najara da Silva (3 de junho de 2011). Luiza Mahin: uma rainha africana no Brasil. [S.l.]: Ceap
↑«LEI Nº 13.816, DE 24 DE ABRIL DE 2019». 24 de abril de 2019. Consultado em 25 de abril de 2019. Inscreve os nomes de Dandara dos Palmares e de Luiza Mahin no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.