Marquês da Foz | |
|---|---|
| Pariato | Reino de Portugal |
| Criação | Luís I de Portugal 26 de maio de 1986 |
| Ordem | Grande do Reino |
| Tipo | Em vida |
| 1.º titular | Tristão Guedes Correia de Queirós, 2.º Conde da Foz |
| Linhagem | Guedes, Queirós |

Marquês da Foz foi um título nobiliárquico português, criado por decreto do rei D. Luís de 26 de maio de 1886, em vida, a favor de D. Tristão Guedes Correia de Queirós, 2.º Conde da Foz.
O título sucedeu, na mesma família, aos de Barão da Foz (1843), Visconde da Foz (1855) e Conde da Foz (1862), todos concedidos a Gil Guedes Correia de Queiroz, pai do 1.º Marquês.
A família descendia, por varonia, de Gil Guedes e de sua mulher, Margarida Pacheco, moradores na Quinta de Vale de Mourelos, no termo de Almada, em meados do século XVI, e tinha foro de fidalgos da Casa Real desde 1669.
Gil Guedes Correia de Queiroz nasceu em Santarém a 16 de julho de 1795 e morreu no Paço das Necessidades, em Lisboa, a 27 de fevereiro de 1870. Filho natural de Tristão Guedes Correia de Queirós Castelo Branco, fidalgo da Casa Real, foi legitimado por alvará de 16 de janeiro de 1816 e sucedeu nos vínculos da casa, entre os quais o morgado de Mão por Cão, em Estremoz. Militar, combateu na Guerra Peninsular e, do lado liberal, na guerra civil, foi ajudante de campo de D. Pedro IV e de D. Fernando II e chegou a general de divisão em 1864.
Foi criado Barão da Foz por decreto da rainha D. Maria II de 21 de outubro de 1843 e elevado a Visconde da Foz por decreto de 15 de setembro de 1855, durante a regência de D. Fernando II, em nome do rei D. Pedro V. O rei D. Luís elevou-o a Conde da Foz, com honras de grandeza, por decreto de 30 de setembro de 1862. A segunda vida no título foi concedida por decreto de 25 de janeiro de 1867, o que permitiu ao filho suceder-lhe.
Por morte do pai, em 1870, Tristão Guedes Correia de Queirós passou a usar o título de 2.º Conde da Foz, ao abrigo da segunda vida concedida em 1867. Administrador e presidente do conselho de administração da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses entre 1885 e 1891, diretor do Banco de Portugal e par do Reino, foi elevado a Marquês da Foz, em vida, por decreto de D. Luís de 26 de maio de 1886. Em 1887, comprou o antigo palácio dos marqueses de Castelo Melhor, nos Restauradores, desde então conhecido como Palácio Foz.
Casou, em 1878, com Maria Cristina da Silva Cabral, filha herdeira dos 2.os Condes de Cabral.
O título de conde foi renovado no filho, Gil Pedro Paulo Guedes Cabral Correia de Queirós e Castelo Branco, 3.º Conde da Foz, por decreto de D. Carlos I de 14 de novembro de 1901.
Escudo esquartelado: no primeiro quartel, as armas dos Guedes; no segundo, dos Correias; no terceiro, dos Queirós; no quarto, dos Castelo-Brancos. Coroa de marquês.
| # | Titular | Datas | Títulos | Notas | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | D. Gil Guedes Correia de Queiroz | 1795–1870 | 1.º Barão da Foz (1.º Visconde e 1.º Conde da Foz) | Filho legitimado de Tristão Guedes Correia de Queirós Castelo Branco. Casou em 1847 com D. Mariana Georgina Palha de Faria Lacerda, filha de José Pereira Palha de Faria Guião. |
| # | Titular | Datas | Títulos | Notas | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | D. Gil Guedes Correia de Queiroz | 1795–1870 | 1.º Visconde da Foz (1.º Barão e 1.º Conde da Foz) | Casou em 1847 com D. Mariana Georgina Palha de Faria Lacerda, filha de José Pereira Palha de Faria Guião. |
| # | Titular | Datas | Títulos | Notas | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | D. Gil Guedes Correia de Queiroz | 1795–1870 | 1.º Conde da Foz (1.º Barão e 1.º Visconde da Foz) | Casou em 1847 com D. Mariana Georgina Palha de Faria Lacerda, filha de José Pereira Palha de Faria Guião. | |
| 2 | D. Tristão Guedes Correia de Queirós | 1849–1917 | 2.º Conde da Foz (1.º Marquês da Foz) | Filho do anterior. Casou em 1870 com D. Maria Luísa Infante Baião Matoso, filha de Justino Máximo Baião Matoso; casou em 1878 com D. Maria Cristina da Silva Cabral, filha do 2.º Conde de Cabral. | |
| 3 | D. Gil Pedro Paulo Guedes Cabral Correia de Queirós e Castelo Branco | 1880–1944 | 3.º Conde da Foz | Filho do anterior. Casou em 1901 com D. Mariana de Melo de Assis Mascarenhas, filha de D. Joaquim Maria Sebastião de Melo. |
| # | Titular | Datas | Títulos | Notas | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | D. Tristão Guedes Correia de Queirós | 1849–1917 | 1.º Marquês da Foz (2.º Conde da Foz) | Filho do 1.º Conde da Foz. Casou em 1870 com D. Maria Luísa Infante Baião Matoso; casou em 1878 com D. Maria Cristina da Silva Cabral, filha do 2.º Conde de Cabral. |
Após a implantação da República, em 1910, cessou a concessão de títulos nobiliárquicos pelo Estado. Desde então, reivindicaram a representação do título os seguintes membros da família:
| # | Nome | Datas | Títulos pretendidos | Notas | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| 2 | Tristão Guedes Cabral Correia de Queirós | 1903–1984 | 2.º Marquês da Foz | Filho do 3.º Conde da Foz. Casou em 1936 e não teve descendência. | |
| 3 | Jacinto Brandão de Melo de Magalhães Guedes de Queirós | 1931–2013 | 3.º Marquês da Foz (4.º Conde da Foz) | Sobrinho do anterior, filho de Joaquim Guedes Cabral Correia de Queirós, descendente dos Condes de Cabral. | |
| – | Gil de Almeida de Sousa de Macedo Guedes de Queiroz | n. 1963 | 5.º Conde da Foz | Filho do anterior. |