Wilhelm Hohoff

Wilhelm Hohoff (Medebach, 9 de fevereiro de 1848 — Paderborn, 10 de fevereiro de 1923) foi um dos primeiros padres católicos a estudar o marxismo.

Vida e trabalho

Era filho de um escrivão e frequentou a escola secundária em Brilon. A partir de 1866, estudou teologia e filosofia em Münster. Depois de um ano, ele estudou um semestre nas universidades de Bonn e Marburg. Nos últimos quatro semestres, estudou no instituto teológico de Paderborn.

Em 1871, foi ordenado como sacerdote.

Juntamente com Franz Hitze, foi um dos primeiros católicos na Vestfália a estudar com profundidade os escritos de Karl Marx. Desse modo, chegou à conclusão de que algumas das teses básicas de Marx estavam de acordo com a teoria cristã do trabalho, formulada por Tomás de Aquino, que afirma que o trabalho humano é a fonte de todo valor econômico.

A partir disso, concluiu que a disputa (“luta de classes”) pela distribuição justa da riqueza gerada socialmente era moralmente justificada em favor do fator valor trabalho.

Em 1874, se envolveu em uma polêmica com August Bebel, conhecida como o "Cristianismo e Socialismo". Na qual, Bebel defendia a tese de que “Cristianismo e socialismo se opõem como fogo e água”, enquanto que Hohoff sustentava que "que não é o cristianismo e o socialismo, mas o capitalismo e o cristianismo que se enfrentam como água e fogo".

Em 1909, Bebel escreveu que: "Nenhum de nós teria acreditado que ambos nos aproximaríamos uma vez na vida, como se fôssemos pessoas com interesses semelhantes.".

Na década de 1890, manteve uma longa correspondência com Karl Kautsky, na qual debateu a teoria do valor. Os contatos com Eduard Bernstein e Wilhelm Liebknecht foram bastante incipientes.

Foi o primeiro teólogo católico alemão a defender publicamente partes das teses de Marx e uma aproximação entre o cristianismo e o socialismo. Por causa disso, ficou conhecido como o "Padre Vermelho".

No início da década de 1920, recusou-se a acatar a solicitação de seus superiores eclesiáticos para condenar a adesão de muitos católicos ao Partido Social-Democrata da Alemanha, declarando que: era socialista e democrata, mas não era integrante do Partido Social-democrata e que um católico teria o direito de ser social-democrata.

O Hohoff foi por um tempo esquecido, mas foi resgatado por Theodor Steinbüchel, Walter Dirks, Heinrich Mertens, Ernst Michel, Klaus Kreppel e pelo jornal "Kritischer Katholizismus" (Catolicismo Crítico).

Obras

Obras sobre Wilhelm_Hohoff

Referências

  1. 1 2 Klaus Kreppel: Entscheidung für den Sozialismus. Die politische Biographie Pastor Wilhelm Hohoffs 1848–1923 (Schriftenreihe des Forschungsinstituts der Friedrich-Ebert-Stiftung 114), Bonn-Bad Godesberg 1974
  2. ↑ Wilhelm Hohoff: Die Bedeutung der Marxschen Kapitalkritik, Bonifacius-Druckerei, Paderborn.
  3. ↑ Wilhelm Hohoff: Die wissenschaftliche und kulturhistorische Bedeutung der Karl Marx’schen Lehren. Braunschweig 1921.
  4. ↑ Bruno Lowitsch: Der Kreis um die Rhein-Mainische Volkszeitung. Steiner, 1980.
  5. ↑ Wilhelm Weber: Wilhelm Hohoff (1848–1923). Leben und nationalökonomische Ideen eines sozialengagierten Paderborner Priesters. In: Paul-Werner Scheele (Hrsg.): Paderbornensis Ecclesia. Beiträge zur Geschichte des Erzbistums Paderborn. Festschrift für Lorenz Kardinal Jaeger zum 80. Geburtstag. Paderborn 1972