| Willer Tomaz | |
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| Nascimento | Willer Tomaz de Souza |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | advogado, empresário |
Willer Tomaz de Souza é um empresário e advogado brasileiro, proprietário do escritório de advocacia Willer Tomaz Advogados Associados em Brasília e do Sistema Difusora de Comunicação no Maranhão.
É, ao lado do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Willer Tomaz passou muitos anos trabalhando como empresário no setor de informática, tendo uma loja modesta, a "Willer Informática" (criada em 1999), em Taguatinga, Distrito Federal. A loja faliu, e ele decidiu então estudar direito e se formou advogado. Ainda estudante, passou a ter participação em outras duas empresas: a "WT Administração de Imóveis", fundada em 2002, ainda em Taguatinga, e a "Canal de Ideias Comunicação, Serviços e Participações Ltda", criada em 2007 no setor Octogonal.
Formado, e após apenas dois anos de exercício profissional, em agosto de 2010 criou o escritório de advocacia Willer Tomaz Advogados Associados num imóvel luxuoso no Lago Sul, Brasília. Ali, passou a ter contato com personalidades das esferas política, empresarial e do direito que circulavam pela capital federal. Segundo depoimento do empresário Joesley Batista ao Ministério Público Federal, a rápida ascensão profissional e patrimonial do advogado deveu-se a venda de "influência e contatos com figuras proeminentes na política e no meio jurídico".
Em 2026, teve a trajetória abordada no documentário jornalístico Revelando, em seu sétimo episódio, "República dos Laranjas". Apresentado por Fábio Porchat, traz a acusação de que Willer Tomaz seria um sócio oculto de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, listando ainda suas conexões com Daniel Vorcaro e Nunes Marques. Willer é apontado como o "hub financeiro, patrimonial e logístico" da lavagem de dinheiro no escândalo do INSS, com supostas conexões com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

O episódio menciona ainda o caso da ilha de Richarlison, em que o jogador teria perdido a posse de uma ilha em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, para Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro, através de uma manobra judicial.
Em 18 de maio de 2017, Willer Tomaz foi preso em São Luís, Maranhão, pela Polícia Federal no decorrer da Operação Patmos (Operação Lava Jato), sendo posteriormente denunciado por "corrupção ativa, violação de sigilo funcional qualificado e obstrução à investigação de organização criminosa". A presença do advogado na capital maranhense deveu-se ao seu interesse em adquirir o Sistema Difusora no estado (TV e rádio em São Luís, e emissoras no interior). Na época, Willer Tomaz já arrendava quatro rádios do ex-vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio.
O advogado foi levado para Brasília, onde ficou preso no Núcleo de Custódia da Polícia Militar, na Papuda. Em 1º de agosto de 2017, a prisão preventiva foi revogada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Foi acatado o entendimento da defesa de Willer Tomaz, de que os investigados na Operação Patmos afirmaram que "teria havido um pagamento ilegal por parte do advogado, e tempos depois disseram que não sabiam se esse pagamento realmente teria ocorrido".
Em 4 de agosto de 2026, o advogado foi preso novamente no âmbito da Operação Sem Desconto, "que apura os descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS". Willer Tomaz foi apontado como "sendo próximo e até amigo pessoal de políticos, entre eles o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro, a quem costuma acompanhar em agendas e viagens privadas", bem como do senador Weverton Rocha (PDT-MA), também investigado na mesma operação.
Segundo a defesa do advogado, sua prisão não teria relação direta com o âmbito da operação, mas apenas pelo uso por Weverton Rocha de uma aeronave de Willer Tomaz, "disponibilizada de forma amistosa e sem qualquer relação com os fatos investigados".
Em 12 de agosto de 2026, o deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou notícia-crime à Polícia Federal contra o senador Flávio Bolsonaro, solicitando a "investigação de possíveis irregularidades na transferência dos direitos de ocupação de um imóvel da União na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ)". O imóvel, cuja regularização fundiária estava sendo pedida pelo jogador de futebol Richarlison de Andrade, teve a tramitação acelerada de forma suspeita em 2022 em prol da WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa de Willer Tomaz. Ainda segundo a reportagem:
| “ | Os documentos apresentados à PF não demonstram que Flávio tenha interferido pessoalmente nos procedimentos da SPU. A notícia-crime pede justamente que a polícia esclareça as responsabilidades e investigue os atos administrativos e financeiros relacionados ao negócio. | ” |
Em 17 de setembro de 2026, foi revelado pelo jornal O Globo que Willer Tomaz havia participado em março de 2025 de um safári na África do Sul, juntamente com Flávio Bolsonaro e outros dois investigados na CPI da Covid e/ou no escândalo do INSS: o empresário Carlos Alberto de Sá e o senador Weverton Rocha. Consultados pela reportagem, os três investigados disseram se tratar de uma viagem "custeada com recursos próprios". Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre o caso.
Em 23 de setembro de 2026 foi anunciado que a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) havia rescindido o contrato que mantinha com a RioPag, empresa que detinha o "monopólio do serviço de meio da pagamento para as casas de apostas credenciadas pelo estado" e da qual Willer Tomaz é advogado e um dos acionistas, por "inadimplemento contratual grave, reiterado e injustificado e falha na execução contratual". Em janeiro de 2025, o então presidente da Loterj e hoje candidato a deputado federal Hazenclever Lopes (PL) autorizou que a RioPag parasse de pagar a parcela da arrecadação que cabia à autarquia. Somente após a exoneração de Hazenclever, em abril de 2026, o governador em exercício, Ricardo Couto, solicitou o pagamento de R$ 20 milhões em atraso.
Willer Tomaz reconheceu ser um dos beneficiários da RioPag, na qualidade de cotista da Capital Pretium SA, dona da RioPag e administrada por Lídia Mazelli, pessoa próxima a Tomaz. Na mesma data foi revelado que Mazelli trabalhava como empregada doméstica no Riacho Fundo em Brasília, embora supostamente administrasse "negócios imobiliários, de aviação e do setor de apostas". Tanto Tomaz quanto Mazelli negaram qualquer irregularidade nos fatos denunciados.
Em 23 de setembro de 2026, a revista Piauí revelou que, em janeiro de 2025, o senador Flávio Bolsonaro viajou com a família e o amigo Willer Tomaz dos Estados Unidos para Brasília em uma aeronave administrada por empresa do banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. Tomaz confirmou à revista que era dono de uma das cotas do avião. Em 24 do mesmo mês, Flávio Bolsonaro confirmou ter viajado em janeiro de 2025 em jato gerido por empresa do banqueiro Daniel Vorcaro.
Em 29 de setembro de 2026, foi divulgado pelo site Metrópoles que Willer Tomaz teria apostado R$ 5 bilhões na casa de apostas online Blaze, tendo perdido 163 milhões de reais ao longo de um ano (metade do lucro que a Blaze diz ter enviado para um paraíso fiscal na Ilha de Man, Grã-Bretanha). Três dias depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal, Tomaz entrou com uma ação cível contra a Blaze, alegando que sofria de ludopatia e que a casa de apostas burlava as regras do jogo para explorar o seu vício.
Willer Tomaz é casado com Flávia Oliveira Correa Tomaz.
Os negócios incluem uma mansão avaliada em R$ 10 milhões, em Angra dos Reis (RJ), que foi alvo de disputa judicial com o jogador Richarlison; uma ilha anunciada por R$ 17 milhões, também em Angra; um hangar de luxo em Brasília e a companhia responsável por processar os pagamentos das bets credenciadas pelo governo do Rio de Janeiro.