| Veritatis Splendor Carta encíclica do papa João Paulo II | ||||
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| Data | 6 de agosto de 1993 | |||
| Assunto | Questões fundamentais do ensino moral da Igreja | |||
| Encíclica número | 10 de 14 do pontífice | |||
| Texto | em latim em português | |||

Veritatis Splendor (em português: “O Esplendor da Verdade”) é uma encíclica do Papa João Paulo II, promulgada em 6 de agosto de 1993. O título provém das palavras iniciais do texto latino: “Veritatis splendor in omnibus Creatoris operibus effulget” — “O esplendor da verdade resplandece em todas as obras do Criador”.
Trata-se da décima encíclica do Pontífice, sucedendo à Centesimus Annus (1991) e antecedendo a Evangelium Vitae (1995). O documento ocupa um lugar central no magistério de João Paulo II, pois dedica-se integralmente à teologia moral, defendendo a verdade objetiva sobre o bem e o mal contra interpretações relativistas e subjetivistas.
A encíclica foi publicada em um momento de fortes debates teológicos no interior da Igreja, sobretudo nas décadas posteriores ao Concílio Vaticano II, quando surgiram correntes morais que relativizavam normas universais em nome da consciência individual ou de circunstâncias particulares. Diante disso, João Paulo II julgou necessário reafirmar “algumas verdades fundamentais da doutrina católica que, no actual contexto, correm o risco de serem deformadas ou negadas” (art. 4).
A Veritatis Splendor apresenta-se em três grandes partes:
A Veritatis Splendor tornou-se um dos documentos mais importantes do magistério contemporâneo em moral católica. Foi recebida com entusiasmo por aqueles que viam a necessidade de clareza diante das ambiguidades pós-conciliares, mas também encontrou resistência em ambientes acadêmicos onde o relativismo moral tinha força.
Até hoje, permanece como referência indispensável para a teologia moral, os seminários e a formação de leigos, especialmente pela defesa intransigente da dignidade da consciência, da liberdade e da verdade.