Via Ápia Via Appia Antica | |
|---|---|
| Trecho da Via Ápia próximo a Torre Selci | |
Trajeto da Via Ápia | |
| Localização atual | |
| Coordenadas | 41° 50′ 29″ N, 12° 31′ 57″ L |
| País | Itália |
| Região | Roma, Brindisi |
| Dados históricos | |
| Fundação | 312 a.C. |
| Civilização | Roma Antiga |
| Império | Império Romano |
| Notas | |
| Patrimônio | Património Mundial Provisório, Património Mundial da Unesco |
| Acesso público | |
| Site | Parque arqueológico da Ápia Antiga |
| Patrimônio Mundial da UNESCO | |
| Designação | Via Appia. Regina Viarum |
| Critérios | iii, iv e vi |
| Referência | 1708 en fr es |
| Inscrição | 2024 |
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A Via Ápia (em latim Via Appia, em italiano Via Appia Antica) é uma das principais estradas da antiga Roma. Recebeu este nome em memória do político romano Ápio Cláudio Cego, que iniciou sua construção em 312 a.C. Inicialmente a estrada estendia-se de Roma a Cápua, numa distância de 300 quilômetros.
Posteriormente foi ampliada para passar por Benevento, Taranto, até Brindisi (264 a.C.) (no "calcanhar" da península Itálica), chegando a uma extensão de 600 quilômetros. Era chamada, em latim, de Regina Viarum (rainha das estradas).
A construção da estrada deu-se no ano 312 a.C., a mando de Ápio Cláudio, com objetivo de facilitar a movimentação militar em direção ao Oriente e à Ásia Menor, sendo o primeiro trecho conectando diretamente Roma a Cápua; Ápio Cláudio faleceu antes da conclusão da via. Em 268 a.C., a estrada foi ampliada até Benevento; e por volta de 190 a.C., a mando do imperador Trajano, estendida até a cidade portuária de Brindisi, passando por Venosa e Taranto.
Conforme Roma expandia seu território, a estrada se tornava importante, não só como função militar, como também para rota comercial e desenvolvimento de novos assentamentos. Devido a sua importância para o Império Romano, a via era administrada por um curador pretoriano. Com a queda do Império Romano, gradativamente caiu em desuso.
A partir do século XI, a estrada foi utilizada pelos Cruzados e para peregrinação dos cristãos até a Terra Santa. Construções e trechos da pavimentação foram restauradas, a pedido de papas, devido a importância da estrada para o cristianismo. Atualmente, a via continua a ser utilizada para conexão com zonas rurais. Abriga sítios arqueológicos, catacumbas e mausoléus, ruínas de aquedutos, vilas, e arcos triunfais nas entradas de algumas cidades.
O início original da via ainda é desconhecida; atualmente, se inicia no Arco de Druso em Roma, construído no século III; e finaliza na cidade portuária de Brindisi. Atualmente há trechos com a pavimentação original em pedras, pavimentação em terra batida, e pavimentação de asfalto.
A pavimentação original foi construída com técnicas de engenharia inovadoras para a época, para que a pavimentação fosse duradoura; foram utilizadas pesados blocos de pedra e argamassa de cal para a fundação; e pedras poligonais de basalto vulcânico foram perfeitamente encaixadas na superfície, com rolamento convexo para a drenagem da água.
Foram construídas comodidades ao longo da via para facilitar as viagens; a cada 11 ou 12 quilômetros, nas regiões com maior movimento, foram construídas hospedagens e descanso para viajantes; instalaram marcos indicando as distâncias e fontes de água para as pessoas e animais.