| Vriesea fidelensis | |||||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||||
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Vriesea fidelensis é uma espécie de bromélia epifítica pertencente ao gênero Vriesea. É uma planta endêmica do estado do Rio de Janeiro, Brasil, encontrada originalmente no bioma da Mata Atlântica.
O epíteto específico fidelensis é um adjetivo latino que significa "proveniente de São Fidélis". Trata-se de uma homenagem direta do autor, Elton Leme, ao município fluminense de São Fidélis, onde a planta foi descoberta.
A espécie foi descrita formalmente em 1999 na revista científica Bradea. O exemplar que serviu de base para a descrição (holótipo) foi coletado pelo próprio Leme em 1º de maio de 1989, na localidade de **Bela Joana**, situada na região serrana de São Fidélis.
A validade taxonômica da espécie é reconhecida pelo projeto Flora do Brasil 2020 e por bases internacionais como o GBIF e Mindat.
É uma bromélia de hábito epífito (cresce sobre árvores) que forma uma roseta densa com 15 a 25 folhas brilhantes de 30 a 50 cm de comprimento. Sua inflorescência é uma espiga ereta de 40 a 60 cm de altura, com brácteas coloridas entre o vermelho e o laranja, e flores tubulares amarelo-esverdeadas. Assim como outras espécies do gênero, produz "brotos" (offsets) na base após a floração, garantindo sua propagação.
Habita matas de encosta úmidas (floresta ombrófila densa) na Mata Atlântica do Norte Fluminense. É considerada uma espécie rara e restrita a fragmentos florestais de altitude.
Devido à sua pequena área de ocupação e à fragmentação de seu habitat, a espécie foi classificada como **Em Perigo (EN)** no Livro Vermelho da Flora Endêmica do Estado do Rio de Janeiro (2018).