| Vera Chaves Barcellos | |
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| Nascimento | 1938 (88 anos) Porto Alegre |
| Cidadania | Brasil |
| Alma mater | |
| Ocupação | pintora, professora, artista conceitual, artista |
| Página oficial | |
| https://fvcb.com.br/ | |
Vera Chaves Barcellos de nome completo Vera Guerra Chaves Barcellos (Porto Alegre, 1938) é uma artista plástica, gravadora e professora brasileira.
Vera formou-se em música no Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1957. Nos anos 1960, complementou seus estudos em cursos de pintura, gravura e desenho na Holanda e França.
No início da década de 1970, através de uma bolsa do British Council, Vera aprofundou seus conhecimentos em fotografia e técnicas gráficas no Croydon College em Londres. Passou então a trabalhar com fotografia e em seguida partiu para trabalhos mais conceituais, misturando técnicas como xilogravura e serigrafia a novas possibilidades de expressão.
Participou do grupo Nervo Óptico (1976–78) e foi uma das fundadoras do centro de cultura alternativa Espaço N.O. (1979–82) em Porto Alegre, que veio a se tornar referência nacional para a produção artística contemporânea, construindo e ajudando a divulgar manifestações artísticas em novas mídias. A partir dos anos 1980 produziu instalações multimídias, usando fotografias manipuladas, imagens computadorizadas, objetos, vídeo e vídeo-animação.
Sua série Testarte, realizada a partir de 1974, foi apresentada na 37ª Bienal de Veneza, em 1976, e na 14ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, em 1977. Seus trabalhos também foram selecionados para a Bienal de Havana, em Cuba (1984), para a Bienal Internacional de Arte de São Paulo (1967, 1977, 1983, 1989) e para a Bienal do Mercosul, em Porto Alegre (2005 e 2022).
Desde 1986, Vera vive entre Viamão, na Grande Porto Alegre, e Barcelona. Desde então, seu trabalho tornou-se uma ponte cultural entre Brasil e Espanha. Em 1998, integrou o Salão Nacional do Rio de Janeiro e a exposição Pasage de Ida, na Galeria Antonio de Barnola, em Barcelona. Em 2002, teve mostra individual no Instituto Francês de Barcelona; no ano seguinte, participou da mostra Le Revers du Rêveur na Capella de San Roc, em Valls. Após ter realizado mais de vinte exposições individuais e coletivas na Espanha, Vera conquistou a nacionalidade espanhola em 2004.
Em 1999, criou a Galeria Obra Aberta, que funcionou até 2002. Neste período, abrigou mais de vinte exposições de artistas como Karin Lambrecht, Begoña Egurbide, Antoni Muntadas, Lia Menna Barreto, Lúcia Koch, Margarita Andreu, Nick Rands, Luiz Carlos Felizardo, entre outros. Em 2000, teve seu trabalho presente na mostra Território Expandido, em São Paulo. Teve o trabalho Visitant Genet exibido no Museu D’ Art de Girona, entre 2000 e 2001. Em 2001, integrou a abertura do Centro Cultural Santander, em Porto Alegre, na exposição Sem Fronteiras. Vera já participou de exposições coletivas na América Latina, Alemanha, Bélgica, Coréia, França, Holanda, Inglaterra, Japão, Estados Unidos e Austrália.
Em 2005, cria a Fundação Vera Chaves Barcellos (FVCB), em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, dedicada à difusão, preservação e divulgação da arte contemporânea.
Entre maio e julho de 2007, o Santander Cultural apresentou a exposição O Grão da Imagem, uma viagem pela poética de Vera Chaves Barcellos, uma retrospectiva dos 40 anos da trajetória da artista, com 114 obras selecionadas pelos curadores Fernando Cocchiarale (Rio de Janeiro), Moacir dos Anjos (Pernambuco) e Agnaldo Farias (São Paulo), premiada como melhor exposição individual no 2º Prêmio Açorianos de Artes Plásticas da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.
Em 2009, a Zouk Editora publicou o livro Vera Chaves Barcellos, obras incompletas, com ensaio do crítico francês François Soulages, uma cronologia comentada e um caderno com imagens de obras da artista, produzidas entre 1963 e 2007. Para a celebração aos 85 anos da artista, em 2023, a Fundação Iberê Camargo realizou a retrospectiva O estranho desaparecimento de Vera Chaves Barcellos.