Wellington Botelho

Wellington Botelho
Nome completoWellington Botelho
Nascimento
Morte
25 de agosto de 1987 (65 anos)

Filho(a)(s)3
Ocupaçãoator • humorista • apresentador, dublador, cantor
Período de atividade1940–1987
Principais trabalhosSeu Encolheu em Saramandaia

Wellington Botelho (Rio de Janeiro, 27 de abril de 1922 - Rio de Janeiro, 25 de agosto de 1987), foi um ator, humorista, apresentador, dublador e cantor brasileiro.

Um dos pioneiros do humor no rádio e na Televisão, trabalhou nas rádios Nacional e Mayrink Veiga e na Rede Tupi.

Biografia

Wellington Botelho nasceu em 1922 no Rio de Janeiro, no bairro de Vila Isabel. Ainda pequeno, com apenas 11 anos de idade já era prodígio na arte de cantar.

Em 1940, aos 18 anos estreou na Companhia de Alda Garrido no antigo Teatro República. Ainda na década de 40, participou dos shows de calouros na rádio com o saudoso compositor, apresentador e músico Ary Barroso. O programa chamava-se "A Hora do Calouro", na Rádio Cruzeiro do Sul no Rio de Janeiro. Sempre ganhava prêmios como melhor cantor. Wellington inovou para a época pois além de cantar, especializou-se em imitar cantores nacionais e internacionais.

No programa "Noite de Estrelas" (1953), criado por Max Nunes e Paulo Gracindo levado ao ar nas rádios, nos sábados, Wellington cantava músicas nacionais e internacionais. Outro programa da rádio era o "Gente que Brilha" (1950-1951) na Rádio Nacional, onde o ator e cantor imitava vários cantores, nacionais e internacionais. Havia também um jornal humorístico chamado "Horário dos Cartazes" (1955) na Rádio Nacional, em que atuava como comediante. No programa de variedades chamado "Festa Íntima" (1952) na Rádio Nacional, Wellington imitava Dorival Caymmi, Carlos Galhardo e outros artistas.

Atuou também na Rádio Nacional, o programa humorístico "Balança Mas Não Cai" (1950), criado por Paulo Gracindo e escrito por Max Nunes. Este programa, posteriormente, foi para a extinta Rede Tupi em 1972 e em duas épocas diferentes para a Rede Globo de 1968 a 1971 e de 1982 a 1983, onde Wellington também atuou.

Wellington atuou em papéis cômicos como "Zezinho, O Anão", "Fariseu" escrito por Glauco Ferreira, "Morador De Mesquita" e "Montanha". Atuou também no outro programa, o "PRK30" (1944-1964), que segundo especialistas do jornalismo e artistas, foi o programa que proporcionou o alicerce ao humorismo no Brasil.

Wellington atuava também em casinos e boates da época, no Rio de Janeiro e em São Paulo, cantando e interpretando. Foi premiado várias vezes como melhor humorista do ano juntamente com consagrados artistas.

No teatro fez várias peças, inclusive contracenou com o "Papa" do teatro brasileiro, Procópio Ferreira a quem Wellington tinha o maior apreço.

Em 1951, atuou no filme, "Aguenta Firme, Isidoro", produzido pela Cinédia e o primeiro filme no Brasil a evitar cortes.

Em 1953 atuou no filme "Balança Mas Não Cai", com direção de Paulo Wanderley e no elenco Paulo Gracindo, Brandão Filho, Herval Rossano, Mário Lago, Wilson Grey, Altivo Diniz, entre outros.

No final da década de 50, Wellington montou uma Companhia de Teatro com a participação de grandes nomes artísticos da época e viajou com a Companhia pela América do Sul, juntamente com sua esposa e sua filha mais velha. Era um misto de shows de danças e esquetes com piadas em espanhol. Wellington fazia magníficas imitações de Charles Trenet, OI Jonson (caracterizado), Dick Farney, Dorival Caymmi, Orlando Silva, Carlos Galhardo e muitos outros com perfeita exatidão, obtendo assim grande sucesso fora do Brasil.

Ao retornar ao Brasil, Wellington continuava a fazer shows, desta vez nos Rotary's Club e no Lion's Club, na Região Sudeste. Eram chamados de "PubliShow". Uma montagem de esquetes de humor com modelos, show musical e também desfiles de moda. Era patrocinado por grandes empresas de moda, bebidas e comestíveis da época. Era um show familiar, que lotavam as mesas dos clubes havendo inclusive distribuição de brindes das empresas patrocinadoras. Era um grande sucesso.

Em 1960 atuou no filme "Só Naquela Base", com roteiro de Chico Anysio, Saint-Clair Senna e direção de Ronaldo Lupo. No elenco, Dercy Gonçalves, Rosângela Maldonado, Grijó Sobrinho, e outros.

Em 1962 atuou no filme "As Testemunhas Não Condenam", roteiro de Manuel de Nóbrega, Canarinho, César de Alencar, Moacyr Franco e outros.

Em 1970 atuou no filme "Salário Mínimo", seu personagem era o Eusébio. Com roteiro de Monteiro Guimarães, produção da Cinédia, direção de Adhemar Gonzaga e no elenco artistas como Costinha, Paulo Gracindo, Roberto Guilherme, Geraldo Alves, Renata Fronzi, e outros.

