| Verinha Darcy | |
|---|---|
| Nome completo | Vera Dulce Perez Teixeira de Carvalho |
| Outros nomes | Verinha Darcy |
| Nascimento | 30 de outubro de 1946 São Paulo, SP |
| Nacionalidade | brasileira |
| Morte | 30 de setembro de 1979 (32 anos) São Paulo, SP |
| Causa da morte | desconhecida |
| Ocupação | Atriz |
| Atividade | 1952 - 1968 |
| Progenitores | Mãe: Elizabeth Darcy Pai: Fabio Teixeira de Carvalho |
| Parentesco | Silvio Luiz (irmão) |
| Cônjuge | Murillo de Oliveira Villela (1968–1979) |
| Filho(a)(s) | Maurício Villela Teixeira, Murillo de Oliveira Villela Filho |
Vera Dulce Perez Teixeira de Carvalho, mais conhecida como Verinha Darcy (São Paulo, 30 de outubro de 1946 – 30 de setembro de 1979), foi uma atriz brasileira. Se destacou na década de 1950 como uma das primeiras atrizes-mirins da televisão brasileira, sendo chamada de "Shirley Temple brasileira" — referência à famosa estrela mirim da Hollywood da década de 1930. Seu papel mais notável foi em Pollyana, novela da TV Tupi São Paulo. Foi também a primeira estrela infanto-juvenil da TV Cultura, tendo protagonizado duas novelas na recém-fundada emissora paulistana.
Era filha da locutora, atriz e apresentadora Elizabeth Darcy e irmã por parte de mãe do locutor esportivo Silvio Luiz.
Estreou como atriz de radio-teatro aos cinco anos. Com a ida de sua mãe, Elizabeth Darcy, para a TV Tupi, Verinha Darcy começou a fazer televisão. Trabalhou com Júlio Gouveia e Tatiana Belinky que tinham o grupo do Tesp e eram responsáveis na emissora pelos programas infantis.
Com sete anos, em 1954, estrelou A Pequena Vendedora de Fósforos, adaptação do conto de Andersen para o programa Música e Fantasia, na Tupi. Em 1955, participou de Amor à Terra, para o programa TV de Vanguarda.
Em 1956, Verinha Darcy protagonizou a telenovela Pollyana, um grande sucesso da emissora.
Permaneceu ativa até o fim da década de 1960. Protagonizou a telenovela A Cabeçuda, em 1960, pela TV Cultura, trama esta direcionada ao público juvenil. Outra telenovela estrelada por Verinha na Cultura foi Clarissa, de 1961, história baseada na obra de Érico Veríssimo. Esteve no elenco da telenovela Redenção, da Excelsior, em 1967. Sua última novela que se tem registro foi A Última Testemunha, da Record, em 1968.
Morreu em 30 de setembro de 1979. A Folha de S. Paulo noticiou a morte da atriz na edição de 3 de outubro de 1979 sem informar a causa do falecimento, destacando a sua carreira na televisão. Irmão de Verinha, o locutor esportivo Silvio Luiz, disse décadas mais tarde em entrevista ao podcast Entre Amigos, do jornalista Flávio Prado, que Verinha foi assassinada pelo marido, Murillo de Oliveira Villela, após uma briga doméstica. De acordo com Silvio, o marido da atriz tinha amizades influentes que ajudaram a abafar o caso.
Verinha era mãe de dois filhos, que tinham 10 e 7 anos de idade na época do falecimento da atriz.
A atriz foi a inspiração para a canção Verinha, composta e cantada por Juca Chaves. A artista manifestou admiração pelo cantor, embora negasse que houvesse um relacionamento — Verinha tinha 14 anos na época.
| Ano | Título | Personagem | Notas |
|---|---|---|---|
| 1954 | Música e Fantasia | Menina | Episódio: "A Pequena Vendedora de Fósforos" |
| 1954-1956 | TV de Vanguarda | Vários personagens | 6 episódios |
| 1956-1957 | Pollyanna | Pollyanna Whittier | |
| 1956 | Heidi | Heidi | |
| 1958 | Pollyana Moça | Pollyanna Whittier | |
| 1958 | As Aventuras de Tom Sawyer | — | |
| 1959 | Angélika | Inge | |
| 1960-1961 | A Cabeçuda | A Cabeçuda | |
| 1961 | Clarissa | Clarissa Albuquerque | |
| 1966-1968 | Redenção | Glória Camargo Maia | |
| 1968 | A Última Testemunha | Isabel |