Em 1971, atuou no filme "Cômicos e Mais Cômicos". O filme teve a direção de Jurandyr Noronha e no elenco Costinha, Wilza Carla, Paulo Silvino, Roberto Guilherme, Alda Garrido, Alvarenga & Ranchinho, e outros.

Em 1976, Wellington atuou na novela "Saramandaia" escrita por Dias Gomes para a Rede Globo, no papel de Seu Encolheu. Além de um grande elenco, contracenava com a atriz Wilza Carla que fazia o papel de sua esposa a "Dona Redonda", uma mulher que explode e retorna no papel da irmã gêmea "Bitela".

Em 1977 atuou no "Sítio do Picapau Amarelo" como o boneco triste João Faz de Conta. Também no mesmo ano, atuou na novela "À Sombra dos Laranjais" no papel de Bruno.

Em 1978, atuou no filme "Tudo Bem". O filme tinha roteiro de Arnaldo Jabor e Leopoldo Serran. Direção de Arnaldo Jabor. Ainda no mesmo ano, atuou na novela "Maria, Maria".

Em 1979, atuou na novela "Os Gigantes".

Em 1980, atuou no especial "Romeu e Julieta" na Rede Globo, no papel de Bíblia com Limão. No mesmo ano, atuou no seriado "O Bem-Amado".

Em 1981, atuou no programa humorístico "Viva o Gordo", onde durou por quase um ano.

Em 1982, a Rede Globo relançou o programa "Balança Mas Não Cai". Wellington fazia o quadro com o nome de Montanha, o qual contracenava com a atriz e comediante Berta Loran.

Em 1983, trabalhou no filme "O Cangaceiro Trapalhão", onde atuou no papel do juiz de Águas Lindas. No mesmo ano, também atuou no programa humorístico "A Festa É Nossa".

Em 1984, atuou no programa humorístico "Humor Livre", e em 1985, atuou na minissérie "Tenda dos Milagres", seu último trabalho na TV.

Vida pessoal

Wellington era casado com Elisabeth Grigorowsky Botelho, onde teve três filhos, Cristina, Elisabeth e Wellington.

Wellington Botelho morreu no dia 25 de agosto de 1987, aos 65 anos de idade, vítima de insuficiência respiratória por complicações de enfisema pulmonar.

Filmografia

Televisão

Ano Título Personagem Notas
1968–1971 Balança Mas Não Cai Vários personagens
1976 Saramandaia Virgulino de Souza (Seu Encolheu)
1977 À Sombra dos Laranjais Bruno
Sítio do Picapau Amarelo João Faz de Conta Episódio: "João Faz-de-Conta"
1978 Maria, Maria Taberneiro Episódio: "30 de janeiro"
Sítio do Picapau Amarelo Cientista Episódio: "Reinação Atômica"
1979 Os Gigantes Fazendeiro Participação especial
1980 Chega Mais Paul Cleveland
O Bem-Amado Promotor Episódio: "O Julgamento de Dirceu Borboleta"
Caso Especial Bíblia com Limão Episódio: "Romeu e Julieta"
1981–1982 Viva o Gordo Vários personagens
1982 O Homem Proibido Zezinho da Farmácia
1982–1983 Balança Mas Não Cai Montanha
1983 A Festa É Nossa Vários personagens
1984 Humor Livre
1985 Tenda dos Milagres Afonso Boca Suja

Cinema

Ano Título Personagem
1951 Aguenta Firme, Isidoro —
1953 Balança Mas Não Cai —
1960 Só Naquela Base Gonçalves
1962 As Testemunhas Não Condenam —
1970 Salário Mínimo Eusébio
1971 Cômicos e Mais Cômicos Ator do filme
1978 Tudo Bem Otto
1983 O Cangaceiro Trapalhão Juiz de Águas Lindas

Dublagem

Ano Título Personagem Estúdio
1951 Alice no País da Maravilhas Lagarta Continental Discos

Referências

  1. ↑ «WELLINGTON BOTELHO (65 anos)». TV SAUDADES. 8 de agosto de 2020. Consultado em 24 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2026
  2. ↑ «WELLINGTON BOTELHO». MBRTV - Museu Brasileiro de Rádio e Televisão. Consultado em 24 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2026
  3. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Billy Brasil (13 de abril de 2014). «WELLINGTON BOTELHO - (65 anos) Ator * RJ (1922) + RJ (1987)». Recanto das Letras. Consultado em 24 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2026
  4. ↑ «Personagens». Memória Globo. 17 de maio de 2024. Consultado em 24 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2026
  5. ↑ «Obituário». memoria.bn.gov.br. Jornal do Brasil. 26 de agosto de 1987. Consultado em 26 de setembro de 2026
  6. ↑ «O Bem-Amado (a série)». teledramaturgia.com.br. Consultado em 24 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 17 de julho de 2025
  7. ↑ «Caso Especial: Romeu e Julieta». Memória Globo. 18 de outubro de 2024. Consultado em 24 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2026

Ligações externas